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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Olééééé


Bordalo II a espetar um par de bandarilhas na tauromaquia. E numa das maiores salas de torturas do país: a praça de touros de Vila Franca de Xira
Quando o touro de torturado passa a torturador.

Pela abolição 💪💪💪










sexta-feira, 3 de junho de 2016

vil e abjecto!



A bestialidade continua a passar na RTP.
De cretinos para imbecis, de covardes para sádicos, da idade medieval para audiências doentias.





quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eles adoram touros e depois... torturam-nos


Os toureiros e a tauromaquia adoram realmente o touro. Fazem muitas festinhas, carícias e cantam canções de embalar.

Picam o touro com lanças na ganadaria, são mal tratados no transporte para arena. São desidratados, dão-lhe laxantes, turvam-lhe a visão e dificultam a sua respiração. 
E os carinhos prosseguem. Serram os seus cornos a sangue frio, ferem-lhe as patas e os testículos, e ainda os colocam em lugares escuros sem luz para quando forem para arena estarem cegos e investirem perigosamente quando o que eles querem é fugir porque estão cheio de dores e encadeados.

Entretanto na lide o seu amor aos touros é bem evidente. 
Espetam-lhe ferros que lhe rasgam os músculos do cachaço e pescoço. Perfuram~lhe os pulmões, sofre hemorragias, perdendo cerca de seis litros de sangue.
Confundem-no com os volteios das capas enquanto as bandarilhas vão rasgando ainda os seus músculos.
O rabujador aquele que puxa pela cauda, provoca-lhe luxações da coluna a um animal em sofrimento e enfraquecido pelas continuas perdas de sangue. Este rabujador e os forcados são uns valentes porque conseguem pegar de caras um animal que já está tão enfraquecido que por vezes não consegue correr e até cai de exaustão.

Depois da lide as farpas são retiradas com facas cortando de novo os músculos rasgados, cauterizam as feridas com maçaricos mais uma vez a sangue a frio e o tour desenvolve febres e infecções que não são tratadas e ainda esperam vários dias para irem para o matadouro, onde este infeliz ser vivo finalmente tem o descanso final.

Sem esquecer os outros bichinhos de estimação deles, os cavalos.
Ao fim, literalmente, meia dúzia de espectáculos macabros, morrem por causa das feridas infligidas pelo touro e pelas esporas dos toureiros que os forçam a fazer algo que eles não querem, aproximar-se de um touro ferido de morte.

Esta merda de gente, inútil, cheia de sadismo e covardia, ama mesmo muito os seus touros e os cavalos, claro.




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Marcelo Mendes I


Marcelo Mendes é toureiro e cavaleiro. 
É um daqueles que se diverte a espetar bandarilhas e ferros no lombo de um touro. Um touro que já reduzido a farrapos antes de ser lidado porque esta gentinha não tem coragem de enfrentar um touro em toda a sua pujança.

Para mostrar toda a sua coragem, este projecto falhado de homem, investiu com o seu cavalo contra manifestantes anti-tourada, que protestavam contra o sacrifício e tortura de um ser vivo.

Se esta criatura de inteligência muito limitada que dá pelo nome de Marcelo Mendes, tivesse bandarilhas nas suas patas, ele ainda as teria espetado também nos lombos das pessoas que defendiam a vida de um touro.
E ainda acreditaria que não provocaria sofrimento nas pessoas. 

Porque este calhau com olhos e estúpido que nem uma porta - espero que as portas me desculpem pela comparação - disse numa entrevista à televisão que quando espeta bandarilhas e ferros num touro enfraquecido por diarreias provocadas por laxantes, desidratado por não lhe darem água dias antes da lide e exausto por hemorragias que lhe são provocadas durante a lide, não provocam sofrimento neste imponente animal.

Também provou que a tourada e todos os bandalhos que a praticam, de valentes não têm nada.
Este covarde cavaleiro que se chama Marcelo Mendes precisou de usar uma arma, o seu cavalo, para afugentar os manifestantes. 
Se fosse homem, que não é, este ser primitivo e que se veste como um criado de Luís XIV, teria descido do seu cavalo e enfrentado sozinho os manifestantes.

Mas não foi surpresa. A tourada é uma violência e é praticada por pessoas violentas, que infelizmente não têm ponta de cérebro naquela cabeça.
Se o tivessem, não seriam toureiros nem defenderiam uma prática bárbara e medieval.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

vergonhoso e provocatório


Que as touradas e toda a sua envolvência são um crime contra a vida é sabido, que desprestigia e envergonha a verdadeira cultura nacional é garantido, que faz a apologia da dor e do sofrimento, parece-me óbvio e que é em si um acto de tortura e demonstração de covardia e pobreza de espírito por parte de quem pratica e assiste, certamente que é.

A tudo isto, junta-se agora a provocação, o desrespeito e a mesquinhez. A Protoiro ao ir em casa alheia, a câmara de Viana de Castelo, realizar uma tourada no passado dia 19, espezinhou e afrontou a vontade de uma população, impôs algo que ninguém desejava, queria ou quer passar a ter.

Para transmitir a ideia de sucesso da iniciativa, a Protoiro pagou bilhetes e utilizando várias camionetas fez deslocar "aficionados", leia-se sádicos, de vários pontos do país para "encher" o recinto.

O que aconteceu no passado domingo em Viana foi vergonhoso, e chamar a quem defende a vida e o respeito pelos direitos animais eco-terroristas é de uma estupidez digna de quem covardemente se diverte a espetar bandarilhas no lombo de um animal, torturá-lo, vê-lo sofrer e ainda pensar que o que faz é arte e tem dignidade.





quarta-feira, 1 de agosto de 2012

touradas - a arte e a cultura da tortura e do sofrimento


Chamam à tourada, arte, cultura e festa brava.
Como se cultura fosse ver um touro a agonizar, a espumar sangue da boca, com a sua carne rasgada por bandarilhas espetadas por covardes que pensam que são valentes.
Como se a cultura fosse torturar atrozmente um ser vivo, até à exaustão, até um ponto em que morte, que lhe é negada e tardará, pode ser libertadora.

Como se a festa brava não fosse um acto covarde e selvático de um touro que é lançado numa arena já diminuído fisicamente e a agonizar.

Onde já não é capaz de respirar porque os seus pulmões estão sufocados por ter as vias respiratórias obstruídas com algodão e os olhos besuntados com vaselina para lhe turvarem a visão.
Está desidratado e a pouca água que lhe dão tem purgantes e laxativos para o enfraquecerem com diarreias prolongadas.
E antes da saída para a arena de tortura, a procurar a saída para uma liberdade que não existe, são golpeados nos rins e nos testículos.

Na arena, na lide, os sanguinários e pouco bravos toureiros rompem-lhe os tendões e ligamentos dos pescoço que aos poucos e poucos o impedem de suportar o pescoço e a cabeça.
A extensão e profundidade das feridas provocadas, com os ferros, em média é da ordem dos 20 cm e há casos reportados de quarenta (!) cm.

Dependendo da direcção e profundidade com o estoque podem perfurar o fígado, o baço, pâncreas e o estômago.
Perfuram igualmente os pulmões e provocam-lhe hemorragias que põem o touro a espumar e babar sangue. A sua exaustão e agonia é tão grande que muitas vezes caiem ou ajoelham-se no chão.
Durante uma lide, um touro perde em média 6 litros de sangue.

Mas a morte libertadora, tardará a chegar.
Morrerão dias mais tarde, sozinhos, agonizando, sem tratamento ou alívio, resultante dos ferimentos recebidos e das infecções que surgiram em consequência deles.




Aos cavalos são retiradas as cordas vocais para não se ouvirem os relinchos de terror e dor.
Os seus ferimentos são suturados. E depois aproveitados para a tourada seguinte.
Os cavalos não suportam mais de três ou quatro touradas.

A arte é algo sublime. Arte aproxima-nos dos Deuses. Arte é um quadro, arte é uma escultura, um bailado, um poema. Uma música.
Cultura é o que nos faz orgulhar do nosso passado, aquilo que pretendemos que nos venham a admirar e a ser admirados no futuro.
É um legado vindos dos tempos e para os tempos. Eleva um país.

São conceitos que jamais poderão ser associados a actos de covardia, de tortura e sofrimento de um ser vivo, de um touro.
O nosso legado não pode ser sangue, dor e barbárie. Não nos eleva como país, antes nos envergonha.


O vídeo (filmado em Espanha) que anexo é sobre a violência praticada sobre os touros durante uma tourada e o sofrimento que lhes é infligido.
A arte, a cultura, a festa brava que as touradas representam e que tanto proclamam os carniceiros ridiculamente vestidos de criados de Luis XIV concretizam-se neste revoltante vídeo.
Ele é tão duro que o Youtube faz um aviso prévio afirmando que as imagens são particularmente violentas e cruéis.

Mas vejam. Vejam pelo menos uma vez. Vejam pelos animais que sofrem atrozmente, que são torturados, que são sacrificados, que desnecessariamente sofrem horrores para prazer e gáudio de uma cambada de selvagens sádicos.
Para que o sofrimento deles não seja ainda mais em vão.

E chorem por eles. Os touros merecem.





quarta-feira, 2 de março de 2011

não é arte, não é cultura e não pode ser tradição!




Sou visceralmente contra as touradas.
Nesta fotografia, vejo um touro cruelmente mal tratado, ferido, a sangrar e forçado a estar numa arena, a defender-se contra um toureiro que o brutaliza.
Por isso esta fotografia impressiona-me duplamente. Não só pela precisão e perfeição técnica com que o momento foi captado, mas também pela extrema violência que ela evidencia.
Foi tirada pelo fotógrafo espanhol Gustavo Cuevas e ganhou o segundo lugar do concurso World Press Photo 2011 na categoria Desporto.

Remete-me de imediato para a questão das touradas e para os argumentos de quem a defende.
Não aceito que se chame a um acto de tortura de um animal, arte, espectáculo ou pior ainda, cultura.
Não, quando há flagrantemente, como no caso das touradas, um tremendo desrespeito pela vida de um animal, quando este é colocado desnecessariamente e cruelmente em sofrimento.

A arte implica estética, beleza e artistas.
Não há e nem pode haver estética, e muito menos beleza por se basear no sofrimento provocado deliberadamente e conscientemente num animal.
Não é e nem pode ser arte, porque não existem artistas, mas sim torturadores sádicos que "enfrentam" um touro, estando este sempre previamente diminuído e fisicamente enfraquecido quando entra numa arena.

Cultura é aquilo que se transmite de pessoa em pessoa, geração em geração. Cultura é algo que um país tem orgulho em mostrar, algo que o diferencia dos restantes, algo que o torna atraente aos olhos do seu próprio povo e ao dos outros povos. É algo que se ergue como uma bandeira.

Não aceito que a tourada, um acto bárbaro que se baseia em pressupostos de crueldade, sofrimento e desprezo pela integridade física de um animal seja uma bandeira de um país, particularmente do meu.
Não aceito que se diga falaciosamente que os touros são criados para este propósito e que se não fossem as touradas eles já teriam desaparecido. Como se os touros não existissem antes de alguém inventar essa "coisa" primitiva e sanguinária a que chamaram tourada.


Felizmente que a tourada está a ser banida um pouco por todo o lado. As consciências estão a despertar.
Espanha que tal como Portugal, é um dos países com maiores “tradições” nesta tortura, está a questionar esta prática a uma velocidade cada vez maior e está a proibir as touradas um pouco por todo o país.
Atrás do exemplo de Espanha outros países certamente farão o mesmo. A Colômbia e a Venezuela começam a dar os seus primeiros passos nesse sentido.

As pessoas podem não ser sensíveis ao sofrimento de um animal ou animais se incluirmos os cavalos, mas certamente que o serão quando se trata da vida humana.
Na prática o que a tourada faz e que esta fotografia mostra exemplarmente são dois animais em sofrimento. E isso não é claramente justo.
Especialmente porque um deles, o irracional, não pediu para lá estar.