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sexta-feira, 3 de junho de 2016

vil e abjecto!



A bestialidade continua a passar na RTP.
De cretinos para imbecis, de covardes para sádicos, da idade medieval para audiências doentias.





terça-feira, 3 de maio de 2016

Paulo Varela Gomes - Morre como um touro


Paulo Varela Gomes, era um historiador e escritor de arte e arquitectura, morreu no sábado passado, após quatro anos lhe terem diagnosticado cancro.

Para além de tudo o que deixou escrito, vários livros, ensaios, críticas e colaborações com jornais, participação activa na vida política nacional e dois documentários feitos para a RTP,  Paulo Varela Gomes deixou também um longo e doloroso relato escrito na primeira pessoa, sobre a forma como reflectiria, viveria e enfrentaria a sua própria morte.
Foi escrito para a revista Granta com o título "Morrer é mais difícil do que parece"

Para além destas facetas literárias e técnicas, o historiador tinha também uma vertente humanista e muito acutilante no que respeita ao sofrimento animal.
Para este post é este seu lado que prefiro trazer ao de cima, porque os outros são já sobejamente conhecidos por todos.

Em 2010, Paulo Varela Gomes escreveu um texto para o Público intitulado - Morrer como um touro.
Um texto sentido e emotivo sobre as angustias e os sofrimentos do touro durante uma lide na arena e a aparente e pretensa valentia de um toureiro ou forcado, que apenas mascara uma profunda covardia.

Fica o link para o texto completo e reproduzo parte desse mesmo texto:

"Mas a tradição é mais antiga, do tempo em que humanos e animais lutavam na arena para excitar os nervos da multidão com o sangue e a morte anunciada. A piedade, que é um valor mais antigo do que Cristo, veio, na sua interpretação cristã, salvar disto os humanos. Esqueceu-se, porém, dos animais.
Há um momento nas touradas em que o touro, muito ferido já pelas bandarilhas, o sangue a escorrer, cansado pelos cavalos e as capas, titubeia e parece ir desistir. Afasta-se para as tábuas. Cheira o céu. Vêm os homens e incitam-no. A multidão agita-se e delira com o sangue. O touro sabe que vai morrer. Só os imbecis podem pensar que os animais não sabem. 
Os empregados dos matadouros, profissionais da sensibilidade embaciada, conhecem o momento em que os animais "cheiram" a morte iminente. Por desespero, coragem ou raiva (não é o mesmo?), o touro arremete pela última vez. Em Espanha morre. Aqui, neste país de maricas, é levado lá para fora para, como é que se diz? ah sim: ser abatido. 
A multidão retira-se humanamente, portuguesmente, de barriga cheia de cultura portuguesa, na tradição milenar à qual nenhuma piedade chegou.

Os toureiros têm pose que se fartam (e com a qual fartam toda a gente). Pose de hombre, pose de macho. Mas os riscos que de facto correm são infinitamente menores que a sorte que inevitavelmente espera os touros, que o sofrimento e a desorientação que infligem aos touros para o seu próprio prazer e o da multidão. 
Dá vontade de dizer que quem se porta assim, quem mostra orgulho de se portar assim, tem entre as pernas, e não apenas literalmente, órgãos bem mais pequenos que aqueles que os touros exibem. Os toureiros são corajosos mas entram na arena sabendo que haverá sempre quem os safe, senão à primeira colhida, então à segunda. Às vezes aleijam-se a sério e às vezes morrem, o que talvez prove que os deuses da Antiguidade são justos, vingativos e amigos de todos os animais por igual. Os touros, esses, não têm ninguém que os vá safar em situação de risco, estão absolutamente sós perante a morte. 
Querem os toureiros ser hombres até ao fim? Experimentem ser tão homens como eram os homens e os animais na Antiguidade: se ficarem no chão, fiquem no chão. Morram na arena. É cultura. A senhora ministra da Cultura certamente compensará tão antigo costume.

Também era da tradição, em Portugal por exemplo, executar em público os condenados, bater nas mulheres, escravizar pessoas. Foi assim durante milénios. Ninguém via mal nenhum nisso a não ser, confusamente, com dúvidas, as próprias vítimas. Até que a piedade, na sua interpretação moderna e laica, acabou com tão veneráveis tradições.


Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?"


terça-feira, 20 de outubro de 2015

a (hedionda) realidade das touradas por quem as viveu


«Testemunho de um Técnico de Som sobre a Barbárie Tauromáquica»

Jose Sepúlveda, técnico de som do Canal Nou e que durante algum tempo trabalhou na transmissão de touradas decidiu relatar aquilo que viu e ouviu durante estas emissões. A imagem inserida no texto é apenas para ilustração do artigo.

”Sempre que trabalhei na parte sonora das transmissões frequentemente comentava que se em lugar da banda de música, dos aplausos, dos bravos, dos olés e etc o som fosse captado pelo Sennheiser 816 (microfone que capta a grande distância e com muita qualidade) perto da arena onde se escuta perfeitamente o som das bandarilhas a entrar na pele, os mugidos de dor do animal a cada tortura que é submetido e além disso as pessoas acompanhassem os primeiros planos das feridas, dos coágulos tão grandes com a palma da mão, do sangue que jorra, do bater do coração ou o olhar do animal antes da estocada final 90% desligaria a televisão ao presenciar tamanha chacina ao ritmo de pasodoble.

Eu pessoalmente pedi para deixar de fazer esse tipo de trabalho, porque um dia em Castellón, tocou-me estar entre barreiras e fiquei muito incomodado ao escutar um touro depois do toureiro ter falhado por quatro vezes a estocada e tive que tirar os auscultadores e o animal agonizava, cuspia, afogava-se no seu sangue vindo morrer mesmo ao pé de mim apoiado na madeira e o seu olhar ensanguentado e com lágrimas, sim lágrimas, sejam ou não sejam de dor cruzou-se com o meu até que um inútil falhou duas vezes o descabelo e eu disse-lhe tudo e mais alguma coisa.

Foi aí que terminou o meu trabalho em praças de touros para toda a vida.

São sentimentos pessoais e o mais provável é que um amante da “fiesta” ache ridículo, mas para mim ridículo é quando depois de semelhante carnificina olhas para o público e vês que aplaude, come sandes sem qualquer preocupação não tendo visto nem ouvido o que eu testemunhei”.




terça-feira, 14 de julho de 2015

sou Raiva


Pisa-os Touro, pisa-os bem pisados. Não deixes nenhum por pisar.
No fim, nessa arena onde acabaste de entrar vais encontrar a morte cruel por negras e peçonhentas mãos indignas de seres humanos.

A tua voz é silenciada, a tua dor ignorada, o sangue que jorra dos músculos rasgados por um sofrimento que dizem que não sentes.
Mas enquanto te deixam, enquanto te torturam, enquanto não te fazem ajoelhar exausto a espumar sangue da boca, destroçado por bandarilhas, luta, vinga os teus irmãos que como tu vão morrer atrozmente à mão de covardes toureiros.

Por não respeitarem a tua, que os forces a pensar que talvez a daqueles que tentas afastar de ti e que tanto fazem sofrer possam valer mais.
Nós somos muitos e estamos por vocês todos. Somos muitos e seremos as vossas vozes em todos os sítios onde a tua vida senciente não seja respeitada.

Mas eu sou Raiva por não perceber porque fazem isto, sou Raiva por não perceber porque deixam fazer isto, sou Raiva por não perceber porque passam isto nas televisões, sou Raiva por não perceber porque assistem a isto, sou Raiva por não perceber porque apoiam isto.
Porquê?? Porquê??

Nas touradas, corridas, largadas, garraiadas, como quer que seja, onde quer seja, onde quer que estejas, onde quer que sofras, sou Raiva... e lágrimas também.
















quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eles adoram touros e depois... torturam-nos


Os toureiros e a tauromaquia adoram realmente o touro. Fazem muitas festinhas, carícias e cantam canções de embalar.

Picam o touro com lanças na ganadaria, são mal tratados no transporte para arena. São desidratados, dão-lhe laxantes, turvam-lhe a visão e dificultam a sua respiração. 
E os carinhos prosseguem. Serram os seus cornos a sangue frio, ferem-lhe as patas e os testículos, e ainda os colocam em lugares escuros sem luz para quando forem para arena estarem cegos e investirem perigosamente quando o que eles querem é fugir porque estão cheio de dores e encadeados.

Entretanto na lide o seu amor aos touros é bem evidente. 
Espetam-lhe ferros que lhe rasgam os músculos do cachaço e pescoço. Perfuram~lhe os pulmões, sofre hemorragias, perdendo cerca de seis litros de sangue.
Confundem-no com os volteios das capas enquanto as bandarilhas vão rasgando ainda os seus músculos.
O rabujador aquele que puxa pela cauda, provoca-lhe luxações da coluna a um animal em sofrimento e enfraquecido pelas continuas perdas de sangue. Este rabujador e os forcados são uns valentes porque conseguem pegar de caras um animal que já está tão enfraquecido que por vezes não consegue correr e até cai de exaustão.

Depois da lide as farpas são retiradas com facas cortando de novo os músculos rasgados, cauterizam as feridas com maçaricos mais uma vez a sangue a frio e o tour desenvolve febres e infecções que não são tratadas e ainda esperam vários dias para irem para o matadouro, onde este infeliz ser vivo finalmente tem o descanso final.

Sem esquecer os outros bichinhos de estimação deles, os cavalos.
Ao fim, literalmente, meia dúzia de espectáculos macabros, morrem por causa das feridas infligidas pelo touro e pelas esporas dos toureiros que os forçam a fazer algo que eles não querem, aproximar-se de um touro ferido de morte.

Esta merda de gente, inútil, cheia de sadismo e covardia, ama mesmo muito os seus touros e os cavalos, claro.




domingo, 29 de junho de 2014

José Saramago e as touradas


Se carregarem nos títulos de cada texto encontrarão a fonte dos mesmos. Pertencem ao blog http://abolicionistastauromaquiaportugal.blogspot.pt/.

Leiam-nos. É doloroso e triste, mas leiam-nos. É inacreditavelmente muito mais para o touro e para os cavalos. 
Quem não ler está a favorecer a manutenção de uma actividade inútil para a sociedade, praticada e vista por potenciais psicopatas. Exactamente o que esta criminosa, abjecta, indústria de morte e tortura e os sádicos que a praticam e assistem pretendem: manter as pessoas na ignorância.

Leiam. Pelos touros e por nós, seres humanos.


"O touro vai morrer..."




"O touro entra na praça. Entra sempre, creio. Este veio em alegre correria, como se, vendo aberta uma porta para a luz, para o sol, acreditasse que o devolviam à liberdade. Animal tonto, ingénuo, ignorante também, inocência irremediável, não sabe que não sairá vivo deste anel infernal que aplaudirá, gritará, assobiará durante duas horas, sem descanso.
O touro atravessa a correr a praça, olha os “tendidos” sem perceber o que acontece ali, volta para trás, interroga os ares, enfim arranca na direcção de um vulto que lhe acena com um capote, em dois segundos acha-se do outro lado, era uma ilusão, julgava investir contra algo sólido que merecia a sua força, e não era mais do que uma nuvem. Em verdade, que mundo vê o touro?" (…)

"O touro vai morrer. Dele se espera que tenha força suficiente, brandura, suavidade, para merecer o título de nobre. Que invista com lealdade, que obedeça ao jogo do matador, que renuncie à brutalidade, que saia da vida tão puro como nela entrou, tão puro como viveu, casto de espírito como o está de corpo, pois virgem irá morrer. Terei medo pelo toureiro quando ele se expuser sem defesa diante das armas da besta. Só mais tarde perceberei que o touro, a partir de um certo momento, embora continue vivo, já não existe, entrou num sonho que é só seu, entre a vida e a morte."

José Saramago, Cadernos de Lanzrote, Vol II


É isto cultura? É isto civilização?




"(...) Refiro-me a essas vilas e cidades onde, por subscrição pública ou com apoio material das câmaras municipais, se adquirem touros à ganaderias para gozo e disfrute da população por ocasião das festas populares.
O gozo e o disfrute não consistem em matar o animal e distribuir os bifes pelos mais necessitados. Apesar do desemprego, o povo espanhol alimenta-se bem sem favores desses. O gozo e o disfrute têm outro nome. Coberto de sangue, atravessado de lado e lado por lanças, talvez queimado pelas bandarilhas de fogo que no século XVIII se usaram em Portugal, empurrado para o mar para nele perecer afogado, o touro será torturado até à morte. As criancinhas ao colo das mães batem palmas, os maridos, excitados, apalpam as excitadas esposas e, calhando, alguma que não o seja, o povo é feliz enquanto o touro tenta fugir aos seus verdugos deixando atrás de si regueiros de sangue.

É atroz, é cruel, é obsceno.Mas isso que importa se Cristiano Ronaldo vai jogar pelo Real Madrid? Que importa isso num momento em que o mundo inteiro chora a morte de Michael Jackson? Que importa que uma cidade faça da tortura premeditada de um animal indefenso uma festa colectiva que se repetirá, implacável, no ano seguinte? É isto cultura? É isto civilização? Ou será antes barbárie?"

José Saramago, Caderno de Saramago, Vol II, 29 de Junho de 2009





quarta-feira, 26 de junho de 2013

dia internacional de Apoio às Vítimas da Tortura


Abomino as touradas. Abomino os toureiros, abomino os aficionados. 
Considero-os sádicos, covardes e mentalmente desequilibrados. São pessoas violentas e naturalmente com uma tremenda disposição para a violência. Psicopatas.

A tauromaquia e a sua industria, vivem da tortura deliberadamente praticada num animal. Ela está pensada desde que o touro nasceu até à sua morte em agonia nos bastidores de uma arena. Ele sofre ao longo da sua vida maus tratos de uma crueldade difícil de imaginar.

Numa tourada, a sua carne é rasgado por arpões e ferros. As vértebras do seu pescoço são seccionadas e cortadas pelas suas pontas destes ferros mais de oito centímetros de comprimentos enterradas no seu cachaço. Sempre que ele corre (tenta fugir da dor e sofrimento que lhe é imposto) o voltear destes ferros na sua carne provocam feridas que atingem mais de vinte centímetros de profundidade em forma de círculo. 

Os seus pulmões são perfurados pelos estoques e lanças que o fazem deitar sangue pela boca a cada tentativa de respiração.
Ele perde mais de seis litros de sangue durante a tortura que lhe é praticada numa tourada. 
O rabujador, o toureiro que violentamente lhe puxa o rabo depois de uma pega, desloca-lhe a coluna coluna vertebral.
Os volteios das capas servem para o cansar ainda mais e torná-lo tonto e visualmente confuso.
Os forcados (que pensam que são valentes!) só entram depois os touro ser lidado e estar num estado de tal exaustão que frequentemente não consegue carregar sobre quem lhe provoca tanta dor.

Depois de lidado sofre uma agonia excruciante, sozinho e sem cuidados veterinários depois de retirado de uma arena. A sua carne frequentemente não pode ser consumida porque não é tratado e as sua feridas desenvolvem infecções.

Antes de uma tourada, dias antes de os covardes toureiros o lidarem, desidratam-no, provocam diarreia através de laxantes. A ponta dos seus cornos são serrados violentamente e a sangue frio que provocam mais uma vez nele dor e uma sensibilidade quase insuportável no animal.
A visão é propositadamente tornada turva através de substâncias que o impedem de ver como deve ser. Os seus pulmões são obstruídos e a sua respiração dificultada para que perca o seu fôlego rapidamente e atinja a exaustão também rapidamente.

A tourada para além do touro é uma tortura para outro animal que também está lá involuntariamente, o cavalo.
Ele é ferido quando o touro carrega. Um cavalo aguenta no máximo cerca de seis touradas. Depois disso é fisicamente incapaz de regressar a uma tourada. 
Frequentemente morre na arena pela investida do touro em dor e sofrimento. Ou pelo seu ventre rasgado pelo cornos do touro ou por ataques cardíacos que sofre devido ao medo, stress por enfrentar um animal que não quer e pelo esforço físico que lhe é imposto durante a tourada.
As esporas do cavaleiro entretanto rasgam-lhe a pele quando este o impele a enfrentar o touro.

Por tudo isto dedico o Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura, aos touros e cavalos que sofrem uma tortura atroz, cruel e desnecessária para apenas para divertimento de gente bárbara, abjecta e mentalmente desiquilibrada que gostam de ver um ser vivo e senciente ser fisicamente destruído à frente dos seus sádicos olhos.








quinta-feira, 4 de outubro de 2012

dia mundial dos Animais


É  um dia dedicado...

... a todos os animais que nos amam incondicionalmente e a quem nós animais humanos fizemos uma promessa de carinho, do conforto de um lar e que unilateralmente lhes quebrámos essa promessa, abandonando-os à sua sorte, sozinhos, mal tratados e sem protecção.

...a todos os touros que sofrem dolorosamente com a sua carne rasgada por bandarilhas, fracos por perdas de sangue, confundidos por volteios de capas, acossados e desesperados que querem e desejam fugir, mas que não conseguem porque friamente lhes retiram essa possibilidade numa arena impiedosamente redonda e fechada.

... a todos os touros, cavalos, cães, galos e outros animais que impotentes e angustiados, sentem e pressentem a sua morte e sofrimento em arenas de sangue, para gáudio de selvagens sanguinários.

... a todos os animais que estão privados e desalojados dos seus espaços naturais, que viram as suas personalidades quebradas e domadas, que se encontram enjaulados e manietados, algures num circo ou num jardim zoológico.

... a todos os animais que "vivem" em quintas de criação intensiva,  que sacrificam as suas vidas em prol da nossa, que são servidos à nossa mesa em pratos de restaurantes ou embalados e colocados em prateleiras de supermercados, como se eles crescessem e estivessem sempre lá e que são mal tratados e desrespeitados através de todo o processo que os leva a esse derradeiro sacrifício.

... a todos os animais que são alvos de experiências e sofrem anonimamente horrores em laboratórios, para que possamos ter um medicamento mais eficaz ou um cosmético que celebre a vaidade humana.

... a todos os animais que são chacinados e torturados, vítimas do preconceito, da superstição e crendices ou ainda porque viram o seu habitat ser invadido e destruído pela espécie humana que anteriormente não estava lá.


E finalmente é um dia dedicado...

... a quem faz das suas vidas, uma luta para melhorar as vidas dos animais que não foram amados da mesma maneira que nos amaram.

... a quem vê nos direitos animais uma extensão lógica e merecida dos direitos humanos.

... a todos os que amam, cuidam e protegem os seus companheiros de vida.






quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Marcelo Mendes I


Marcelo Mendes é toureiro e cavaleiro. 
É um daqueles que se diverte a espetar bandarilhas e ferros no lombo de um touro. Um touro que já reduzido a farrapos antes de ser lidado porque esta gentinha não tem coragem de enfrentar um touro em toda a sua pujança.

Para mostrar toda a sua coragem, este projecto falhado de homem, investiu com o seu cavalo contra manifestantes anti-tourada, que protestavam contra o sacrifício e tortura de um ser vivo.

Se esta criatura de inteligência muito limitada que dá pelo nome de Marcelo Mendes, tivesse bandarilhas nas suas patas, ele ainda as teria espetado também nos lombos das pessoas que defendiam a vida de um touro.
E ainda acreditaria que não provocaria sofrimento nas pessoas. 

Porque este calhau com olhos e estúpido que nem uma porta - espero que as portas me desculpem pela comparação - disse numa entrevista à televisão que quando espeta bandarilhas e ferros num touro enfraquecido por diarreias provocadas por laxantes, desidratado por não lhe darem água dias antes da lide e exausto por hemorragias que lhe são provocadas durante a lide, não provocam sofrimento neste imponente animal.

Também provou que a tourada e todos os bandalhos que a praticam, de valentes não têm nada.
Este covarde cavaleiro que se chama Marcelo Mendes precisou de usar uma arma, o seu cavalo, para afugentar os manifestantes. 
Se fosse homem, que não é, este ser primitivo e que se veste como um criado de Luís XIV, teria descido do seu cavalo e enfrentado sozinho os manifestantes.

Mas não foi surpresa. A tourada é uma violência e é praticada por pessoas violentas, que infelizmente não têm ponta de cérebro naquela cabeça.
Se o tivessem, não seriam toureiros nem defenderiam uma prática bárbara e medieval.




quarta-feira, 18 de agosto de 2010

pela abolição das touradas


A tourada é barbárie, é sadismo e covardia. Já aqui escrevi sobre isso.
É um acto primitivo de bestialidade praticado para com um animal, que quando entra numa arena já sofreu inúmeras sevícias e torturas e está fortemente diminuído na sua capacidade física.
A barbárie não pode e não deve ser associada a um acto cultural e muito menos ser considerada arte.

Há sempre quem defenda estafadamente, e diria imbecilmente, que o touro só existe enquanto espécie por causa das touradas. Claro que não!
Deixem a natureza e a evolução seguirem o seu caminho. Será que o cavalo só existe para ser usado como animal de trabalho, corrida, divertimento ou como uma fonte de proteínas?

Respondo da mesma maneira, claro que não! Todos nós admiramos a elegância e força deste animal em estado selvagem. Não domado.
Admiramos um búfalo, admiramos um bisonte. Porque não admirar o poder, a força e a beleza de um touro selvagem ? Porque não dar-lhe essa hipótese ?

Argumenta-se igualmente que existem lutas de cães, de galos, etc... Verdade. Aqui também está presente a bestialidade, a crueldade e o sadismo. Mas é uma forma clandestina, é uma actividade perseguida e punível por lei. Estas práticas têm consequências legais. Não são reconhecidas oficialmente, não são publicitadas publicamente e não passam em canais de televisão.

O boxe também é lançado para cima da mesa dos argumentos pró tourada. Não há comparação possível. É um desporto. Está regulamentado, tem regras definidas, tem um árbitro que as garante. São dois animais racionais que estão lá porque querem e estão em condições de igualdade. Precisamente o oposto do que se passa numa tourada.

A abolição da tourada é uma forma de nos dignificarmos e evoluirmos enquanto Homem e de nos elevarmos enquanto Nação.
De respeitarmos um animal nobre que sofre atrozmente e inutilmente para gáudio de um bando de sádicos.
Está em curso uma petição que defende a abolição da tourada e espectáculos afins. Assinem. Dei o exemplo, sou o nº 1809.

Aqui fica o link.


sábado, 31 de julho de 2010

tourada - barbárie, covardia e sadismo



No que me diz respeito, considero a tourada um "espectáculo" vil de pura barbárie, covardia e sadismo.

Um touro quando entra na arena já está stressado.  Foi picado e agredido durante o seu transporte.
Foi igualmente "preparado", foi "amansado".
Colocaram-lhe sobre o lombo pesos durante vários dias que lhe provocaram dores.
Os seus cornos são embolados e serrados a sangue frio o que lhes dá uma sensibilidade dolorosa ao toque. Os seus olhos são untados com vaselina para diminuir a sua acuidade visual, é colocado algodão nas narinas até à garganta para igualmente dificultar a sua respiração, tem terebentina nas patas que as queima.
Dão-lhe laxantes que o desidratam. Dias antes não o alimentam nem lhe dão de beber. É mantido no escuro e apertado, quando sai para a arena a luz do dia e as lantejoulas dos fatos cegam e confundem o animal.
Os picadores com a "puya" e banderilheiros continuam sadicamente e covardemente o seu trabalho. Rasgam-lhe a pele, os pulmões, as costelas e os músculos do pescoço.
Então, quando os "corajosos" toureiros entram, têm um animal que não é metade do que pode ser. Têm pela frente um animal que está em farrapos e semi-destruído.

Há quem afirme que se trata de um acto de coragem quando os forcados avançam para a pega de caras. Nem isso é.
Porque por esta altura já o touro foi lidado.
Está massacrado, torturado, enfraquecido e cansado por perdas maciças de sangue causadas pelas várias bandarilhas espetadas no seu dorso que lhes dilacera mais os pulmões e com sangue e espuma a sairem-lhe da boca.
Porque por esta altura o touro já há muito que está em pânico e deseja fugir mas o desenho circular da arena impede-o de o fazer.
Porque por esta altura quando o touro investe está cego de dor e desesperado. E é a única coisa que ele pode fazer.

Mas infelizmente também os cavalos são violentados e brutalizados.
Os cavaleiros cravam fortemente as esporas nos seus flancos para incitar o cavalo a enfrentar um animal que não querem, o touro, porque lhe pode pôr a sua integridade física em causa.

O resultado disto são cavalos feridos nas costelas pelas esporas, magoados pelos embates com o touro e igualmente feridos e rasgados pelos seus cornos . Também eles deixam o seu sangue inocente na arena.

Mas a provação do touro continua para além da tourada quando é recolhido aos curros. Vem ferido e agonizante. Febril. Os arpões são arrancados a sangue frio da sua carne. As sua feridas são cauterizadas da mesma maneira. A sua morte, o seu alívio, é lento e tardio.

Por isso, no limite aceito as touradas de morte. Acaba com o sofrimento e confere dignidade a um animal nobre que foi colocado numa arena para divertimento e gáudio de uma multidão de sádicos ignóbeis.

Arte e cultura ? Claro que não! A arte dignifica o Homem, eleva-o ao estatuto de criador e a cultura mantém esse estatuto ao longo do tempo.
A tourada é um acto torpe de crueldade e covardia de animais racionais que incapazes de se comportarem como Homens, enfrentam ou usam animais para enfrentar outro animal previamente e violentamente enfraquecido e torturado.
É a completa ausência de valores e de princípios. Nada que seja digno de se chamar arte e cultura.

Mas ao ler este artigo fez-me crer que aos poucos e poucos o Homem vai adoptando uma atitude mais consentânea de uma espécie que se afirma racional.
Sinal que (lentamente) continuamos a evoluir enquanto espécie.