sábado, 7 de outubro de 2017

uma música para o fim de semana - Mai Kino


Curioso o nome artístico de Catarina Moreno, Mai Kino.
A sua música é uma pop electrónica de inspiração inglesa, país onde a cantora vive, a roçar o dream pop de inspiração inglesa.

The Waves é uma música envolvente, algo sombria, por vezes tensa e cheia de emoções variadas muito bem expressas pela gestualidade curvilínea de Mai Kino.
A forma como o clip, realizado pela própria Mai, nos aproxima do corpo, o uso sábio do azul, consegue hipnotizar-nos, consegue atirar-nos para dentro desta música.

Talvez haja um senão na música de Catarina Moreno e não é por a sua voz remeter-nos indelevelmente para o universo da islandesa Bjork, o que nem de longe nem de perto demerita o seu trabalho mas sim pelas as suas sonoridades soarem a deja vu, a algo já muito explorado pela nova música electrónica, pela pop contemporânea nacional.

Mas seria algo que eu facilmente ouviria em casa.


Bom fim de semana ☺




Oh, I've tried to show them places 
But they said eyes closed 
Sheering through the cold
Now the ways are coming in packs 
I just hope that's a hold on to something true 
And I wish they knew 

Here's the only time I know 
Gather all those spaces in between your soul 
Now is the only time you know 
If you were where you are, you could feel like home 

Twenty one, black ties??? 
Open mall, closing cursing in the wind 
All the fingers busy counting and pointing 
Oh, I wait 
If I could have knows 
how I wish it goes 
Here's the only time we know 
Gather all those spaces in between your soul 
Now is the only time you know 
If you were where you are, you could feel like home 
Here's the only time we know 
Gather all those spaces in between your soul 
Now is the only time you know 
If you were where you are, you could feel like home


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

dia mundial do Animal


Hoje é o dia mundial do Animal. O dia de todos nós. O dia do animal humano e não humano.

Subestimamos a inteligência dos animais. "Chauvinisticamente" pensamos que somos o único animal inteligente neste planeta. Pomos a nossa num pedestal e humilhamos a de todos os outros. Esquecemos-nos que os animais nos percebem, nos entendem, nos lêem, mas nossa a inteligência não chega para os perceber, para comunicar com eles. Não há reciprocidade nesta compreensão.

O orangotango no vídeo abaixo ilustra a sua inteligência, o seu raciocínio rápido, a sua incrível destreza de mãos.
Mas nossa inteligência, melhor, a nossa imbecilidade, a nossa imensa estupidez, confina um animal espantoso, como todos eles são, a uma jaula estreita, fria e suja.

Ver este vídeo faz-me sentir profundamente triste por aquilo que a minha espécie dita racional, faz a uma espécie cuja inteligência é considerada inferior.
Não merecemos que eles embelezem ano nossa vida, não merecemos o privilégio de partilhar este planeta com eles, não merecemos a sua companhia.

Como animais, nós, seres humanos, falhamos miseravelmente. 😢





não sei de onde sou, mas sei que não sou daqui


Viajar é por excelência tempo de descobertas, um tempo em que nós estamos abertos ao mundo, à sua variedade, a outras pessoas, mas também, e provavelmente, muito mais a nós próprios.

Ler Rumi, o grande poeta sufi do século XIII, em viagem é ter a oportunidade de viajar dentro da própria viagem. Não uma viagem física, mas uma viagem espiritual, uma viagem introspectiva, uma viagem ao nosso eu.

Em pleno Sri Lanka, algures entre Kandy e Sri Pada (Pico de Adão), apresentaram-me este poema.
Este, desconhecido por mim até hoje, tal como todos os outros que conhecia até hoje, falou comigo.
Disse-me aquilo que no mais profundo eu, aquilo que há muitos anos eu já sabia, mas que ninguém até ao momento nunca tinha dito ou escrito: "não sei de onde sou, mas sei que não sou daqui."

Frequentemente sinto que não pertenço aqui, que esta realidade é-me estranha. Uma formiga que vê as outras formigas nos seus carreiros, a irem e virem dos seus formigueiros e eu ainda à procura do meu carreiro, do meu formigueiro. A saltar de um para ou outro na esperança de encontrar o certo.

Rumi disse-me para não me preocupar, não me deixar assoberbar por esta verdade, porque "quem me trouxe até aqui, também me há-de levar para casa".

My Soul is from Elsewhere é uma viagem dentro de outra viagem.




All day I think about it, then at night I say it.
Where did I come from, and what am I supposed to be doing?
I have no idea.
My soul is from elsewhere, I'm sure of that,
and I intend to end up there.

This drunkenness began in some other tavern.
When I get back around to that place,
I'll be completely sober. Meanwhile,
I'm like a bird from another continent, sitting in this aviary.
The day is coming when I fly off,
but who is it now in my ear who hears my voice?
Who says words with my mouth?

Who looks out with my eyes? What is the soul?
I cannot stop asking.
If I could taste one sip of an answer,
I could break out of this prison for drunks.
I didn't come here of my own accord, and I can't leave that way.
Whoever brought me here will have to take me home.

This poetry, I never know what I'm going to say.
I don't plan it.
When I'm outside the saying of it,
I get very quiet and rarely speak at all.


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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

dia mundial do vegetarianismo


Acredito que um dia, muitos, mesmo muito de nós, percebermos que toda a vida senciente deve ser protegida e amada. 
Que as vidas de uma vaca, um porco, um pato, uma cabra, das suas crias, devem ser igualmente acarinhadas e respeitadas.

Perceberemos que ao fazer isto estaremos a proteger o nosso planeta e mais que isso, estaremos a proteger a nossa própria espécie: a humana.