Um pequeno vídeo, de pouco mais de 12 minutos, elaborado pelo jornal Público.
Conta Maria Raquel Freire, investigadora da Universidade de Coimbra e com o historiador que melhor conhece a Rússia, por ter vivido neste país desde 1977 a 2015.
Neste período de tempo foi correspondente do Público, TSF, SIC e RDP.
Aborda uma pergunta simples de resposta complexa: quem é Vladimir Putin? O tipo alienado que lançou o caos e colocou a Europa na lama, manietou e chantageou a NATO e decidiu que a Ucrânia não tinha direito a decidir o seu destino, nem sequer à existência e por isso invadiu-a a 24 de Fevereiro de 2022.
Uma guerra que já dura há quase cinco meses e sem fim à vista.
Os monstros existem.
São assustadores, grandes e rugem, quando apanham alguém nunca se sabem o que eles lhes irão fazer, em que estado estes desafortunados acabarão.
E quando os vejo pergunto-me frequentemente: Como é estar bem no meio deles? Ser capaz de olhá-los nos olhos sem pestanejar? Ser engolido por aquelas gargantas repletas de poder?
E no entanto, estes monstros, são belos, elegantes, hipnotizantes.
Viajar é por excelência tempo de descobertas, um tempo em que nós estamos abertos ao mundo, à sua variedade, a outras pessoas, mas também, e provavelmente, muito mais a nós próprios.
Ler Rumi, o grande poeta sufi do século XIII, em viagem é ter a oportunidade de viajar dentro da própria viagem. Não uma viagem física, mas uma viagem espiritual, uma viagem introspectiva, uma viagem ao nosso eu.
Em pleno Sri Lanka, algures entre Kandy e Sri Pada (Pico de Adão), apresentaram-me este poema.
Este, desconhecido por mim até hoje, tal como todos os outros que conhecia até hoje, falou comigo.
Disse-me aquilo que no mais profundo eu, aquilo que há muitos anos eu já sabia, mas que ninguém até ao momento nunca tinha dito ou escrito: "não sei de onde sou, mas sei que não sou daqui."
Frequentemente sinto que não pertenço aqui, que esta realidade é-me estranha. Uma formiga que vê as outras formigas nos seus carreiros, a irem e virem dos seus formigueiros e eu ainda à procura do meu carreiro, do meu formigueiro. A saltar de um para ou outro na esperança de encontrar o certo.
Rumi disse-me para não me preocupar, não me deixar assoberbar por esta verdade, porque "quem me trouxe até aqui, também me há-de levar para casa".
My Soul is from Elsewhere é uma viagem dentro de outra viagem.
All day I think about it, then at night I say it.
Where did I come from, and what am I supposed to be doing?
I have no idea.
My soul is from elsewhere, I'm sure of that,
and I intend to end up there.
This drunkenness began in some other tavern.
When I get back around to that place,
I'll be completely sober. Meanwhile,
I'm like a bird from another continent, sitting in this aviary.
The day is coming when I fly off,
but who is it now in my ear who hears my voice?
Who says words with my mouth?
Who looks out with my eyes? What is the soul?
I cannot stop asking.
If I could taste one sip of an answer,
I could break out of this prison for drunks.
I didn't come here of my own accord, and I can't leave that way.
Whoever brought me here will have to take me home.
É algo de inacreditável ver estas pinturas de Alexa Meade. É difícil aceitar que elas não sofreram algum tipo de manipulação da imagem ou de efeitos especiais.
São pessoas reais pintadas de tal maneira que se tornam em perfeitas pinturas bidimensionais iludindo os nossos cérebros. Autênticas pinturas de pastel, acrílico e até grafitis, arte urbana.
A maneira com a norte-americana Alexa Meade, de apenas 30 anos, funde pessoas com o fundo criado por si, ou aproveitando o que existe, ilude completamente os nossos sentidos e a dúvida só se desvanece quando os modelos se movimentam.
Se condensássemos dos quase actuais e insanos 7 mil milhões (7 000 000 000) almas para uns muito reduzidos cem, que mundo iríamos ter?
Não tenho dúvida que a realidade fica distorcida, particularmente quando me encontro na índia, o segundo país mais populoso do mundo
Previsivelmente este país dentro de muitas poucas décadas ultrapassará o número um do mundo em população: a China.
Por aqui, a grande maioria do povo vive na pobreza. Ela é tremenda, a higiene é baixa, infra-estruturas degradas, muitas ruas estão não alcatroadas, parque automóvel empobrecido e muitos, muitos sem abrigo.
Mas que os telemóveis pululam nas mão deles, isso sim.
Creio que só a Índia per si altera estas estatísticas.
Houve uma altura, em que para mim saber resolvê-lo era muito fixe.
Depois quando consegui fazer abaixo de dois minutos, e não passei disto, já era super, super fixe.
Abaixo de cinco segundos já é era espacial :).
E se compararmos os 4.90s manuais, recorde mundial em vigor desde finais do ano passado, do americano de catorze anos Lucas Etter, com o espectacular sub 1s do robot do segundo vídeo, atingido em Janeiro deste ano, percebe-se que apesar de tudo, o robot não fez nada de especial.
É que os cubistas têm uns meros 15s para analisar a disposição das cores e decidirem como vão organizá-las. Quando começam a resolver o cubo, todo o processo mental (escolha do algoritmo mais adequado) e mecânico (movimentos dos dedos) têm que estar decididos.
O húngaro Erno Rubik não fazia a menor ideia no que se estava a meter quando em 1977 criou o seu cubo.
E precisou de um mês para o resolver...
Amanhã, por cinco golitos marcados por Portugal ao Gana, o Rui Unas propõe em troca, a barba do Meireles, o Bruno Alves que "mete medo ao susto" e o "sifilento" do Postiga.
Só se esqueceu do Paulo Bento. Aí o negócio era perfeito...
O vídeo está bem feito e atrai. Elas são giras. Estão bem vestidas. São sofisticadas, seguras de si próprias, exalam glamour, autoconfiança e até são sexys.
Poderia ser um vídeo de promoção de um filme, produtos para o cabelos, de uma agência de modelos, ou a uma marca qualquer de acessório de moda, daquelas que se fazem pagar caro.
Mas não. O único objectivo do vídeo é publicitar um agência de advocacia, apresentando os seus cinco elementos. Nada contra. Nada contra mesmo.
A minha única questão é se não se terão afastado (experimentem ver o vídeo sem som) de mostrar o essencial, aquilo que significa o sucesso em todo o tipo de negócio, a competência, a dinâmica, o sucesso profissional e a focagem no cliente, para apenas mostrar cinco caras larocas, atraentes, insinuantes e certamente escolhidas também a dedo por isso.
Será que quem for à procura deste escritório, irá só porque elas são advogadas e precisa realmente dos seus serviços - recuperação de créditos - que não devem ser baratos, ou irão atrás de um "engodo" de ver como elas são realmente ao vivo? Se são o que aparentam ser? Ou ver se há mais como elas, ou quiçá, tentar adivinhar que marca as terá patrocinado?
Talvez não seja o tipo de vídeo publicitário que um escritório de advogadas precisaria. Parece-me antes um tiro nos elegantes saltos altos destas cinco elegantes meninas, porque as aparências por vezes podem iludir.
Em fim de Setembro do ano passado, nós já tínhamos esgotado os recursos da Terra para 2012. Ou seja a partir desse mês e até ao final do ano estávamos a viver do crédito que o nosso planeta nos estava a conceder.
Para 2013 pensa-se que iremos esgotar os mesmos recursos ainda em Setembro, mas talvez uma par de semanas mais cedo.
Esta situação está acontecer desde sempre, vai continuar acontecer, mas agora a uma velocidade cada vez maior e sem que haja sinais evidentes de preocupação com esta situação.
A sustentabilidade está na ordem no dia, mas simplesmente isso. Só na ordem do dia. Sem acções visíveis capazes de inverter ou até mesmo atenuar esta situação.
Pensa-se no imediato nos grandes interesses económicos, mas não se pensa no médio ou longo prazo. Nem sequer se pensa que esses mesmo interesses económicos nesses mesmos prazos poderão estar em causa. Não se pensa em termos de legado.
Não se pensa que Terra iremos deixar às gerações vindouras. Isto é um cliché. Mas como todos os clichés, e por isso são clichés, é verdade.
Hoje que se comemora o Dia Mundial da Terra, este vídeo de Steve Cuts exemplifica extraordinariamente esta falta de respeita pela Terra, pelos seus recursos e em última instância pelo nosso próprio futuro. Para reflectir