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terça-feira, 22 de abril de 2025

dia Mundial da Terra


Muitos sabem, poucos pensam nisto. Nós somos a maior praga à face da Terra. E a mais estúpida também.
Estamos a arrasar com o planeta através de alterações climáticas, destruição de habitats, perda de biodiversidade, esgotamento de recursos naturais e uma pegada carbónica insustentável.
Mas antes de tal acontecer, arrasamos antes, primeiro, connosco. Expulsamo-nos do paraíso. Nós desaparecemos, o planeta fica. Sempre ficou ao longo das várias extinções em massa; foram cinco com a sexta a ocorrer nos dias actuais e que se chama Antropoceno por ser causada pelo Homem; que ocorreram ao longo da vida do planeta.
A Terra tem então uma oportunidade única, e garantidamente vai aproveitar: corrigir o erro que nós fomos ao longo da evolução da vida. Uma nova forma de vida dominante que saiba estar em harmonia com ela e com os seres vivos que com ela partilham este maravilhoso planeta. O único capaz, que se saiba até ao momento de sustentar vida.

Se somos a maior praga deste planeta, somo causadores da segunda maior: o sufoco pelo plástico, principalmente nos oceanos.
De facto o problema não está no plástico mas na forma como nós lidamos com ele. E é da pior maneira possível. De uma forma destruidora. Para o planeta e logo para nós.











sexta-feira, 22 de abril de 2022

dia mundial da Terra II


Tendo uma panterinha comigo, outro bom e excelente motivo para salvar a Terra 😻











dia mundial da Terra - venha depressa a nossa extinção


Por muito que vivamos, nunca veremos algo mais bonito que o nosso planeta, a nossa casa, a Terra.
Dá-nos abrigo, dá-nos protecção e alimenta-nos. Vemos a natureza no seu esplendor máximo, paisagens de cortar respiração, oceanos imensos e animais espantosos e dignos de admiração. 

É a coisa mais preciosa que temos na nossa vida e dependemos dela em todos os momentos, todos os segundo que a nossa vida durar. Tudo o que temos, tudo o que teremos, tudo a que possamos aspirar a ter, vem da Terra. E o que fazemos a este paraíso? Matamo-lo, destruímo-lo até mais não, como se não houvesse amanhã. E um dia, tal acontecerá. A nossa casa, o nosso belo planeta não terá mais condições para nos albergar. Nesse dia, mais próximo do que nós possamos pensar, estaremos expulsos deste maravilhoso paraíso. Não porque a Terra queira isso mas porque nós fizemos com que isso acontecesse. Por nossa vontade.

Sabemos o que temos que fazer, sabemos como fazer e inacreditavelmente não o fazemos. Estamos à beira do precipício e damos um passo em frente. Com esse passo para além de nós, arrastamos connosco, para o negro abismo, incontáveis espécies animais, as que conhecemos e as que nunca viremos a conhecer. 
Pomposamente consideramo-nos como a espécie mais inteligente, mais racional, a espécie suprema e no entanto estupidamente somos igualmente a única espécie que destrói a sua própria casa, que se auto-extingue. Somos a única espécie que pelo facto de meramente existir é destrutiva. Somos a única espécie cuja presença não traz qualquer tipo de mais valia à Terra.

Já escrevi várias vezes isto e acredito fortemente em tal: quanto mais depressa nos extinguirmos mais depressa damos ao planeta a possibilidade de fazer evoluir uma outra espécie que seja capaz de viver em harmonia, de respeitar, de compreender e amar a sua casa. De corrigir o erro evolutivo que nós somos.
Sou terrivelmente pessimista relativamente ao nosso destino mas que esse destino venha rápido.
Que nos extingamos o mais depressa possível. Até lá, até ao fim da minha vida, irei sofrer imenso ao ver o que fazemos ao nossa planeta.









quarta-feira, 22 de abril de 2020

dia mundial da Terra (em ano de pandemia)


A nossa Terra, nosso planeta e casa é bonita, delicada e única. É sábia.
Hoje, em dias de pandemia, quando o ser humano está confinado e remetido à sua pequenez, a Terra respira melhor, está mais bela, está a sarar as feridas que lhe infligimos.

Merecemos esta pandemia E todas as outras que chegarem
Não soubemos, não sabemos respeitar este milagre verde e azul no qual nós vivemos.
Ela é uma consequência de uma total incapacidade de o ser humano de respeitar, de viver em equilíbrio, de viver em harmonia com a biodiversidade à qual também pertencemos coexistem connosco.
Enquanto pensarmos que as vidas de outros seres vivos estão à nossa disposição, de pensarmos que indiscriminadamente temos o direito a decidir quem morre, quem vive, mereceremos esta e outras pandemias que a Terra atirar para cima de nós. Porque não foi o vírus que entrou nas nossas vidas, fomos nós que entrámos na dele.

Hoje, no dia mundial da Terra pensamos que ela está doente, mas agora não está. Está mais saudável porque nós estamos doentes.
Pensemos nisto. Que saíamos desta provação melhores seres humanos. Se formos capazes.






domingo, 22 de abril de 2018

dia mundial da Terra (amemo-la)


Cada vez que poluímos, cada vez que usamos plásticos, cada vez que uma espécie se extingue por nossa causa ou uma árvore é derrubada, expulsamo-nos da nossa casa, do paraíso: o planeta Terra. 

Hoje é o seu dia e inerentemente o nosso.




no comments no dia mundial da Terra






sexta-feira, 22 de abril de 2016

dia mundial da Terra



Estamos a destruir, o nosso planeta, a Terra, quando deveríamos pensar nela como uma Deusa.
Amá-la, acarinhá-la, protegê-la.

Estamos a fazer precisamente o contrário. Estamos a magoar, a ferir e destruir, a nossa casa.
Mas estamos a cair num tremendo equivoco. Não estamos a destruir o nosso planeta. A Terra vai encontrar uma forma de cicatrização, de solução para o que lhe estamos a fazer, para as feridas que estamos a infligir-lhe.
Ao longo de mais de seis mil milhões de anos de vida, sempre que a vida esteve por um fio, por se extinguir, e esteve por várias vezes, a Terra sempre encontrou uma solução para a preservar.

Desapareceram umas espécies, ficaram outras. As mais fortes, as mais capazes, as mais merecedoras.
O que nós estamos a fazer é arriscar-nos a ficarmos fora da solução que a Terra irá encontrar para se ajustar ao desequilibro que o Homem está a provocar. Deixar de haver espaço para nós, não sermos viáveis para a nova Terra que estamos a criar
E isso é justo e é merecido.





quarta-feira, 22 de abril de 2015

querida Terra


Minha querida Terra

Hoje é o teu dia. O dia da Terra.
Eu gosto muito de ti. És muito bonita. Tens muito azul e muito verde.
Também gosto das nuvens brancas que estão lá no céu e da tua Lua que umas vezes está gorda e outras está magra. Deve ter uma dieta iô-iô. É o que os senhores dizem nos anúncios da televisão.

Um dia gostava de ir a África onde há animais muito lindos. Enquanto eles existem.
A minha professora diz que há muitos deles que estão a desaparecer porque as casas dos homens estão a entrar nas casas dos animais e a empurrá-los para fora delas. Os homens também os matam por causa da sua pele. Também ficam dentro de gaiolas apertadas em circos. Tiram-lhes o recreio grande e vão para recreios apertados em jardins que as pessoas pagam os irem ver. Estão sempre muito tristes
Os animais quando estão fora das suas casas, não encontram comer para eles paparem. Passam frio ou muito calor e ficam fraquinhos. Eles sofrem muito e depois morrem.

Quer eles sejam muito grandes ou cresceram muito. Magrinhos e os gordos. Há uns que correm muito depressa e há outros muito mais grandes e com passos devagarinhos arrancam árvores com o nariz. Ele é muito comprido e enrola-se todo e faz nós. Parece que são os elefantes. Mas não tenho a certeza. E eles são matados e muito magoados para lhes arrancarem os dentes muito longos e estreitos. Eles são brancos.
Os ri-no-ce-ron-tes também sofrem com o mesmo. Arrancam e cortam o corno que está à frente dos seus olhos. Porque vendem muito caro nos supermercados negros.
Devem ter os olhos tortos de estarem sempre a olhar para ele. Há um menino na escola que usa óculos por causa disso.

Também há outros grandes que vivem dentro de água mas que são da terra com uma boca que abre muito e tem umas orelhinhas pequenas, uns olhinhos pequeninos e uma cauda muito pequenina. Se calhar são surdos e quase cegos.
Mas o corpo é gordo. Parece um barril inchado. Ah! Parece que só têm quatro dentes. Dois em cima e dois em baixo. Os outros devem ter sido arrancados no dentista. Pobrezinhos. Deve ter doído muito e ter dado muito trabalho ao dentista. Eu tenho medo do dentista.
O nome deles é muito divertido mas muito complicado de dizer. Hitopotamos. Não sei se é assim.
Eles vivem em rios, lagos e charcos que estão a secar porque as temperaturas estão a subir muito. Por causa disso eles secam e os hitopotamos ficam queimaduras de sol na pele e de sede.

A professora diz que isto acontece não só em África, mas também noutros lugares do mundo e com outros bichos. E que esses lugares são muitos. Tentei contá-los mas não tenho dedos nas mãos que cheguem.
Tenho dois gatos. O Milu e a Ninocas. Não quero lhes aconteça nada de mau e aos outros bichinhos também não.


Numa cópia que fiz na escola dizia que em sítios distantes e também altos que há rios muito grandes de gelo. Estão a derreter-se muito depressa. E como a água deles é muita entornam tudo para o mar. O mar cresce muito e afoga os países baixinhos e as pessoas que vivem neles. Copiei que isso é devido ao calor global.
O calor global é causado pelo fumos dos carros, pelas fábricas e por vacas e mémés que dão muitos puns para o ar.


Olha Terra, fico triste com as coisas más que te fazem.
Tenho medo que um dia te zangues, deixes de gostar de nós e nos batas. Porque portamos muito mal contigo e fazemos coisas feias.
Eu sei que choras. As tuas lágrimas são pretas, sujas e cheiram mal porque as pessoas grandes deitam lixo e coisas que fazem mal para cima de ti.

Mas sabes uma coisa? Há muitas pessoas que gostam também de ti. Tentam ajudar-te e mostrar aos outros meninos e meninas que tu deves ser protegida e abraçada. Quando fazem maldades a ti também fazem maldades a eles próprios.
Que tu és a casa de todas as casas e casinhas que estão em cima de ti.


Hoje é o teu dia Terra e escrevo esta carta para ti. Mas prometo que penso muito em ti todos os dias. Quero que saibas que para mim és a menina mais bonita que conheço. E a mais grande também.
Se eu tivesse uns braços muito grandes abraçava-te muito muito e dava-te muitos beijinhos e não deixava ninguém fazer-te mal e magoar-te também.


Um beijinho pati, Terra
menino Pedrinho




terça-feira, 22 de abril de 2014

pela Terra, por Nós





Somos mais de 7 mil milhões de pessoas à face da Terra e com este número a crescer cada vez mais e mais rápido.
Estamos a esgotar cada vez mais depressa os recursos que a Terra pode oferecer num ano. 
Em Agosto do ano passado o ser humano já tinha esgotado os recursos que o planeta tem para oferecer durante um ano. 
Os restantes quatro meses já estávamos a viver a crédito. A tendência é para que isto aconteça cada vez mais cedo.
A crescente procura de carne, a mortandade de milhares de milhões de animais e os recursos físicos que estes consomem é gigantesco e insustentável no médio prazo.
O que estes animais sacrificados para consumo humano consomem em termos de vegetais, dá para alimentar mais gente do que a carne que eles proporcionam. A pegada ecológica que a criação intensiva deles deixa é gigantesca

Os recurso hídricos são cada vez menos menores e muitos ciegntistas advogam que será a luta pelo seu controlo uma das maiores fontes de conflito nacional e internacional dos próximo anos.

A exploração industrial, o aumento global da temperatura e as consequentes alterações climáticas que estão a acelerar a ritmos alucinantes com consequências cada vez mais (im)previsíveis, a poluição, a perda e alteração de habitat de cada vez um maior número de espécies que as põe já a franquear a porta da extinção, a redução da biodiversidade, há espécies que já se extinguiram e nunca as chegámos a conhecer, faz-nos duvidar e temer cada vez mais pelo destino no planeta.

A questão que já se coloca não é se o planeta sobrevive a nós. Tenho a certeza que sim. A geologia e a paleontologia já nos ensinaram isso.
A Terra sempre encontrou soluções para a sua sobrevivência, mesmo quando tudo parecia perdido para a vida. Sempre aconteceu algo que permitiu a manutenção da vida, ou a própria vida arranjou maneiras de assegurar a sua própria manutenção, escolhendo caminhos e formas alternativas.

A pergunta de um milhão de dólares, é se nós, seres humanos, a Humanidade, será capaz de sobreviver, ao, e no, novo planeta que está a resultar da nossa acção devastadora sobre ele.
Se as soluções que o planeta Terra e a vida vão encontrar para a sua sobrevivência serão as mesmas que nós precisamos para sobreviver nele.

:(


segunda-feira, 22 de abril de 2013

dia mundial da Terra


Em fim de Setembro do ano passado, nós já tínhamos esgotado os recursos da Terra para 2012. Ou seja a partir desse mês e até ao final do ano estávamos a viver do crédito que o nosso planeta nos estava a conceder.
Para 2013 pensa-se que iremos esgotar os mesmos recursos ainda em Setembro, mas talvez uma par de semanas mais cedo.
Esta situação está acontecer desde sempre, vai continuar acontecer, mas agora a uma velocidade cada vez maior e sem que haja sinais evidentes de preocupação com esta situação.

A sustentabilidade está na ordem no dia, mas simplesmente isso. Só na ordem do dia. Sem acções visíveis capazes de inverter ou até mesmo atenuar esta situação.

Pensa-se no imediato nos grandes interesses económicos, mas não se pensa no médio ou longo prazo. Nem sequer se pensa que esses mesmo interesses económicos nesses mesmos prazos poderão estar em causa. Não se pensa em termos de legado.
Não se pensa que Terra iremos deixar às gerações vindouras. Isto é um cliché. Mas como todos os clichés, e por isso são clichés, é verdade.

Hoje que se comemora o Dia Mundial da Terra, este vídeo de Steve Cuts exemplifica extraordinariamente  esta falta de respeita pela Terra, pelos seus recursos e em última instância pelo nosso próprio futuro.


Para reflectir





domingo, 22 de abril de 2012

dia mundial da Terra


As alterações climáticas e o aquecimento global devem ser provavelmente a par do excesso de população e o esgotamento de recursos, a maior ameaça que o planeta Terra enfrenta actualmente.

Há quem defenda a pés juntos que se deve à influência, à ganância e à acção cada vez maior do Homem sob o planeta e há quem defenda que as alterações climáticas que estão em curso são um fenómeno cíclico, que já aconteceu antes e que a Terra no fim delas há-de encontrar um novo equilíbrio.

Talvez sim, talvez não. Pessoalmente acredito que elas são consequência directa do Homem. Na melhor das hipóteses talvez seja um misto dos dois.
Influência do Homem e o ciclo naturalmente da Terra. Mas aqui, insisto, tenho que acrescentar que há claramente predominância do primeiro.

De qualquer maneira a velocidade a que estão acontecer é tremenda e aparentemente a Natureza e a Vida não estão a conseguir encontrar um novo equilíbrio.

O vídeo tem um mensagem bastante forte. Mostra a Natureza a desistir.
No entanto sabemos perfeitamente que Ela não desiste.
Se isto acontecer, significa que Ela sucumbiu, que nós não fomos capazes de a perceber, que lhe interrompemos os seus ciclos normais, que não lhe demos tempo para se adaptar.

O drama, o que é incompreensível, é que o Homem sucumbirá com a Natureza.
E no fim, a história do planeta já provou isso, a Natureza encontrará uma saída e emergirá de novo, diferente, com novas soluções.
A grande pergunta é se o Homem assistirá ou emergirá com ela, ou se Natureza no seu novo e certamente mais sensato equilíbrio decidirá que... não.




sexta-feira, 22 de abril de 2011

pela Terra


Quando se pensa em Terra, pensa-se muitas vezes ou na maior parte das vezes em poluição, alterações climáticas, aquecimento global e agora que o nosso planeta está a poucos meses de franquear o número de 7 mil milhões de habitantes pensa-se também e muito, no esgotamento dos recursos físicos do planeta.

Há uma menor tendência para pensarmos na maneira como a Humanidade trata os seus animais, sejam eles domésticos ou selvagens. A falta de respeito por eles, enquanto seres vivos e sencientes, pelas suas necessidades e principalmente pelo seu habitat.

É fácil encontrar causas porque valha a pena lutar.
A atrocidade das touradas, a chacina de golfinhos e outros cetáceos na cidade japonesa de Taiji, a frieza da caça furtiva em África, a utilização de cobaias em experiências médicas ou de estética ou a crueldade de tratamento que cães e gatos encontram respectivamente em canis e gatis, nomeadamente o de Lisboa.
Há a tendência universal, infelizmente, de considerar o património animal como meramente local e não de todos nós, como se a globalização fosse um fenómeno exclusivamente de natureza económica e comercial

Recentemente cruzei-me por uma causa dessas.
O governo da Tanzânia está a pretender construir uma auto-estrada que atravessa o Serengeti.
O Serengeti é considerado um dos parques naturais mais ricos em diversidade animal e é palco de uma das maiores migrações do planeta.
Estima-se que quase dois milhões de animais participem nesta migração anual. Uma migração pela sobrevivência em busca de água e de pastos frescos. Para além de gnús, participam zebras, impalas e gazelas.
Esta migração proporciona alimento a todo um conjunto de predadores que dela necessita para sobreviver. Leões, hienas, chitas e crocodilos são alguns deles. Toda a vida animal no Serengeti está organizada em função dela. Os nascimentos ocorrem nesta época de abundância.
Esta migração atravessa dois países e dois parques naturais. A Tanzânia pelo parque do Serengeti e o Quénia pelo parque Masai Mara.

Pode-se pensar que a Tanzânia, um dos países mais pobres do mundo, tem o direito de se desenvolver e que a auto-estrada é um meio para que tal aconteça. Claro que tem. É justo.
Então porque estar contra? Porque actualmente, o traçado pensado para esta via ferroviária entra em rota de colisão frontal com a rota da Grande Migração. Será uma perturbação tremenda e desnecessária de um dos maiores fenómenos e acontecimentos da vida animal.
A caça furtiva vai aumentar, o número de atropelamentos irá aumentar, a perturbação de hábitos de caça será enorme.

Como o segundo vídeo mostra, a questão não é a construção da estrada, mas sim o local de construção.
É possível traçar viavelmente um traçado diferente daquele que está pensado actualmente, um que sirva os desejos e interesses da Tanzânia e que defenda simultaneamente a vida animal.

É umas das causas pela qual vale a pena lutar e estar consciente. É saber e sermos capazes de promover um delicado e frágil equilíbrio entre o desenvolvimento do Homem e a preservação da vida animal.
É saber cuidar de nós e do nosso planeta, a tão bela e frágil Terra.

Pode saber-se mais sobre a Serengeti Highway aqui no Facebook e aqui na página oficial.









quinta-feira, 22 de abril de 2010

Terra - cansada e maltratada

O Dia da Terra foi instituído pelo senador norte americano e ambientalista Gaylord Nelson em 22 de Abril de 1970, como protesto para a exploração excessiva dos recursos do planeta e alterações climáticas que já nessa altura já davam que falar.

Por altura do sismo do Haiti, ouvi alguém, ironicamente, dizer que a Terra estava a vingar-se da falta de acordo e ausência de resultados visíveis na cimeira de Copenhaga 2009 relativamente à emissão de gases poluentes que contribuem para o aquecimento global.
Se pensarmos em todos as catástrofes naturais que aconteceram (e já foram algumas) desde essa altura, esta afirmação não parece completamente absurda.
Especialmente as que aconteceram agora, o aluvião na Madeira e o vulcão na Islândia, não tendo sido verdadeiras catástrofes naturais, foram no entanto e acima de tudo catástrofes económicas (a primeira local, a segunda globalizada).

Curiosamente em ambas as situações foi o turismo que foi esteve em
causa.
Apesar de cansada e maltratada, Ela até parece que sabe onde beliscar o Homem.
Dá que pensar...


Uma nota:

Enquanto um todo, o planeta Terra foi alvo de 2 reflexões antagónicas entre si, que deram origem a duas hipóteses: Gaia e Medeia.

A primeira foi desenvolvida pelo britânico James Lovelock (investigador e ambientalista), no final dos anos 60 e que designou por Hipótese Gaia.
Segundo ele, a Terra é um ser vivo em sentido figurativo. Todos os elementos contidos nela – água, gases, plantas, animais e até seres humanos – são partes de um sistema único que se auto regula para manter as condições necessárias para a vida. Sendo assim, a Terra, em caso de um desequilíbrio (causado pela acção do Homem) severo pode adoecer e até morrer.

A segunda reflexão foi denominada por Hipótese Medeia. 
Formulada por Peter Ward (paleontólogo) no livro com o mesmo título em 2009, afirma que o planeta Terra é um ambiente hostil à vida.
Afirma que vida é tóxica a ela própria e que conduz a uma espécie de suicídio, à auto destruição. É o ser humano com a sua tecnologia e inteligência que pode inverter a situação.
Fundamenta estas afirmações com base na paleontologia. Ele verificou que ao longo das várias eras geológicas da Terra, a vida sofreu várias extinções maciças causadas por ela própria.

O humano por ser o animal mais evoluído à face do planeta é obviamente o causador do desiquilibrio ambiental que se vive presentemente.
Estas duas hipóteses, embora por vias diferentes, fazem passar pelo Homem a solução para este problema.
Em "Gaia" a solução passa pela cooperação e harmonia com o planeta, por "Medeia" passa pela ciência e evolução tecnológica. 


Alguns links sobre as Hipóteses Gaia e Medeia

http://arquivoetc.blogspot.com/2010/01/entrevista-peter-ward.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipótese_de_Gaia



fonte fotografias - Google Imagens