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terça-feira, 19 de julho de 2022

Quem é Putin?


Um pequeno vídeo, de pouco mais de 12 minutos, elaborado pelo jornal Público.
Conta Maria Raquel Freire, investigadora da Universidade de Coimbra e com o historiador que melhor conhece a Rússia, por ter vivido neste país desde 1977 a 2015.
Neste período de tempo foi correspondente do Público, TSF, SIC e RDP.

Aborda uma pergunta simples de resposta complexa: quem é Vladimir Putin? O tipo alienado que lançou o caos e colocou a Europa na lama, manietou e chantageou a NATO e decidiu que a Ucrânia não tinha direito a decidir o seu destino, nem sequer à existência e por isso invadiu-a a 24 de Fevereiro de 2022.

Uma guerra que já dura há quase cinco meses e sem fim à vista.












sábado, 5 de março de 2022

NATO, para que serves?


A covardia de a NATO não querer apoiar a Ucrânia sairá bem mais caro que do que não o fazer.
Estará sempre em posição mais fraca que a Rússia. Estará sempre manietada e refém. Chantageada. Esta poderá fazer o que quiser sempre quiser e de uma forma quase incólume. A NATO será uma organização inútil e amorfa.

Perderemos a paz de qualquer forma. Viveremos permanentemente sobressaltados. A economia sairá sempre muito por baixo, afectará todos os povos europeus sem excepção, incluindo Estados Unidos.
A Rússia já impõe a sua vontade sobre outros países soberanos e independentes como a Finlândia e Suécia. 
Terá a NATO a coragem de acolher, de aceitar um potencial pedido de entrada destes dois países?
Melhor, será que a Rússia autoriza a NATO??

O cinismo da vanglória de bloquear a economia russa através de sanções, de isolar a Rússia em tudo e mais alguma coisa (estamos de acordo!) mas depois, talvez naquilo que mais poderá doer, bloquear o comércio do petróleo e do gás russo não se concretizar porque não interessa causar danos à economia ocidental. Como se esta não estivesse já profundamente afectada. Como se impedisse uma recessão económica generalizada, desemprego, inflação elevadas taxas de juro, tudo que mais tarde ou mais cedo irá acontecer inevitavelmente. Ou que já está a acontecer.

Durante décadas dormimos com o inimigo, convivemos com um déspota e deixámos que um ditador instável e imprevisível entrasse na nossa economia e que nos tornasse dependentes dele. Agora acordámos para a vida, e em vez de nos mexermos rapidamente e a uma só voz e vontade, andamos a espreguiçarmos lentamente, a perguntar ainda o que se está a passar, tentando trazer a besta até à nossa porta quando ela já entrou em nossa casa.

Salvar-se-ão vidas certamente por não se enfrentar a Rússia ou apoiar activamente a Ucrânia, perder-se-ão outras. Perder-se-á a dignidade humana e outros valores que o ocidente tanto gosta de apregoar e se considera paladino: paz, democracia, liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de circulação, tolerância religiosa, etc..., etc...

Não apoiamos abertamente a Ucrânia, abandonado-a e mantendo-a sozinha, para não provocarmos a Rússia, mas a partir do dia 24 de Fevereiro, viveremos na sua escura e inquieta sombra. E isto vai sair-nos caro. Inevitavelmente seremos arrastados para uma espessa lama quando a Ucrânia já não for capaz de enfrentar o alienado do Putin.

Que raiva, NATO!!! 😠





 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

si vis pacem, para bellum


Traição. É esta a palavra que me assoma à cabeça qunado penso na Europa, nos Estados Unidos. e da querida Nato.
São dois blocos políticos que pomposamente afirmam serão aplicadas sanções económicas como nunca anteriormente nunca vistas. Ficam de peito cheio com a sua pretensa coragem e firmeza, ficando a assobiar para o lado porque essas mesmas sanções serão sempre na medida exacta de que as retaliações no sentido contrário não os afectem qu não se tornem num custo alto a suportar. 

No fim, tal como Zelensky lamentou, a Ucrânia fica sozinha frente a um louco czarista imperial e totalitário de que todos têm medo de enfrentar. Seja militarmente - só o orgulho ocidental diz que somos uma grande potência - seja economicamente (dependência dos gás russo, principalmente por parte da Alemanha).
E mais uma vez Europa, os Estados Unidos e a Nato, desde que a Rússia em 2014 invadiu a Ucrânia ao anexar, ao reclamar para si a Crimeia, foram absolutamente, absurdamente e covardemente passivos.
E as pistas do que poderia estar para acontecer já podiam ser adivinhadas.

"Se queres paz, prepara-te para a guerra" - afirmou o romano Flávio Vegécio no século IV.

Não é primeira vez que estes dois blocos ocidentais mostram a sua submissão e covardia perante países que têm medo ou falta de coragem de enfrentar. Quando em Outubro de 1950, a China invadiu um país soberano, o Tibete, e cuja invasão se mantém até aos dias de hoje, nunca houve a mais pequena intenção em protestar contra isso que não patética, inúteis acções e afirmações diplomáticas que declaradamente fora feitas para não resultar em nada. E já lá vão 72 anos de invasão chinesa e paulatinamente o país está a ser destruído culturalmente e religiosamente. A sua população é chacinada, os dissidentes desaparecem, a liberdade de imprensa e de expressão já nem miragem são.


Tal como o Tibete, jamais a Ucrânia recuperará a sua integridade soberana.
Dois países independentes abandonados à sua sorte.




 





sexta-feira, 3 de agosto de 2012

as Pussy de Putin





São três raparigas russas que andam chateadas pela maneira como Vladimir Putin, actualmente presidente russo, vai ganhando sucessivamente eleições e se vai mantendo no poder sem mostrar muita vontade de lá sair.

Elas, são as Pussy Riot (gostei do nome) uma banda punk que resolveram mostrar aos russos (e ao mundo) aquilo que lhes vai na alma e fizeram um videoclip que foi gravado na principal igreja ortodoxa de Moscovo.
A canção é uma oração a Maria para tirar da cadeira do poder o poderoso czar russo - Virgem Maria manda o Putin embora.
Já antes o tinham andado a chatear com outras vigorosas actuações , nomeadamente na Praça Vermelha.

São conhecidas por actuarem de cara tapada e envergarem roupas exuberantemente coloridas.

Resultado, elas foram acusadas de "vandalismo religioso" e de terem "infligido profundas feridas morais nos cristãos ortodoxos". Arriscam uma sentença de sete anos de prisão. Por uma coisa que dura pouco mais de três minutos!

Dmitry Medvedev, o actual primeiro ministro da Rússia e que teve uma mãozinha de Putin para lá chegar, foi dizendo pelo meio que as raparigas até tinham tido sorte. Porque noutros países as consequências poderiam ter sido mais nefastas e tristes.
O que levantou a questão se não estaria a  comparar a Rússia com países islâmicos radicais que promovem o apedrejamento e fez questionar qual a verdadeira ligação do poder russo à igreja ortodoxa.

Muitos crêem por isso que se tratou de um julgamento político e do controlo e repressão da liberdade de expressão, até porque muitos dos fieis ortodoxos, supostamente lesados na sua religião e a população em geral estão a pedir a libertação da banda.

Elas estão agora em greve de fome. Um pouco por todo o lado tem-se gerado movimentos a pedir a libertação das Pussy Riot.


A tradução da letra em inglês encontra-se nos comentários do vídeo.