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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

mais vale tarde do que nunca


Quando os genocidas de Israel ficam furiosos e pedem a demissão do secretáro geral da ONU, então é porque algo que tinha de ser dito e que ninguém tinha a coragem de o dizer, foi dito por ele: a verdade.

Que os ataques do Hamas não aconteceram por acaso e que os palestinianos sofrem há 56 anos uma sufocante ocupação por parte dos israelitas. Viram as suas casas destruídas, territórios a serem-lhes retirados, uma economia tornada frágil, a serem forçadas a deslocaram-se e um perda de confiança numa solução política.
A retaliação de Israel, é um castigo colectivo aos palestinianos, uma violação dos direitos internacionais humanitários da guerra.

Bravo Sr Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres 👏👏👏💪












terça-feira, 17 de outubro de 2023

sobre israel e a Faixa de Gaza (Palestina)


Sob o pretexto do direito à defesa e eliminar o Hamas, e com a conivência do Ocidente, Israel encontrou uma forma de, oficialmente, deslocar, cercar e massacrar dezenas milhares de palestinianos inocentes.
Está em curso um genocídio, uma limpeza étnica e a continuação da Nakba de 1938. Ou se preferirmos, a Nakba de 2023.

E Israel e o Ocidente estão a conseguir outra coisa de não menor importância, que o Hamas veja as suas fileiras reforçadas por palestinianos radicalizados por neste momento não terem nada a perder. Por esta altura, já perderam a esperança, dignidade, respeito, casa e a família. 
A única coisa que não perderam, que cresce dia a dia é... ódio. E pelas piores das razões percebe-se porquê.









sexta-feira, 13 de outubro de 2023

hipocrisia, cinismo e uma despudorada falta de moral


Este vídeo faz-me recordar porque não voto nas eleições europeias.
Sinceramente, enquanto um voto, qualquer que ele seja, implica interesse pelas instituições, a ausência do mesmo, a abstenção é a melhor forma de protestar: revela indiferença, distanciamento, descrença.
E que crença devemos ter quando as manifestações pro-palestina são proibidas em vários países da Europa como França e Alemanha?

Ouvir esta contradição, este acto de subserviência, do ajoelhar e rastejar da líder da União Europeia - Ursula Von der Leyen - perante um estado que desonra tudo o que a Europa, supostamente, defende, é frustrante.
As vidas de milhões de inocentes estão em jogo. Fome, doença, sede a serem impostos selvaticamente com a dita civilização ocidental a assistir no camarote e a bater palmas.
Convenientemente ninguém fala agora em genocídio ou holocausto. Não se ouvem protestos contra a morte de inocentes, e ninguém menciona as centenas de bebés chacinados pelos bombardeamentos cegos israelitas - será que um bebé ou criança morta pelo Hamas é mais chocante ou horrorizante do que se for por Israel?) - da morte de funcionários da ONU e do Crescente Vermelho que foram igualmente assassinados pelos ataques indiscriminados e desproporcionais de Israel.

Está tudo contra o ataque execrável do Hamas, mas ninguém fala em voz alta dos execráveis ataques que Israel anda cometer desde 1948, ano em que o estado de Israel foi criado. São 75 trágicos anos para os palestinianos. 75 anos consecutivos de morte, de ocupação, discriminação, de total falha de respeito pelos direitos humanos.
A Faixa de Gaza tornou-se um gueto, um enorme campo de refugiados acossados por todos os lados, a maior das prisões a céu aberto.

Quem semeia ventos colhe tempestades. Israel está colher ataques de uma organização terrorista que foi criada por este estado não menos terrorista.
Se o Hamas existe, foi porque Israel lhe deu motivos, oportunidades e ódio suficiente para que este exista.
Recordo-me do título do segundo álbum dos Ornatos Violeta: O Monstro Precisa de Amigos.
Israel estava a sentir-se sozinho.














quarta-feira, 11 de outubro de 2023

sobre israel e a Palestina


Ninguém gosta de ser colocado num campo de refugiados, ninguém gosta de estar num gheto, ninguém gosta  ser empurrado um contra os outros, ser acossado, violentado, abusado, ter casas destruídas ou ser assassinado sem causa, décadas após décadas. Um dia tudo acabaria por correr muito mal. Pior do que já estava a correr.
E tudo transbordou da pior maneira possível no passado sábado, 07.10.2023.

Se a violência do Hamas atingiu níveis nunca antes visto, Israel não lhe ficou atrás. Quer no passado, quer na retaliação ao ataque do sábado passado.
É preciso recordar, e não esquecer, o massacre, a limpeza étnica de 1948, num evento que durou cerca de seis meses, ficaria conhecido entre os palestinianos como Nakba (Catástrofe em árabe). Quinze mil palestinianos foram assassinados às mãos dos soldados israelitas, quando estes invadiram o território palestiniano, e mais de quatrocentos mil tiveram que fugir para salvar as suas vidas.

Se o Hamas é uma organização terrorista apoiado pelo Irão e Qatar, Israel é um estado terrorista apoiado pela Europa ocidental e Estados Unidos.
Ambos são dignos um do outro.












terça-feira, 10 de outubro de 2023

sobre israel e o Hamas


Hamas, Israel, Israel, Hamas. Um existe porque o outro existe também.
Um círculo vicioso e mortífero que começou há 75 anos quando Israel ilegalmente invadiu a Palestina e matou indiscriminadamente palestinianos e obrigando milhões a fugir de suas casas. Os palestinianos chamam-lhe Nakba (Catásrofe).

Em 1987, o Hamas era criado. E foi Israel que com as suas continuadas acções e desrespeito pelos direitos, e vidas, palestinianas deu origem ao seu nascimento.
Um monstro criou outro monstro. Quem vive pela espada, morre pela espada.











sexta-feira, 23 de junho de 2023

27000 problemas que não chegaram a sê-lo


Mais de 500 pessoas poderão ter morrido no naufrágio desta semana ao largo da costa grega, em Pylos.
Desde 2014 mais de 27000 migrantes terão morrido nas águas do Mediterrâneo.
Por cada um que morre, menos um problema tem a Europa para resolver.

Não pagaram para descer ao Titanic, não eram milionários nem pessoas famosas. Não morreram na guerra da Ucrânia e não foram entrevistados por ninguém. Os seus nomes e histórias pessoais são desconhecidos e não passaram dias inteiros a abrir noticiários.
Foram ignorados por todos.

Para a Europa, o pináculo da civilização, dos direitos humanos, da inclusão e da igualdade de oportunidades, foram 27000 problemas que não chegaram a sê-lo.
Para sorte dos grandes iluminados, cínicos e hipócritas da politica europeia, o Mediterrâneo vai continuar a resolver, leia-se a matar, os problemas que não querem enfrentar.








quinta-feira, 22 de junho de 2023

parafraseando George Orwell


É ultrajante, e inconcebível, a desproporção de meios utilizada para salvar cinco pessoas que desceram aos 3800 metros de profundidade no submarino Titan para ver os restos do Titanic que naufragou há mais de cem anos versus a displicência com que se ignorou, e por isso se matou, centenas de pessoas que pagaram para salvarem as suas vidas e que naufragaram no mar Mediterrâneo, ao largo da costa grega de Pylos.

Os primeiros cinco são multimilionários, as cerca de setecentas pessoas que naufragaram na costa grega e à frente dos olhos da respectiva guarda costeira, são pessoas desesperadas que estão entre a vida e morte nos seus países de origem.
Os primeiros cinco foram à procura de divertimento e adrenalina, os refugiados estavam à procura de esperança e de dignidade humana.

Cinco vidas fizeram deslocar barcos, aviões, ROVs dos EUA, Canadá, Reino Unido e França, enquanto que as largas centenas de vidas que estavam a bordo do barco naufragado estiveram mais de três horas a tentar sobreviver nas águas gregas do Mediterrâneo com os barcos de socorro a poucos minutos deles.
Os sobreviventes do naufrágio afirmaram que estiveram mais de quinze horas a pedir ajuda para que os ajudassem. 
Este naufrágio poderá representar a maior perda de vidas desde sempre no Mediterrâneo.

Vidas são vidas. Os esforços para salvar os cinco tripulantes do submarino Titan que ia descer ao Titanic devem ser os mais adequados possíveis e disponibilizados da forma mais urgente possível mas as quase setecentas vidas que estavam no barco, e ignorados pela guarda costeira grega, merecem igualmente que sejam salvos com todos os meios, e urgência, necessários para o fazer. E tal devia ter acontecido antes de o naufrágio acontecer.
Esta disparidade de meios de socorro, empenho e cobertura mediática a favor de cinco pessoas comparado com a ausência dos mesmos para com centenas de pessoas é um desrespeito total pelo valor da vida humana. 

Parafraseando George Orwell no seu livro O Triunfo dos Porcos - Todas as pessoas são iguais mas há umas mais iguais que outras
















domingo, 4 de junho de 2023

4 Junho de 1989 - Massacre de Tiananmen


O regime ditatorial de Xi Jinping, cada vez mais se empenha em apagar as memórias do que aconteceu na Praça de Tiananmen, onde milhares de pessoas, a mior parte estudantes, foram massacrados enquanto lutavam pelos seus direitos e liberdade.
Foi há 34 anos. 

Lembrar para não esquecer










domingo, 26 de fevereiro de 2023

um cemitério chamado Europa


Hoje, morreram dezenas de emigrantes na costa sul da Itália. 
Um barco vindo da Turquia com mais de uma centena de migrantes oriundos do Paquistão,  Iraque, Irão, Síria e Afeganistão, afundou-se no sul da costa italiana, Calábria.

Se a Europa acolhe, e muito bem, refugiados da Ucrânia, porque não acolhe da mesma maneira estes refugiados? Porque não são europeus? Não fogem também eles da miséria? De guerras civis? Não procuram eles a esperança que não encontram nos seus próprios países? Não são eles também seres humanos em desespero?

Fala-se em milhares de mortos de civis, de inocentes, na guerra da Ucrânia um ano após a invasão russa.
Diariamente somos confrontados, chocados, com estes números mas no mediterrâneo igualmente perdem-se milhares de vidas todos os anos e há vários anos. São apenas uma notícia de rodapé ou, com sorte, efémeros cinco minutos que perdem para um qualquer jogo de futebol, em noticiários televisivos que duram quase noventa, senão mais, minutos.

Porque não os protegemos, não os acolhemos, não lhes damos a esperança que procuram?
Somos cúmplices nas suas mortes. Não os matamos com armas, mas matamo-los por afogamento, matamo-los com indiferença, com discriminação, com soberba. E aos milhares. Cerca de três mil. Todos os anos.











sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

um ano de guerra


Um ano após um facínora ter invadido um país soberano, Putin ainda não parou de partir os seus dentes contra Ucrânia.
Se o ocidente tivesse sido mais rápdo, mais decidido e determinado a apoiar a Ucrânia talvez ao fim de um ano a perspectiva de fim da guerra estivesse mais próxima.

Com (ainda) estas indecisões em fornecer equipamento mais decisivo e pesado aos ucranianos, quando olhamos para a frente no tempo só vemos o prolongar do estertor da morte e da destruição.
Por causa delas, de tanto pensarmos que não queremos uma escalada da guerra, ela vai mesmo acontecer e quando dermos por isso, estamos verdadeiramente todos em guerra.















segunda-feira, 31 de outubro de 2022

sobre o Bolsonaro


Uma nódoa que sai (esperemos nós), finalmente.
Mas a sua sombra é negra e pode ainda perdurar num país onde o intermédio, o equilíbrio, o bom senso e razoabilidade são noções ainda por compreender.

Vejamos o que vai acontecer nas próximas semanas. Para já, há lugar para a esperança.








quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Mahsa Amini, a repressão não termina


Talvez desde 2009, altura do Green Movement (revolta devido ao resultado das eleições desse ano) que o Irão político não vivia uma agitação popular tão grande nas ruas.
Se a origem do Green Movement foram motivos políticos esta representa uma revolta contra aquilo que mais mudou na sociedade afectando particularmente as mulheres: a imposição do véu islâmico, o hijab, por altura da revolução islâmica de 1979 liderada por Ruhollah Khomeini.

E tudo começou com algo que as mulheres iranianas fazem há algum tempo: usar o hijab no limite. 
Ou seja, o véu islâmico (existem vários, neste caso a shayla) que se destina a tapar o cabelo é preso quase na metade inferior da cabeça, quase solto, deixando uma boa parte do cabelo visível. Uma forma de aplicar as "regras" mas contornando-as o mais possível.

O Irão tem uma polícia própria para verificar se as mulheres cumprem com aquilo que lhes é imposto, a Polícia da Moral ou dos Costumes.
Estes, consideraram que a jovem de 22 anos, Mahsa Amini, estava a não respeitar a "boa moral" e a forma que usaram para a punir, matou-a. Foi presa, espancada, entrou em coma e morreu a 16 de Setembro, três dias depois de ter sido presa.

Uma revolta que já estava latente há muito na sociedade iraniana, e particularmente entre as mulheres, veio ao de cima e o verniz estalou. Está agora nas ruas de várias cidades, queimam-se lenços, cortam-se cabelos e há gente a morrer - mais de três dezenas de mortos. 
Gostava de acreditar que vão conseguir mudar algo. Mas a repressão no Irão parece ser interminável (desde 1979) e os efeitos práticos do Green Movement, que durou cerca de seis meses e movimentou milhões de iranianos foram infelizmente praticamente nulos.








quarta-feira, 24 de agosto de 2022

dia da Independência da Ucrânia

Pouca vezes a palavra e conceito independência esteve tão em perigo mas tão resolutamente de defendida como nos dias que correm na guerra da Ucrânia.

A inqualificável e covarde invasão da Ucrânia levada a cabo no dia 24 de Fevereiro deste ano pela Rússia, reforçou ainda mai o desejo de manter, de defender a independência da Ucrânia obtida neste dia em 1991, após ter saído do jugo opressor e sufocante da tirânica União soviética.

Celebremos este dia pela Ucrânia, pela Europa e por todos os povos que se querem tornar livres, verem a sua soberania respeitada, adquirirem voz e vontade própria.









sábado, 4 de junho de 2022

massacre da Praça Tiananmen - China, 33 anos e milhares de mortos depois


A 4 de Junho de 1989, na Praça Tiananmen em Pequim, sob a presidência de Deng Xiaoping, tanques militares marcharam sobre milhares de pessoas pro-democracia. Militares dispararam indiscriminadamente sobre os manifestantes, assassinando-os cegamente.
Até hoje, 33 anos depois ainda não se sabe qual quantos milhares de protestantes terão morrido no massacre desta praça. Houve um número indeterminado de presos cujo destino ainda permanece desconhecido. A recolha das vítimas foi feita por buldózeres.

Activamente, a China tem procurado apagar todas as memórias de um dos acontecimentos mais tristes e violentos da década de oitenta.
Memoriais erigidos foram desmantelados, fotografias e memórias apagadas, notícias e textos jornalísticos eliminados e adulterados.
As famílias têm dificuldade em visitar, são impedidas de encontrar os túmulos dos seus mortos.
Muitos têm as suas campas não identificadas.

Trinta e três anos depois a China continua a ser totalitária, longe da democracia, sem liberdade de expressão pessoal e de imprensa, e tem uma das formas mais selvagens de capitalismo: o comunista.

Para que o mundo, e particularmente a China, jamais esqueça os milhares de mortos nesse dia, no massacre da Praça Tiananmen no dia 4 de Junho 1989.







terça-feira, 31 de maio de 2022

incompreensível


Num país que pura e simplesmente quer proibir o direito ao aborto, pela defesa da vida e dos seus direitos fundamentais, em contrapartida, defende com unhas e dentes o direito constitucional da posse de arma.
Aos 18 anos qualquer um pode comprar armas e munições sem que ninguém lhe faça perguntas.

Em 2021 foram registados cerca de 700 tiroteios em escolas. Estes causaram cerca de 1560 mortes de criança e mais de 4100 feridos. Este ano, 2022, já são cerca de duzentos tiroteios com cerca de 650 mortes de menores e praticamente 1600 feridos.
O tiroteio deste mês em Uvalde matou 21 pessoas. 19 alunos e duas professoras.
O loby das armas (NRA) defende que em vez de aumentar o controlo de aquisição de armas, devem ser instalados detectores de metais, e os professores e seguranças andar armados para além que as portas das escolas devem estar... fechadas!
Nos Estados Unidos, a defesa vida mede-se pelo valor das armas.

Este cartoon espelha a realidade das casas americanas. Onde o acesso às armas é mais fácil que o acesso à cultura. Quem já lidou com o americano médio sabe que estes conseguem ser culturalmente nulos.
Preciso não esquecer que mais de 10% dos norte-americanos pensa que o leite com chocolate vem das vacas castanhas... Sim, isto é mesmo verdade.

Trump - o tal que recomendou beber lixívia para combater o Covid 19 - e Ted Cruz, e respectivo séquito incluindo o governador do Texas, Greg Abbott, conseguem fazer parecer portas e botas da tropa inteligentes.








terça-feira, 26 de abril de 2022

valas comuns


Se há ucranianos sepultados às dezenas debaixo de terra, outros, vindos do Norte de África e Médio Oriente estão sepultados, e nunca serão encontrados, aos milhares no fundo do Mar Mediterrâneo.
Enquanto os ucranianos são chorados, os do Mediterrâneo estão esquecidos de todos nós.












sexta-feira, 15 de abril de 2022

inutilidade I


O cinismo e inutilidade de uma NATO manietada, a completa inutilidade da ONU (para que serve?) e a quase inutilidade da UE.
Ou como as palavras, as sanções à Rússia e as visitas a Kiev são ocas e essencialmente uma masturbação mental para consumo próprio e fraca consolação de consciências que espero durmam mal à noite.

Entretanto a Ucrânia, sozinha, retarda bravamente, aquilo que que parece inevitável no médio prazo: perda de soberania e de território.
De caminho, a Europa nunca mais estará segura, terá uma paz na corda bamba e a inquietação será um estado permanente no ocidente.










quinta-feira, 14 de abril de 2022

sim, é um genocídio


No artigo 2, da Convenção para a prevenção e repressão do crime de genocídio, de 9 de Dezembro de 1948, as Nações Unidas definem claramente o conceito de genocídio: 

"Na presente Convenção, entende-se por genocídio os actos abaixo indicados, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como:
  • a) Assassinato de membros do grupo;
  • b) Atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo;
  • c) Submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua destruição física, total ou parcial;
  • d) Medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo;
  • e) Transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo."

Sim, de facto Biden (e Justin Trudeau) tem razão. Está acontecer um genocídio na Ucrânia.
O problema é saber quanto tempo, e coragem, vai ser necessário para ser reconhecido como tal.











quarta-feira, 9 de março de 2022

refugiados do Mar do Mediterrâneo e do Médio Oriente


Seria tão fixe se os refugiados do Mar do Mediterrâneo (Norte de África), do Médio Oriente - onde na Síria também a Rússia os matava às centenas - fossem tão bem recebidos pela Europa como felizmente os ucranianos estão a ser. 
Estes últimos, a Europa, cinicamente, preferiu pagar à Turquia que os recebesse.

Também eles estão a fugir de guerras que os estão a matar aos milhares, fogem da fome, da miséria e da falta de respeito pelos direitos humanos.
Também eles procuram quem os acolha, os respeite, quem os trate bem. Mas não a Europa.
Esses, nós deixamo-los morrer no Mar Mediterrâneo e a ficarem à porta das nossas fronteiras em deploráveis campos de refugiados (Mória, na ilha de Lesbos, Grécia) onde falta tudo: cuidados médicos, condições sanitárias, educação e dignidade.
Também são seres humanos. Também lá há mães e filhos, idosos desamparados. Mas como não são Europa nem ocidentais... Melhor humanidade precisa-se. Menos cínica e hipócrita.







sábado, 5 de março de 2022

NATO, para que serves?


A covardia de a NATO não querer apoiar a Ucrânia sairá bem mais caro que do que não o fazer.
Estará sempre em posição mais fraca que a Rússia. Estará sempre manietada e refém. Chantageada. Esta poderá fazer o que quiser sempre quiser e de uma forma quase incólume. A NATO será uma organização inútil e amorfa.

Perderemos a paz de qualquer forma. Viveremos permanentemente sobressaltados. A economia sairá sempre muito por baixo, afectará todos os povos europeus sem excepção, incluindo Estados Unidos.
A Rússia já impõe a sua vontade sobre outros países soberanos e independentes como a Finlândia e Suécia. 
Terá a NATO a coragem de acolher, de aceitar um potencial pedido de entrada destes dois países?
Melhor, será que a Rússia autoriza a NATO??

O cinismo da vanglória de bloquear a economia russa através de sanções, de isolar a Rússia em tudo e mais alguma coisa (estamos de acordo!) mas depois, talvez naquilo que mais poderá doer, bloquear o comércio do petróleo e do gás russo não se concretizar porque não interessa causar danos à economia ocidental. Como se esta não estivesse já profundamente afectada. Como se impedisse uma recessão económica generalizada, desemprego, inflação elevadas taxas de juro, tudo que mais tarde ou mais cedo irá acontecer inevitavelmente. Ou que já está a acontecer.

Durante décadas dormimos com o inimigo, convivemos com um déspota e deixámos que um ditador instável e imprevisível entrasse na nossa economia e que nos tornasse dependentes dele. Agora acordámos para a vida, e em vez de nos mexermos rapidamente e a uma só voz e vontade, andamos a espreguiçarmos lentamente, a perguntar ainda o que se está a passar, tentando trazer a besta até à nossa porta quando ela já entrou em nossa casa.

Salvar-se-ão vidas certamente por não se enfrentar a Rússia ou apoiar activamente a Ucrânia, perder-se-ão outras. Perder-se-á a dignidade humana e outros valores que o ocidente tanto gosta de apregoar e se considera paladino: paz, democracia, liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de circulação, tolerância religiosa, etc..., etc...

Não apoiamos abertamente a Ucrânia, abandonado-a e mantendo-a sozinha, para não provocarmos a Rússia, mas a partir do dia 24 de Fevereiro, viveremos na sua escura e inquieta sombra. E isto vai sair-nos caro. Inevitavelmente seremos arrastados para uma espessa lama quando a Ucrânia já não for capaz de enfrentar o alienado do Putin.

Que raiva, NATO!!! 😠