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quinta-feira, 6 de junho de 2024

votar AD nas eleições europeias do próximo dia 9 de Junho, é votar em...

Ursula von der Leyen, a Frau Genocide, como a deputa europeia irlandesam Clare Dale, a chamou. A 


Frau Genocide alinha na família do PPE (Partido Popular Europeu) e vai estar a fazer campanha pela AD, ao lado do Sebastião Bugalho.
No fundo votar AD, é perpetuar durante mais quatro anos, alguém que apoia incondicionalmente Israhell e o genocído que está a cometer contra o povo palestiniano.

Porque se o PPE ganhar as eleições europeias, onde a AD se enquadra, é ela quem vai fcar à frente da Comissão Europeia. A sua associação à ala da extrema direita na busca de apoios é cada vez mais evidente.












terça-feira, 25 de abril de 2023

25 de Abril - mais frágil que nunca


Um anos antes dos cinquenta anos do 25 de Abril, é uma das conquistas de Abril, a democracia, que está em perigo: a própria democracia.
E quem a está colocar em risco, foi a parvoíce dos portugueses em dar a maioria absoluta a um dos governos mais corruptos, nepotista, opaco, obscuro e manipulador destes últimos 49 anos de liberdade, o segundo governo de António Costa.
É a versão politica do paradoxo da tolerância. Ao longo do correr do tempo, a tolerância ao permitir que se tolere a intolerância, leva a que a intolerância se torne dominante. 
Ao permitirmos a subsistência deste tipo de governos, leva a que estes se tornem mais frequentes, logo a democracia...

No que respeita aos símbolos utilizados, é uma rosa tornada vulgar pelo seu mau uso a destruir um cravo tornado político mas com boas intenções.
E é uma pena utilizarem flores, e vulgarizá-las, nestas tretas de politica. 
Por causa destas politiquices e dos seus imbecis políticos sou avesso a estas duas bonitas flores.









quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

e foi a este gajo que foi dada maioria absoluta

 
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, demitiu-se. Mais um. 
Foi a décima primeira demissão de governantes em nove meses de um governo com maioria absoluta. 
Como disse a deputada do PSD, Isabel Meireles, na altura em que se soube que este inapto tinha ganho a maioria absoluta: "O que falhou foi o povo português".
E falhou em grande!

Falta de coordenação, comunicação, muita inépcia, jobs for the boys, incompatibilidades, conflitos de interesses, desautorizações, deslealdade, etc..., etc..., etc...
Entre tantas demissões que já ocorreram só falta mais uma, a derradeira demissão, a do próprio Costa. 
Que seja breve.













segunda-feira, 31 de outubro de 2022

sobre o Bolsonaro


Uma nódoa que sai (esperemos nós), finalmente.
Mas a sua sombra é negra e pode ainda perdurar num país onde o intermédio, o equilíbrio, o bom senso e razoabilidade são noções ainda por compreender.

Vejamos o que vai acontecer nas próximas semanas. Para já, há lugar para a esperança.








quinta-feira, 7 de julho de 2022

o Chega no seu melhor


Vá lá, aqui vão quatro minutos de publicidade ao Chega.
A intervenção do deputado do Chega, Bruno Nunes, no âmbito da moção de censura apresentada ontem ao governo é absolutamente hilariante. O pessoal do parlamento deve-se rir à farta cada vez que o Chega abre a boca. Como diz o povo: "Ou entra mosca, ou sai merda."

No que me diz respeito, e enquanto apoiante do PAN, considero os segundos finais da intervenção, mais uma vez, absolutamente hilariantes. 
A propósito de Inês de Sousa Real, a porta-voz do PAN, o deputado conclui a intervenção afirmando:

"A senhora é uma flor muito bonita que está no meio do campo, e um dia destes vem uma vaca e come-a".

De facto o Chega é um partido de gente parva e néscia, mas há que admitir que são (mesmo) divertidos 😂








sexta-feira, 29 de abril de 2022

o PCP em poucas e simples palavras


Tentarei resumir como vejo a posição do PCP relativamente a todas as questões que envolvem a Ucrânia e a sua invasão em palavras simples.

A primeira palavra que me ocorre no imediato é abjecta.
Depois é subserviência. À Rússia, claro. Há quem fale o nome correcto mais correcto seria... PZP.
Penso agora em cristalizado. No passado, no tempo, na ideologia. Vive ainda nos tempos de Estaline, Lenine e de outras personalidades macabras da história russa e soviética, incluindo o actual facínora Putin.
Uma outra palavra que definitivamente não se aplica ao PCP: Decência. Completa ausência. Nem um pingo dela.
Extinção ou próximo disso. É o que muitos antevêem ao PCP em quaisquer eleições a que se apresente a partir de agora.
Finalmente a última palavra, aquela que actualmente sinto pelo PCP: inqualificável.






quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

sobre as eleições deste domingo


Não interessa se é o PS ou PSD que vai ganhar as eleições legislativas deste mês.
Não interessa o que dizem sobre impostos, salários, apoios sociais ou reformas. 
 O resultado será sempre pobreza e falta de dignidade. Principalmente na velhice e esta aumentará mais ainda. A natalidade será cada vez mais baixa e a convergência com a média de crescimento europeia dificilmente acontecerá.

O ambiente será sacrificado e desrespeitado em prol de lobbies e de interesses.
Teremos continuadamente o esbanjamento de recursos naturais, a depredação de espécies autóctones, caça, mais culturas intensivas, utilização de pesticidas e construção de campos de golfe, absurdos consumidores de água cada vez mais escassa.
A igreja continuará a minar o Estado em prol de valores muitos deles duvidosos e garantidamente antiquados. A falta de transparência e a corrupção continuarão a encontrar terreno fértil e o Estado esbanjará em si próprio verbas e oportunidades únicas. Educação e saúde manter-se-ão caóticos.

Na prática, e a história diz-nos isso mesmo, nenhum destes dois partidos trará mudanças significativas e as suas incontáveis promessas, como usualmente, serão vãs, relativizadas e despudoradamente esquecidas.
A existência, mais no parlamento do que no governo, de partidos fiéis da balança, partidos consciência, moderados e de visão holística (leia-se PAN e Livre), é cada vez mais necessária.
E imperativo.








sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

uma citação (em mês de eleições)


Vi o debate entre Costa e Rio. Mais do mesmo.
Também vai fazer mais do mesmo quem quer que vá assentar o cú na cadeira do poder.

No dia 30 deste mês, todos irão, excepto uma minoria esclarecida, seja ela de esquerda ou direita; os acéfalos do Chega não contam para qualquer tipo de esclarecimento; ou para um, ou para o outro lado.
E como um anónimo, não, não foi Einstein, afirmou:

Insanidade é continuar a fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes









sexta-feira, 29 de outubro de 2021

farto destes três (e a abstenção também)


Para o primeiro estou a contar os anos para se ir embora.
Está em todas, não se cala, é intrometido.
Como Vasco Brazão, por altura das escutas do furto de Tancos supostamente o definiu, é o "papagaio-mor do reino".
Tendencialmente acredito que as eleições vão acontecer mais porque ele quer do que por outra coisa qualquer.

O segundo saiu depois das autárquicas pela porta relativamente grande, mas não grande, e devia perceber que se continuar no PSD pouca utilidade terá para o país.
Ronda a inépcia política. O tempo dele já passou e possivelmente nem sequer deveria ter tido um tempo. Foi recentemente atropelado pelo PR quando este teve uma audiência com Paulo Rangel.

O terceiro tem um parlamento, certamente também o PS e o país farto dele.
5 euros por mês em combustíveis é patético. Ainda por cima as pessoas para os receberem têm que se inscrever na plataforma IVAucher. Como se todos soubessem fazê-lo ou ter os meios para o fazer.
Até tremo só de pensar que tem alguma possibilidade de voltar ao Governo. O PS devia de encontrar outra solução mas não o vai fazer. Nem se atreve. Está demasiado refém dele. Além que poucos seriam capazes de ter a cínica coragem para subverter o resultado de umas eleições legislativas com golpes palacianos.

Estamos feitos com eles. Por isso abstenção é tão grande. É o maior partido político desde há vários anos. Por muito que (não) reflictam, os políticos são sempre rejeitados através da abstenção por de mais de um terço do país, por vezes quase metade dele, nas várias eleições que existem.

Não sou só eu que estou farto destes três.













terça-feira, 5 de dezembro de 2017

série "vencedores" - Mário Centeno


Somos bons a exportar políticos para a Europa. Ela a nossa lixeira. O que não presta cá, também não presta lá, mas são mais inofensivos longe do nosso quintal e eles gostam porque recebem à farta.

Durão Barroso e Vitor Constâncio, são os dois exemplos mais flagrantes a que se pode juntar o homem que elevou a palavra colossal a outro nível: Vitor Gaspar.

Agora chegou a vez do Centeno, o nosso ministro das finanças que ontem foi eleito para a presidência do Eurogrupo, uma reunião tida mensalmente e que junta todos os ministros das finanças da zona Euro, substituindo essa tremenda nódoa holandesa chamada Jeroen Dijsselbloem.
Uma das figuras mais sinistras da UE e símbolo maior da prepotência e ingerência alemã nos destinos dos países europeusa, Wolfgang Schauble chamou-lhe o Ronaldo das finanças.

Dou-lhe o beneficio da dúvida. Talvez não seja tão inapto como os dois primeiros nomes.
Numa primeira análise tem conseguido levar o país a bom porto. Pelo menos até ver...
De qualquer maneira quando decidi incluí-lo na série "vencedores" fiquei indeciso qual o nome que deveria colocar à sua frente: Mário Centeno ou Portugal?

Acreditemos que seja o homem e com o ele, o país. Ficamos todos a ganhar.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

cento e seis vidas depois


As lições de Pedrogão Grande foram aprendidas, não se poderá repetir, disseram eles.
As falhas de comunicação do Siresp não podem voltar acontecer, disseram eles.
As entidades responsáveis pelo combate ao fogo vão-se coordenar mais eficazmente, disseram eles.
A ocorrência deste incêndio estava circunscrito geograficamente, disseram eles.
As condições climatéricas eram muito adversas e excepcionais, disseram
O incêndio de Pedrogão Grande causou 64 mortos.

Neste fim de tudo o que foi dito não aconteceu.
Não foram aprendidas lições nenhumas de Pedrogão Grande, o Siresp voltou a falhar, e todas entidades, os meios de combate ao incêndio estiveram descoordenados e as condições climatéricas excepcionais mantiveram-se... excepcionais.

A quantidade de meios disponíveis, (veículos, meios aéreos e prontidão de homens) estavam reduzidos em cerca de quarenta por cento, por força de o Ministério da Administração Interna (MAI) ter declarado que a fase Charlie não seria prolongada e esta daria lugar à Delta. E assim entrou-se Outubro.

No fim de semana passado deflagraram mais de 500 fogos em várias zonas do país. O resultado deles é triste e devastador. Para além de cinzas em cima de cinzas, quarenta e uma vidas foram ceifadas, largas centenas de animais perderam as suas, dezenas de casas destruídas, várias fábricas ardidas, muitos empregos desapareceram e a subsistência das populações está em risco.

Em quatro meses perderam-se 105 vidas.
António Costa afirmou que se vão viver seguramente mais situações como esta porque esta condições vão-se manter nos próximo anos.
O secretário de estado do MAI, Jorge Gomes, disse que as populações não podiam estar sempre à espera que os bombeiros acorrem-se aos locais, que estas fossem mais pro-activas.
Como se todos os dias não víssemos as pessoas ajuda-los e apagar fogos com o que têm à mão.

Finalmente, quatro meses depois, mais de uma centena de vidas perdidas e doze horas depois de um ralhete ríspido e incisivo por parte do Presidente da República, como nunca antes o tinha feito, o primeiro-ministro deixa a ministra do MAI, Constança Urbano de Sousa, demitir-se.
Esta já o tinha querido fazer por duas vezes e Costa não aceitou.
Precisamente há quatro meses, precisamente há sessenta e quatro vidas.




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

série "vencedores" - António Guterres





Muito melhor como ser humano, humanista, que como político.
Acredito verdadeiramente que Guterres era a única escolha sensata e competente para o lugar de Secretário Geral da ONU.

Patética foi a candidatura de Kristalina Georgieva, apoiada por dois grandes palermas europeus que empenhadamente andam a destruir a Europa: essa coisa que se chama Angela Merkel e a criatura de nome Jean-Claude Junker.
Mas se rapidamente apareceu, mais rapidamente desapareceu.

Guterres ainda tem a grande vantagem, quero acreditar, que no final dos dois mandatos, que certamente os irá ter, não vai a correr para o Goldman Sachs, chafurdar em dinheiro sujo mas certamente muito branco, como o indigno e seboso ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, infelizmente português, mais conhecido pelo cherne.


Espectacular esta nomeação de António Guterres.
Verdadeiramente um vencedor!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

politiquices


O grande derrotado das eleições legislativas é oportunista mas forma governo, enquanto o pequeno vencedor das eleições é derrubado e tem mau perder
O governo do derrotado é suportado por esquerdas, mas não pela esquerda.
A direita de duas direitas, mas que funciona como uma só, está inconsolável e despeitada porque tendo ganho as eleições, viu derrubado o seu governo à primeira, sem apelo nem agravo.

A direita perdedora, mas que ganhou as eleições, já afirmou que reprovará as acções da esquerda suportada pelas esquerdas, sem as conhecer de antemão, tal como o derrotado que formou governo, fez, ao derrubar o governo do vencedor das eleições.

O Presidente, adiou até mais não, o ter de engolir o sapo ao ter de empossar um governo de um partido derrotado e de cor contrária à sua.
E tanto lhe custou, que em vez de indigitar o derrotado das eleições como primeiro ministro, preferiu... indicá-lo.


Politiquices...






terça-feira, 6 de outubro de 2015

série "vencedores" - PAN (André Silva)





Já me disseram que é uma inutilidade votar PAN, porque é um voto para brincar às casinhas, e o que é necessário é governar o país. Não concordo com a imagem dada
Dificilmente será um partido, daquela coisa algo aberrante, que chamam Arco da Governação.

O PAN será acima de tudo, um agitador de consciências, algo que pensa literalmente fora da caixa.
A sua sigla diz isso mesmo - Pessoas Animais e Natureza.
É um partido idealista, holístico, não antropocêntrico, moderado, o menos político de todos.
Ele irá chamar para o parlamento, para os media, várias questões que os portugueses não sabem ou não querem saber.

A questão do infame patrocínio estatal e municipal para a manutenção dessa aberração medieval que são as touradas, será conhecido.
Vai ser ouvido que em todo o país, em canis e gatis, são abatidos anualmente cerca de cem mil (!!!) cães e gatos.
O sofrimento que os circos, a caça e a pesca provoca neles.

Palavras que, infelizmente, são desconhecidas para tantos e no entanto tão relevantes para perceber a relação dos animais connosco, e o quanto os afecta a relação que temos como eles. Se palavras como Senciência e Especismo forem mais conhecidas, forem explicadas, toda a nossa compreensão, a nossa consciência e respeito perante eles muda.

Vai explicar que Pessoas, Animais e Natureza, não podem ser dissociados. Uma equação de três variáveis profundamente interligadas que traz e se traduz em equilíbrio.
Uma profunda alteração de uma, desestabiliza as outras, conduzindo de imediato à perda da harmonia.

Irá despoluir e fazer verdadeira integração de conceitos como agricultura ecológica, sustentabilidade, gestão de recursos do planeta ou o significado real de pegada ecológica.
Expor a profunda negatividade e perversidade que representam empresas como a Monsanto que inacreditavelmente se apropriam comercialmente de um legado universal que são a utilização de sementes, a mesma questão para a comercialização de águas como a Nestlé, ou a comercialização de OGMs, sem que ninguém as regulamente e com consequências desconhecidas para o ser humano.

É em tudo isto e bastante mais, que o PAN através do seu deputado, André Silva, é, e será extremamente útil.
Por isso dificilmente será um dia um partido de governação, mas de momento será um grande educador.
De todo, mas de todo, isso será de menosprezar.



terça-feira, 30 de junho de 2015

Pedro, o grego


Há quem me chame Pedro, o grego, por defender a Grécia. Na verdade não os defendo,
Fizeram um monte de asneiras, foram irresponsáveis, pouco transparentes, pouco honestos e viviam à grande e à...grega.
Mas, do meu ponto de vista, o que a Europa fez com a Grécia foi ainda mais irresponsável.

Não foi só agora que a Europa empurrou Atenas contra a parede. Fê-lo no primeiro resgate e voltou a fazê-lo no segundo.

A Europa foi gananciosa, foi agiota, quis ser draconiana com a Grécia. Mostrar que era má, uma professora austera para com os seus piores alunos.
As condições que impôs, esganou, sufocou, boicotou qualquer esforço que fosse feito por parte da Grécia.
Em vez de ajudar, empurrou ainda mais para baixo. Em desastres atrás de desastres.
E quando tudo falhou, em vez de ser cirúrgica no segundo resgate voltou a puxar do facalhão e voltou a cortar a direito.

Em vez de apenas cortar os ramos podres e as folhas secas, optou por cortar todos os ramos sem excepção. Estivessem estes bons ou maus.
Quando largou a tesoura de poda pegou na motoserra e cortou o tronco rente à raiz.
Não houve solidariedade, não houve ajuda, não houve vontade de manter o eurogrupo unido. Apenas expurgar e extorquir um incómodo.
Só não aconteceu o mesmo a Portugal por pouco. Se não tivesse acontecido a Grécia primeiro...

No fundo Tsipras e Varoufakis existem porque a Europa fez de tudo para os criar.
Ela fez com que os gregos desesperados, se virassem para alguém que tinha o discurso contrário a tudo o que os tinha atirado para a aquela situação.

E no entanto esqueceu-se que foi o próprio professor que deixou que o aluno entrasse para a turma com um exame mal feito.
Ou seja, a Europa sabia que a Grécia entrou para o euro com contas manipuladas, forçadas de maneira a que cumprissem o que a Europa, entenda-se a Alemanha, tinha definido como requisitos mínimos. Mas manteve os olhos fechados e assobiou para o lado.

Acrescente-se que estes foram egoisticamente definidos, tendo por base a performance das economias mais fortes, entenda-se de novo a Alemanha.
Desde muito cedo que se começou a falar numa Europa a duas velocidades. De início se percebeu que as economias mais frágeis (sul da Europa) não iam conseguir acompanhar a velocidade do comboio. E não.
Se a isto assumirmos políticos e políticas de gastos irresponsáveis e desbragados, em particular dos vários governos de Portugal e Grécia, o desastre estava apenas à espera de acontecer.


Quando Papandreu, primeiro ministro da Grécia em 2011, propôs o referendo sobre a aceitação ou não do segundo pacote de "ajuda", toda a Europa entrou em pânico.
Todos consideraram que isso seria inadmissível. Como eles se atrevem a perguntar ao povo o que é melhor ou não para eles??
Curiosamente e pouco tempo depois Papandreu "revê" a sua posição. O referendo cai por terra.
Desta vez a democracia europeia não pode impedir a democracia grega.




E caricaturalmente, bem pensado, bem pensado, a Europa, mais uma vez a Alemanha, precisa mais do Euro do que a Grécia, o que faz com que a primeira esteja potencialmente refém da segunda.

Quando os nobéis da Economia, Joseph Stiglitz e Paul Krugman, defendem a saída da Grécia do Euro, a não aceitação das condições impostas pelos credores, deveriam ser ouvidos com especial atenção.
Têm uma posição apolítica, são imparciais na sua visão da crise grega, não estão influenciados pela situação europeia e desde há longo tempo, e claramente, que são contra as medidas de austeridade severas e prolongadas no tempo.

Agora, o que sair do referendo não pode ser contestado por ninguém.
O governo grego que está a fazer campanha pelo oxi (não aos credores), se for o nai (sim aos credores) a ganhar, não tem qualquer tipo de legitimidade nenhuma para continuar em funções.

Mas também não lembra ao diabo, porque é que o Tsipras marca o referendo, a melhor e a mais justa das decisões que podia ter tomado, para depois da data de pagamento da tranche ao FMI e entrar assim em incumprimento??

Mas o que os gregos no próximo domingo vão ter que escolher é entre o "estão fodidos" ou o "fodidos estão"...