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sábado, 8 de março de 2025
sexta-feira, 8 de março de 2024
em Gaza, não há dia mundial da Mulher...
Perda, morte, luto,
Casas arrasadas, familias desaparecidas, abandono,
Cansaço, desespero, violações,
Doenças, falta de higiene, ausência de condições na maternidade,
Sede, fome, vazio.
Na melhor das hipóteses, para as, mulheres em Gaza, há uma incerta, frágil e reduzida hipótese de sobrevivência.
quarta-feira, 8 de março de 2023
a hipocrisia e o cinismo da igreja no dia mundial da Mulher
Marginalizam ou impedem a sua participação nas instituições religiosas e suas hierarquias, não as autorizam a conduzir cerimónias e não as consideram como iguais.
A igreja, por definição profundamente patriarcal, relega a mulher para lugares secundários na religião, dita o que vestir, impõem-lhes códigos de conduta e de comportamento, não só religioso mas também social. Consideram-nas seres pecaminosos e subalternas, objectos indutores de desejo e de pecado.
E no entanto elas são alvo de abuso, de predação sexual por parte destes "homens"... de Deus.
Enquanto as mulheres não forem tratadas como iguais na igreja, dificilmente serão tratadas, vistas como iguais na sociedade.
E a igreja falha sistematicamente e consistentemente neste papel. Para esta gente, e depois para a sua larga audiência, Maria Madalena ainda é vista como uma prostituta, que não foi. Na mitologia cristã, Eva foi quem provou o fruto proibido e ainda nasceu de uma costela do homem, Adão. Nem direito a uma origem própria teve.
Aliás evangelhos como o de Maria Madalena - que apesar de não ser considerada como apóstola, terá sido não só a primeira, mas também desempenhado um papel mais relevante que os "oficialmente" reconhecidos - e da Virgem Maria são considerados apócrifos.
Ou seja, não são reconhecidos como canónicos. A sua autenticidade é considerada duvidosa ou, de um autor não credível. Que nestes dois casos são... mulheres.
terça-feira, 8 de março de 2022
dia mundial da Mulher II
É o que se deseja. Estamos a caminhar para lá mas o caminho é longo.
Portugal ainda deixa muito a desejar nesta igualdade. O reconhecimento das capacidades e as competências cada vez maiores das mulheres, esbarra numa mesquinhez tardia que ainda subsiste especialmente ao nível do trabalho: precariedade, oportunidades, subalternizarão e (des)igualdade de salários.
sexta-feira, 8 de março de 2019
quinta-feira, 8 de março de 2018
quarta-feira, 8 de março de 2017
terça-feira, 8 de março de 2016
dia mundial da Mulher
Enquanto houver o dia internacional da mulher, a mulher nunca será mulher, nunca será livre.
Este dia impede-as de ser iguais aos homens.
A igualdade, a atribuição de "cotas", não tem que ser pedida ou concedida. Tem que ser acima de tudo conquistada, reivindicada. Por elas. Pelas suas acções, convicções e competências.
A 19 de Novembro, comemora-se o dia internacional do homem. É uma data que quase é desconhecida e que definitivamente não é valorizada.
Quando este dia começar a ser falado, escrito, detalhado, o homem desvaloriza-se socialmente.
Definitivamente a mulher não precisa deste dia. Muito pelo contrário.
domingo, 8 de março de 2015
dia mundial da Mulher - Vandana Shiva
Vandana Shiva, física (quântica) e activista, está ferozmente na linha da frente no combate aos transgénicos, à monopolização das sementes, que define como biopirataria e a ditadura do alimento.
É uma lutadora acérrima contra a patenteação de sementes, que faz com que a industria alimentar se torne dona delas, cobrando royalties aos agricultores para as poderem usar.
Contraria as grande corporações como a Monsanto, declarando que as sementes naturais são mais resistentes às intempéries que as geneticamente modificadas, que só servem para criar dependência nos agricultores e diminuição da diversidade genéticas das mesmas.
Defende a não comercialização e privatização da água, que cria uma distinção entre ricos e pobres. Nos quais os primeiros podem comprar água de qualidade relativamente aos segundos que bebem água poluída.
A água é um direito humano, afirma Vandana.
É uma lutadora acérrima contra a patenteação de sementes, que faz com que a industria alimentar se torne dona delas, cobrando royalties aos agricultores para as poderem usar.
Contraria as grande corporações como a Monsanto, declarando que as sementes naturais são mais resistentes às intempéries que as geneticamente modificadas, que só servem para criar dependência nos agricultores e diminuição da diversidade genéticas das mesmas.
Defende a não comercialização e privatização da água, que cria uma distinção entre ricos e pobres. Nos quais os primeiros podem comprar água de qualidade relativamente aos segundos que bebem água poluída.
A água é um direito humano, afirma Vandana.
quinta-feira, 8 de março de 2012
um poema de... Florbela Espanca (no dia mundial da Mulher)
Na verdade tal como eu, muitas mulheres pensam que este dia as secundariza em vez de lhes dar a força que merecem e que por vezes necessitam.
Do meu ponto de vista, é uma espécie de rebuçado que se lhes dá, quase uma esmola, pela subvalorização, falta de igualdade, de oportunidades e reconhecimento do seu papel na sociedade.
O verdadeiro dia da mulher é todo aquele em que esta se impõe pela força da inteligência, do saber fazer, pela competência, pela subtileza, por trazer a delicadeza e força que ser mulher e ser mãe pode trazer ao mundo que a rodeia.
Que o equilibro atinge-se quando a força da testosterona é moderada pela suavidade do estrogénio.
E aos poucos e poucos isto está acontecer. O que se está a passar nas faculdades é sintomático disso, a presença feminina é dominante.
Mas para as mais desconhecedoras, fiquem a saber que também existe o Dia Internacional do Homem - comemora-se a 19 de Novembro - que inteligentemente ninguém fala, mas que penso exactamente o mesmo que o seu congénere feminino. Não faz sentido existir.
De qualquer maneira e ainda pensando neste dia em particular, existe uma mulher que admiro muito, pela sua obra e naturalmente pela sua vida.
E através dela e da sua poesia homenageio a Mulher.
Curiosamente estreia hoje, o filme Florbela, um filme que nos mostra e revela a vida torturada dessa mulher que deu origem a uma das poesias mais viscerais, sofridas e violentas - na forma como revela os seus sentimentos e particularmente como vivia o amor - mas também uma das mais belas e delicadas que a poesia nacional tem para oferecer. Falo, claro, de Florbela Espanca.
Um dos meus poemas preferidos dela é este, mas no Dia Internacional da Mulher escolho outro poema dela.
Ele está pleno daquela visceralidade, revolta e violência emocional que lhe rasga o peito e a alma, que vem de dentro das suas profundezas e que tanto aprecio na poesia de Florbela Espanca.
A Mulher
I
Um ente de paixão e sacrifício,
De sofrimento cheio, eis a mulher
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas coração, sequer!
Sê forte, corajoso, não fraquejes
Na luta: sê em Vénus sempre Marte;
Sempre o mundo é vil e infame e os homens
Se te sentem gemer hão-de pisar-te!
Se às vezes tu fraquejas, pobrezinho,
Essa brancura ideal de puro arminho
Eles deixam pra sempre maculada;
E gritam então vis:"Olhem, vejam
é aquela a infame!" e apedrejam
a pobrezita, a triste, a desgraçada!
II
Ó mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e de sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Florbela Espanca
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