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sábado, 29 de julho de 2023

Bordalo II - a Passadeira da Vergonha


Ontem, Bordalo II montou um tapete, que depois foi retirado, feito com reproduções de notas de 500€ no palco da JMJ. A instalação chama-se Habemus Pasta ou também chamada de "Passadeira da Vergonha".

É uma chamada de atenção para os vergonhosos milhões de euros, de todos os contribuintes de um estado que se afirma laico, que foram gastos em prol de um evento simplório e labrego da igreja com os nossos acólitos governantes mais o nosso estimadíssimo, e bastante parolo, PR, a curvarem-se subservientemente perante Papa e dizendo, ao mesmo tempo, um angelical e muito caro amém.

Os custos estimados desse evento turístico que pomposamente é chamada de Jornada Mundial da Juventude, JMJ para os amigos, é qualquer coisa como 160 milhões de euros.

















quarta-feira, 26 de julho de 2023

Sinéad O'Connor (1966-2023)


Sinéad O' Connor estará para sempre ligada a uma canção que desde o início nunca me atraiu particularmente, Nothing Compares 2 U, cujo original é de Prince.
Pessoalmente, estará sempre ligada a um acto de coragem, de desafio a uma todo poderosa igreja católica quando em 3 de Outubro de 1992; em directo para a televisão, no programa Saturday Night Live; rasgou uma fotografia do Papa João Paulo II.

O acto valeu-lhe massivas críticas em todo o mundo  e quase arrasou com a sua carreira musical, mas as razões que estavam por detrás dele fervem agora por todo o lado: o encobrimento e a protecção de João Paulo II aos escândalos sexuais e de pedofilia que já assolavam a igreja católica nessa altura.
A cantora irlandesa estava trinta anos à frente no tempo.

Mas este rasgar da fotografia papal, tinha um segundo simbolismo que Sinéad carregava há muito consigo. A fotografia era pertença da mãe que durante anos a abusou psicologicamente e fisicamente. 
Foram dois rasgos que ela realizou nesse dia. Com a sua educação católica e com a memória abusiva da mãe.
Não por acaso, Sinéad converte-se ao islão em Outubro de 2018. Mudaria o seu nome para Shuada Davitt. Em 2019, o sobrenome Davitt é alterado para Sadaqat.
Em Janeiro de 2022, o seu filho de 17 anos, Shane Lully, suicida-se após sérios problemas mentais.
Ela própria enfrentava grandes fragilidades mentais.

Profissionalmente mantinha o seu nome de sempre, Sinéad O'Connor.
Morreu hoje com 56 anos.














quarta-feira, 8 de março de 2023

a hipocrisia e o cinismo da igreja no dia mundial da Mulher


A forma como a igreja - tenho dificuldade em escrever esta instituição com o I maiúsculo por não ser merecedora de tal - lida com as mulheres não está na religião, mas no machismo absurdo e ridículo de quem as lidera, outorgando-se como interlocutores privilegiados com Deus, abusando de poderes que não lhes foram conferidos verdadeiramente por ninguém para além deles próprios.

Marginalizam ou impedem a sua participação nas instituições religiosas e suas hierarquias, não as autorizam a conduzir cerimónias e não as consideram como iguais.
A igreja, por definição profundamente patriarcal, relega a mulher para lugares secundários na religião, dita o que vestir, impõem-lhes códigos de conduta e de comportamento, não só religioso mas também social. Consideram-nas seres pecaminosos e subalternas, objectos indutores de desejo e de pecado.
E no entanto elas são alvo de abuso, de predação sexual por parte destes "homens"... de Deus.

Enquanto as mulheres não forem tratadas como iguais na igreja, dificilmente serão tratadas, vistas como iguais na sociedade.
E a igreja falha sistematicamente e consistentemente neste papel. Para esta gente, e depois para a sua larga audiência, Maria Madalena ainda é vista como uma prostituta, que não foi. Na mitologia cristã, Eva foi quem provou o fruto proibido e ainda nasceu de uma costela do homem, Adão. Nem direito a uma origem própria teve. 

Aliás evangelhos como o de Maria Madalena - que apesar de não ser considerada como apóstola, terá sido não só a primeira, mas também desempenhado um papel mais relevante que os "oficialmente" reconhecidos - e da Virgem Maria são considerados apócrifos. 
Ou seja, não são reconhecidos como canónicos. A sua autenticidade é considerada duvidosa ou, de um autor não credível. Que nestes dois casos são... mulheres.















quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

em nome da Igreja, eu arruíno a tua vida


Como se um simples perdão em público chegasse para pôr atrás das costas décadas de abusos,
Como se aqueles que esconderam e omitiram os abusos fossem inocentes,
Como se de facto houvesse sérias consequências para a igreja porque existe a Concordata,
Como se de facto a Igreja seja algum dia seja chamada a indemnizar os traumas provocados em milhares de pessoas e pelas vidas que foram tiradas consequência da sua ignomínia.
Como se de facto milhares de casos reportados se resumissem a um relatório de... vinte páginas!

Eclesiásticos e os seus acólitos políticos. Praga!!




















quarta-feira, 26 de outubro de 2022

vade retro satanas


Bordalo II, no seu melhor, a mostrar a igreja no seu pior.
Ou seja, o abjecto apetite que desde há décadas a igreja tem nutrido pelos mais... novinhos 😠













quarta-feira, 19 de outubro de 2022

atenção, perigo!!!


Diria que quase todos os grandes livros religiosos são perigosos mas a bíblia é demais.
Dizem que é um livro de amor, de paz e sacrifício. Não é.
Não promove a tolerância ou a diversidade religiosa. É um livro fanático, violento e vingativo.
Tipo quem não é por mim é contra mim. Ou acreditas em mim ou estás na merda. Inferno garantido.

Quem pragueja contra o islão e o seu livro sagrado, o Corão, é porque não conhece a Bíblia ou a Torá. Em nome de qualquer um deles muita gente morreu, muita gente sofreu (e sofrerá), muita gente foi ostracizada e discriminada (e continuará a ser).

Pela bíblia, pela imposição que só ela deve ser seguida e que dela vem a última palavra (inclusive no conhecimento e ciência), a Inquisição - durante séculos - matou milhares de pessoas, mandou para as masmorras outros tantos e obrigou a renegar convicções, vontade própria e a levantar falsas denúncias para que também muitos outros pudessem ter uma hipótese de sobrevivência. 
Provocou um atraso no conhecimento científico de séculos.
Sem a ignorar o especial carinho e aptência que a igreja tem demontrado ao longo de décadas... para crianças.

Se a bíblia é melhor que outros livros sagrados? Não. Se é pior? Também não. Mas não é flor que se cheire. É profundamente cínica. A verdade é que também não emana nenhuma santidade saudável. Se é que a palavra santidade seja minimamente saudável.

Sim, propositadamente deixei o budismo para último. Pessoalmente será a religião mais equilibrada (identifico-me com ela), mais tolerante, até porque não depende de um deus etéreo e inatingível. Mas a verdade é que em nome do budismo já foi feita, e continua a ser feita (pensemos na antiga Birmânia no que diz respeito à minoria Rohingya de etnia muçulmana), muita asneira. 

Mas a bíblia, tudo o que a rodeia, os que a interpretaram e os que a interpretam... medo.








terça-feira, 18 de outubro de 2022

foleirices


O omnipresente ámen às merdas que a igreja vai fazendo por aí.
Fala quando não deve e cala-se quando mais devia falar.

Insuportável este gajo. Dasssse!!








terça-feira, 14 de setembro de 2010

os Papas não são santos




Neste artigo do ionline, desfilam uma grande variedade de crimes sexuais cometidos pelo diversos Papas ao longo da história da Igreja, que constam num livro do jornalista peruano Eric Frattini, chamado "Os Papas e o sexo".
Cada um é deles pior que o outro. É como consultar um catálogo de delitos sexuais. Como diria o povo: "venha o diabo e escolha". Incesto, violação, pedófilia e até zoofília, tudo já foi praticado. Inclusivamente Papas que são filhos de Papas(!).

A questão é que os Papas são homens não são santos. E enquanto tal, têm os defeitos e virtudes de qualquer homem.
O problema é que a Igreja Católica e eles próprios assumem-se como modelos, como norteadores de conduta moral e é aqui que falham redondamente e descredibilizam toda uma instituição. Aquilo que já é considerado como comportamento desviante num indíduo dito normal, é escandaloso quando se trata de um Papa.
Depois há ainda a questão do celibato imposto ao clérigo. O que mais uma vez é um enorme potencial factor de falhanço de conduta moral.
Não está natureza do Homem a ausência de estímulos sexuais, a privação de vida sexual, o seu recalcamento. O sexo é considerado uma necessidade básica, um necessidade primária reconhecida pela Organização Mundial de Saúde.
Seria curioso perceber quanto dos membros da Igreja que assumiram os votos de celibato, o fariam verdadeiramente se não fossem forçados a isso. E que alterações tal acto provocaria na sua vida e conduta religiosa.

A detenção do poder e da justiça espiritual, muitas vezes superior ao da dita terrena, se situarem quase acima da justiça igualmente terrena, se movimentarem em esferas secretas e herméticas ao exterior, a alta influência que possuem perante os seus fieis e a capacidade de manipular espiritualmente e instalar temor nos seus crentes, é tentador e fácil para estes homens tornarem-se predadores sexuais.

Desde tempos mais ou menos recuados e tal como agora nos nossos dias, a Igreja tem castigado alguns destes crimes, ignorado muitos e protegido outros. Chegando até, segundo Frattini, ao cumulo de canonizar alguns destes Papas.
Compreende-se o corporativismo noutro tipo de actividades e classes profissionais. Mas não quando se pretende reger a espiritualidade dos Homens.
É uma atitude cínica, que tem perdurado desde sempre numa instituição que pretende e se assume como líder espiritual de milhões de católicos.

Creio que a Igreja falha naquilo que é mais natural, o que é mais óbvio: não permitir que o clero, todo ele, seja aquilo que são, homens. Na sua plenitude.
Se assim fosse, tirando um ou outro pecadito, um pouco mais terrenos e aceitáveis (ambição política e poder económico), a Igreja poderia ser vista efectivamente como uma instituição próxima dos Homens e mais próxima dos seus problemas.
Digna de ser ouvida, de ser seguida e admirada. Numa palavra, credível.



terça-feira, 30 de março de 2010

Igreja - escândalo pedófilo


Se há instituições que ao longo do tempo se têm vindo a descredibilizar, a Igreja Católica é uma delas.
Não só pela óbvia incapacidade em acompanhar o modernismo dos tempos, mas também pelo conservadorismo das suas atitudes (homossexualidade, uso do preservativo, pílula contraceptiva, eutanásia). Não é portanto surpreendente a falta de vocações que a Igreja tem vindo a sentir ultimamente.
Recentemente, mais uma pedrada. 

O escândalo dos padres pedófilos que tem minado a igreja nestes últimos dias, quer na Europa quer nos EUA. E especula-se se em Portugal também já não haverá possíveis casos. Soa a cinismo o pedido de desculpa que o papa Bento XVI fez recentemente através de uma nota pastoral a propósito de abusos a crianças por padres irlandeses. Especialmente pelo aparente silêncio que fez em 1996, enquanto responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, quando soube do caso (entre outros) de crianças surdas abusadas por um padre norte americano.
De uma instituição que supostamente é timoneira em questões morais, condutas e se diz representante de Deus na terra esperava-se mais. Mas na verdade ela não está a desiludir. Tem sido igual a si própria: contradizente, silenciosa e cínica.
"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço", seria o lema que mais se adequa à Igreja Católica.