Mostrar mensagens com a etiqueta Ernest Hemingway. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ernest Hemingway. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

70 anos de O Velho e o Mar


Há pouco mais de nove anos, eu escrevi um conjunto de textos que denominei de os Grandes Cinco.
É um conjunto de cinco de livros que mais marcaram a minha vida, os tais que levaria na minha nave espacial se o mundo acabasse.

Um deles é sem dúvida O Velho e o Mar de Ernest Hemingway. Aqui escrevi sobre este livro tão importante para mim.
Volto a ele porque hoje faz 70 anos que foi publicado. Foi escrito em 1951 e uma ano depois era publicado. Foi a sua última grande obra publicada antes da sua morte, em 1961, por suicídio.

Este livro valer-lhe-ia o premio Pulitzer em 1953 e foi considerada uma das suas obras mais relevantes para o Nobel da Literatura que Hemingway ganharia em 1954.

A fotografia é de um arménio chamado Yousuf Karsh, talvez um dos melhores fotógrafos retratistas de sempre. Tive a oportunidade de ver o seu trabalho há vários anos numa exposição na Gulbenkian. 
Poucas vezes vi uma fotografia de Hemingway que melhor ilustrasse a complexidade do seu temperamento e personalidade.
E de caminho pesquisem o retrato de Winston Churchill. A força, a imponência do seu carácter, que imana deste retrato é impressionante.

Parabéns Hemingway por teres escrito um dos livro mais importantes da minha vida.





terça-feira, 23 de abril de 2013

dia mundial do Livro - Os Grandes Cinco (III)


Os livros podem ser divididos em 2 grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre. 
John Ruskin


Há dois anos quando escrevi pela primeira vez sobre os Grandes Cinco, os cinco grandes livros da minha vida - o primeiro foi dedicado ao Contacto e o segundo ao Processo - afirmei que o Velho e o Mar era O Livro. Que era primus inter pares.
E é. Usualmente digo que é através de obras como O Velho e Mar que a humanidade se redime dos seus pecados, da sua face negra.

Quando pego nele, pego sempre com cuidado, com reverência, com adoração.
Não o costumo reler frequentemente, porque gosto sempre de me espantar com a sua magia.
Não é que ele a perca por ser lido várias vezes, eu sei que não a perderá, jamais a perderá, mas tenho medo de me habituar a ela, de a vulgarizar pela frequência, de deixar de me espantar e emocionar por ela.
É como uma música que ouvimos até à exaustão e um dia esquecemos que ela existe. Passa a pertencer ao passado.
Não quero que isso aconteça com O Velho e Mar. Quero que ele se eternize.

Há algo neste livro que me faz sentir carinho por ele, de sentir que ele me pertence.
Amo o velho (Santiago) e amo o peixe de um tamanho fora do comum. 
Amo a extenuante e longa luta deles pelas suas próprias sobrevivências, a determinação de ambos em o conseguir. A do peixe em fugir, a do velho em o apanhar. 

Amo o profundo e genuíno respeito e a admiração que o velho tem ao peixe. Emociono-me com o monólogo do velho com ele durante os vários dias, na solidão do barco e do oceano, que ele se defronta com o peixe e depois como o tenta proteger, quando ele finalmente o apanha, de um ataque de tubarões.
São dignos um do outro. São duas forças da natureza.

O Velho e o Mar está cheio de poesia, de amor, de emoção. De magia.