Mostrar mensagens com a etiqueta para ti. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta para ti. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de junho de 2017

17


Alma Minha Gentil, que te Partiste

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.


Luís de Camões, Sonetos



domingo, 5 de junho de 2016

16





pequeno fósforo

pequeno fósforo
tempo tão breve ardido
luz de pele suave,

gentil sonho apagado
pelo deus errado foste escolhido
roubado a quem o acendeu.

belo, único que eras
folha de um ramo caído
quebrado em dois.

minha memória feliz
por nada não teres sido
no breve sim que foste

fósforo de clarão quente
suspenso em tempo perdido
paragem dos dias sem contar


Inkheart


sexta-feira, 5 de junho de 2015

15



Soneto a Ti

vai tempo ao tempo em que nasceu
o teu corpo, era corpo meu
tudo o que eras e que não sou
tudo o que tinha e logo voou

longo vai o tempo que passa
tão perdido e sem graça
o aroma da tua pele alva
da dor a minha alma salva

um dia meu conto de fadas
aos meu braços regressas
recuperar horas não passadas

muitos risos, muita festa
quinze velas não sopradas
teu rosto é o que me resta

Inkheart







quinta-feira, 5 de junho de 2014

14


Que as nuvens se unam para formar um manto protector à tua volta e as estrelas se juntem para fazerem uma suave almofada forrada de sonhos bonitos.
Dorme bem meu pequeno príncipe.

<3





quarta-feira, 5 de junho de 2013

13


a ti :)





O tema original é de António Variações, mas pessoalmente tenho uma clara preferência por esta versão dos Três Tristes Tigres. 


terça-feira, 5 de junho de 2012

12


Para ti que não embalei, uma canção de embalar, meu capitão da areia e pirata de alto mar.
:*




sexta-feira, 16 de julho de 2010

dói muito ;(


Quando a dor seca a alma e o vazio a inunda.


Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do monte
A planície é um brasido e, toruradas,
As árvore sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água.


Florbela Espanca
(08.12.1894 - 08.12.1930)