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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

série "vencedores" - selecção feminina de futebol






Torço mais por elas do que por eles, e sou capaz de ter mais paciência, e vontade, de ver um jogo de futebol na televisão, delas do que deles. 
Por isso foi com satisfação que soube que ontem que, pela primeira vez, a selecção feminina de futebol tinha passado à fase final do Mundial de Futebol. Inédito!

Diana Gomes e Carole Costa fizeram o 1-0 e o 2-1 (de penalti por mão na bola da adversária), resultado final do jogo de apuramento com as camaronesas.

As portuguesas escolhidas por Francisco Neto para este jogo histórico foram:
Patrícia Morais, Ana Borges, Diana Gomes, Carole Costa, Catarina Amado (Joana Marchão, 59), Dolores Silva (Ana Capeta, 90+5), Andreia Norton (Fátima Pinto, 71), Tatiana Pinto, Kika Nazareth (Andreia Jacinto, 71), Jéssica Silva e Diana Silva. 

O Mundial realiza-se na Nova Zelândia e Austrália entre os dias 20 de Julho a 20 de Agosto deste ano.
No nosso grupo, E, estão os Estados Unidos, Vietname e Países Baixos.

Agora é esperar que as televisões e os cabos dêm visibilidade aos jogos femininos, campeonato mundial e não só. Porque os masculinos são de uma seca e boçalidade tremenda. Selecção nacional incluída.










terça-feira, 10 de janeiro de 2023

foleirices


Não sou adepto de Ronaldo e desagrada-me que use e fale no número 7 até à exaustão. Ao contrário de Ronaldo, gosto mesmo deste número e ele deve ser preservado e não vulgarizado.

A machadada final, na pouca admiração que tenho por este jogador de futebol, foi a caricata pretensão de querer assumir a autoria do golo marcado por Bruno Fernandes, por a bola ter-lhe tocado no... cabelo. Verdadeiramente patético. Demonstrou que não lhe interessa o colectivo, a equipa, mas sim o ego.

Que ele vá atrás de centenas de milhões para a Arábia Saudita, é-me indiferente. Agora se de facto se tornar embaixador deste país para o mundial de Futebol de 2030, tal incomoda-me.
Não por concorrer contra a candidatura conjunta de Portugal e Espanha, esta candidatura é-me completamente irrelevante, mas sim por advogar um evento mundial num país que, tal como o Qatar, não respeita os direitos humanos, os direitos das mulheres, dos trabalhadores e com um regime totalitário. 
Isto, para um jogador de futebol, principalmente com o estatuto de Ronaldo, é descer muito baixo.

Neste momento, em que dificilmente acabará carreira com dignidade, a única coisa que lhe interessa é apenas ganhar muito, muito, muito, dinheiro. O que é muito pouco.














domingo, 18 de dezembro de 2022

em altura de Qatar 2022 (que acaba hoje)


Qatar 2022 acaba hoje.
Um mundial polémico, cheio de corrupção, desrespeito pela vida e pelos direitos humanos, pela supressão da liberdade de expressão. Onde o dinheiro, as multinacionais e os lucros falaram mais alto que a vida humana e onde o ego de um falou mais alto que o colectivo de onze.
Pelos nossos governantes que a pretexto de apoiar a selecção nacional, e subservientemente, validaram com a sua presença regimes autoritários. E como o Presidente da República que cinicamente, e de forma tipicamente muito idiota, foi dar lições de moral em casa dos outros quando ignora o que se passa no seu quintal.

Eis políticos e futebol a mostrar a sua mais verdadeira face: a merdosa.















sábado, 3 de dezembro de 2022

série vencedores - Stéphanie Frappart, Neuza Back e Karen Diaz


Tradicionalmente é um mundo de homens. O futebol nunca foi muito acessível para as mulheres.
Só nos últimos anos é que o futebol feminino começou a aparecer no espaço mediático.Quer pelos sucessos desportivos quer pelas (muito justas) reivindicações de maior cobertura dos seus jogos e salários equivalentes aos seu congéneres masculinos.

Não só as jogadoras têm surgido mas também ao nível da arbitragem. Várias mulheres já apareceram não só em jogos de futebol feminino como masculino mas ontem fez-se (mesmo) história no futebol.
Pela primeira vez, num campeonato mundial de futebol masculino, que se realiza desde 1930, uma equipa totalmente feminina arbitrou um jogo de futebol: o Costa Rica - Alemanha do Grupo E.
Esta conquista dá-se num dos países do mundo onde os direitos das mulheres são mais negligenciados e até negados. O Qatar exige autorização prévia masculina para toda e qualquer actividade que pretendam exercer ou participar.

Para a história do futebol e para a história da luta pela igualdade das mulheres aqui ficam os seus nomes: a francesa Stéphanie Frappart (árbitra principal), a brasileira Neuza Back (auxiliar) e a mexicana Karen Díaz (auxiliar).
Aconteceu no dia 01 de Dezembro de 2022, no estádio Al Bayt, Mundial de Futebol Qatar 2022.

Mencionar ainda a presença de outras duas mulheres neste mundial: Salima Mukansanga (Ruanda) e Yoshimi Yamashita (Japão).

💪💪💪













sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

em altura de Qatar 2022


O que de facto importa. 
Acima de direitos humanos ou de vidas escravizadas e perdidas.
Gás (que o ocidente anda negociar) e mais de duas dezenas de caças franceses Rafale vendidos ao Qatar a troco da influência francesa para atribuição da organização do mundial deste ano.

Euros, dólares e petróleo. A santíssima trindade que tudo rege e que tudo secundariza. 
Até vidas.













quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

ganância e patetice


Não tenho uma particular admiração por Ronaldo, nem por Messi, o que não impede que seja tudo o que disserem sobre ele como futebolista.
Contudo, não justifica a ganância de querer, a todo o custo, igualar a marca de 9 golos de Eusébio em campeonatos do mundo, ao ponto de reivindicar e festejar exuberantemente um golo que não marcou. Diz o futebolista nacional que lhe tocou no cabelo. O gesto que usou para ilustrar essa afirmação ficou famoso.

As imagens mostram que a cabeça de Ronaldo não mudou a trajectória da bola. Mesmo assim, a Fifa e a Adidas já vieram cabalmente demonstrar que o golo não é de Ronaldo mas sim de Bruno Fernandes. O sensor no interior da bola não acusou nenhuma pressão sobre a mesma.

Quando Ronaldo celebrou um golo que sabia perfeitamente não tinha marcado, fê-lo num acto de puro egoísmo. Não pensou na selecção, não pensou no objectivo de passar à fase seguinte, não pensou em companheirismo. Pensou pateticamente que tinha atingido a mesma marca de Eusébio. Pensou num recorde pessoal. Por muito que iguale ou ultrapasse Eusébio, genuinamente nunca conseguirá. Eusébio marcou 9 golos num só campeonato, sem ter uma equipa a facilitar-lhe a vida, sem pensar que estava marcar esses mesmos golos. Eusébio fê-lo de coração. Se Ronaldo conseguir esse objectivo, esse recorde, precisará de 5 campeonatos, vinte anos acumulados, enquanto que Eusébio o fez num único campeonato.

A idiota pretensão de Ronaldo ter marcado com o cabelo, fez antigo jogador inglês Chris Sutton chamar-lhe o Cabelo de Deus. A internet, fabulosa como sempre, já veio dizer que sim, que foi o cabelo de um dos maiores egos da história do futebol que marcou o golo.












terça-feira, 27 de dezembro de 2016

série "vencedores" - Fernando Santos





Fernando Santos, o treinador da selecção nacional de futebol, foi eleito o melhor seleccionador do mundo.
Aos seus pés ficaram treinadores com nomes bem conhecidos da praça futebolística como Joachim Low, o seleccionador da Alemanha, Didier Deschamps da França e Antonio Conte da Itália.

O treinador da selecção da muito surpreendente, e divertida também, selecção islandesa, o sueco Lars Lagerbeck, ficou em segundo numa escolha que lhe rendeu 71 pontos contra os 199 do engenheiro electrotécnico do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa.

Em Julho deste ano, Fernando Santos, levou a selecção nacional, pela primeira vez, a ganhar um campeonato europeu de futebol.

Muito bem 👍


terça-feira, 29 de junho de 2010

naufrágio I

Convenhamos que foi merecido e justo.

Ao sermos eliminados nos oitavos de final mostrámos ao mundo e a nós próprios qual o nosso exacto e real valor do nosso futebol.
E provámos que...
...não somos a terceira melhor selecção do mundo.
...o Ronaldo não é o melhor do mundo.
...fomos uma selecção sem ambição, passiva e sem vontade de ganhar.
...o jogo com a Coreia do Norte foi atípico e os sete golos marcados foi uma vez sem exemplo.
...o segundo e quarto lugar obtidos no Europeu de 2004 e Mundial de 2006 foram excepcionais.
...o terceiro lugar no Mundial de 1966 na Inglaterra foi um sonho.

Mas não se resume ao que foi provado. As atitudes de Queiroz foram no mínimo tristes.
As queixas referentes à protecção do ombro de Drogba que podiam por a integridade física dos jogadores portugueses em causa foram absurdas.
A estranheza de só terem sido nomeados árbitros sul americanos para arbitrar os jogos de Portugal é ridículo. Principalmente porque nenhuma das arbitragens prejudicou claramente a selecção nacional.

Permanece obscura qual foi a origem da lesão de Nani e o porquê da sua saída da selecção.
Mas foi bem claro o significado das palavras de Deco após o final do jogo com a Costa do Marfim ao questionar as opções técnicas de Carlos Queiroz.
Apesar de Deco se ter retratado das afirmações, os restantes jogos efectuados, particularmente este último com a Espanha, dar-lhe-iam razão.

Resta agora torcer pelo Brasil e esperar que Madaíl e Queiroz deixem rapidamente os seus lugares livres.