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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

os portugueses e o Facebook



Em finais do ano passado um estudo realizado pela Netsonda estimava que o Facebook já tinha quase cerca de 3 milhões de utilizadores portugueses.

O perfil traçado dos portugueses relativamente ao FB em finais de 2010, concluía cerca de 78% desses utilizadores estão sempre ligados ou ligam-se uma vez por dia e 58% está ligado pelo menos uma hora por dia.
Relativamente a páginas de grupos, são as causas sociais que mais atraem os "facebookers" portugueses com cerca de 72%.
O acesso ao Facebook via telemóvel representa pouco mais de 21% e são as mulheres que em média despendem mais tempo ligadas a esta rede social.

As principais conclusões desse estudo podem ser lidas aqui.
Quanto a mim, posso dizer que estou perfeitamente enquadrado nos valores médios apresentados. Uffff!!! ;)

Entretanto, o Cityville tornou-se a aplicação mais utilizada do Facebook com pouco mais de 84 milhões de utilizadores activos, ultrapassando pela primeira vez o Farmville que tinha atingido um pico de cerca de 83.7 milhões em Março de 2010.
Ou seja nesta matéria... já estou desactualizado! :D

domingo, 14 de novembro de 2010

Grande Ecrã - A Rede Social

A Rede Social não é um filme sobre o Facebook. É mais interessante que isso.
É um filme que responde a duas perguntas: Como surge o Facebook? E porquê?
E a resposta é dada logo nos primeiros minutos do filme. O diálogo de entrada com a namorada é fantástica. É ágil, é incisivo, exige atenção de quem vê e no imediato caracteriza muito bem a personagem Mark Zuckerberg.
Inteligente, acutilante, desconcertantemente rápido de raciocínio colocando problemas a quem dialoga com ele e o mais importante, alguém que tem dificuldades de integração na vida social mas que deseja ser socialmente aceite pela comunidade universitária, que o rejeita.

No final deste diálogo, a namorada rompe com ele e percebe-se que este é o motivo decisivo para o germinar do Facebook, uma rede social virtual.
Algo que permite a socialização de pessoas sem que não se tenha que levantar da cadeira, vestir um casaco, sair de casa e ir ter com os amigos.
É um clube social concebido por nós e à nossa medida. Onde os membros social são escolhidos e/ou aceites por nós com base nos seus perfis de interesses.
Ou seja, exactamente aquilo que Mark Zuckerberg precisa.

A partir daqui desenrola-se todas as consequências, universais, que rodeiam a criação de algo excepcional e absurdamente lucrativo: ganância, oportunismo, traição e perda de amigos (no caso de Zuckerberg, o único que tinha - Eduardo Saverin).

A realização de David Fincher é igual ao diálogo de abertura. Rápida, viva e interessante. Bem apoiada em excelentes diálogos (talvez a melhor componente do filme).
Consegue imprimir um ritmo de acção a algo etéreo como um filme que se debruça sobre como surge uma rede social virtual.
O outro trunfo do filme é o actor Jesse Eisenberg, completamente credível no papel de Mark Zuckerberg.
Mostra-nos um geek genial, imaturo, incapaz de socializar, um pouco alheado do mundo real, rosto fechado e pouco sorridente - raras vezes o vemos a sorrir ao longo do filme.
Alguém que caminha à frente dos outros e que vê ainda mais à frente.
Exactamente o perfil que esperávamos do criador do Facebook.