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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

na face é mais sentido


Talvez não haja beijo mais puro que um beijo na face.
Não tem o erotismo do beijo nos lábios, nem procura o excesso das línguas que dançam quando se encontram.
Não é espartano como o beijo na testa, nem possui a formalidade distante de um beijo na mão.
É o mais romântico deles todos.

Mas também tem que se lhe diga. Não é aquele beijo de rotina que se dá na cara, do cumprimento, de um olá ou de um adeus.
É o beijo na face. Mas sentido. Sente-se nele o calor prolongado do carinho dos lábios que transmitem à nossa pele. 
É um beijo que não se afunda na face, nem apenas a aflora. Não é efémero, nem se agarra ao rosto como uma lapa à rocha. Tem a pressão e a duração perfeita.

Há uma intenção declarada nele. Só se dá na face certa. Aquela face. Naquele momento.
É um beijo que marca indelevelmente mas sem no entanto deixar marcas visíveis em quem o recebe.

Não é um beijo desinteressado, é um beijo dedicado. Não tem segundas nem terceiras intenções. Só primeiras.
Quem dá e quem recebe fá-lo de olhos fechados. É para ser saboreado. Não é dado para ser visto ou, friamente recebe-lo enquanto distraidamente se vai olhando para todos os lados.

Este beijo perfeito sela momentos, eterniza na memória o instante em que o recebemos. É um contrato que honra as duas partes.

Podemos dizer com ele o que a alma quer, mas é também e subtilmente um beijo de agradecimento.
Um simples mas sentido "muito obrigado", um reconhecido "obrigado por tudo que me dás", o beijo de adeus mas "não me vou embora, estarei sempre aqui", o beijo doce e sincero do "gosto muito de ti", o beijo do "ainda bem que estás aqui comigo" e o sempre desejado "por tudo o que és para mim".

É um tipo de beijo que se dá no secretismo da solidão, na companhia de uma paisagem, no conforto de um quarto no fim da cumplicidade a dois.
Este beijo que não sabemos que o vamos dar na face de alguém até ao momento em o damos, ou que nos apanha de surpresa quando nós o recebemos, é uma raridade. 




sexta-feira, 13 de abril de 2012

dia internacional do beijo


Um beijo é um segredo que se diz na boca e não no ouvido
Jean Rostand


Para mim há poucas coisas mais delicadas no mundo da arte, que não a música, do que uma escultura em mármore branco.

Para ilustrar o dia internacional do beijo, estava indeciso entre duas esculturas em mármore alvo: o Beijo de Auguste Rodin ou Eros e Psique de Antonio Canova.

Gosto muito mais do que se imagina, do que aquilo que se mostra e assim, sendo fã incondicional de Rodin, escolho a escultura do italiano Canova, Eros e Psique que descreve um episódio repleto de ciúmes e amor da mitologia grega.

E ao contrário de o Beijo de Rodin onde este se concretiza, na estátua de Canova o beijo não chega a acontecer, mas sabemos de certeza absoluta que vai acontecer. 
Canova liberta a nossa imaginação e deixa para nós a concretização do acontecimento.

Ele é antecedido pelo toque dos olhares, pela postura dos corpos e pela entrega dos braços.
Não se vê o beijo nesta escultura, mas sente-se a sua proximidade, o seu suave calor, o toque de veludo que está prestes a acontecer.
Não carrega o fogo crepitante dos amantes, mas tem a doce gentileza dos enamorados.




quarta-feira, 13 de abril de 2011

dia internacional do beijo


Dizem que para dar um beijo são necessários cerca de 29 músculos e que faz aumentar a tensão arterial, aumentar a temperatura da pele, combate a depressão, faz bem à autoestima e pode envolver três sentidos: olfacto, sabor e tacto.
Consta também que ajuda a queimar 12 calorias. Mas isso já deve depender acima de tudo do número de séries e de repetições que se fazem ;).

E quando se dá um beijo daqueles... um bate-chapas, parece que podem andar a saltitar de um lado para o outro cerca de 250 000 bactérias!!!

Se quisermos ser finos e eruditos, em vez de um beijo, podemos dar um ósculo e para quem não sabe, a filematologia é a ciência que estuda o beijo e que este por sua vez deriva do latim basium ou basiare.
Mas esta é a parte chata da coisa!