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terça-feira, 2 de novembro de 2021

Prémio Camões 2021 - Paulina Chiziane


"Eu vim do chão"

"Ainda preciso de comprar champanhe, quando o dinheiro chegar"


A 20 de Outubro, era anunciado o vencedor do prémio literário Camões de 2021: a escritora moçambicana Paulina Chiziane.
Nascida em Manjacaze, Moçambique, em 1955, e correntemente a viver e trabalhar na Zambézia, a escritora conta com cerca de dez livros publicados onde a condição e a emancipação feminina é frequentemente abordada.
O seu primeiro livro publicado em 1990, Balada de Amor ao Vento, seria também o primeiro livro publicado por uma mulher moçambicana.

Não é uma ilustre desconhecida entre nós. Em 2003 vê o seu livro Niketche: Uma História de Poligamia, subir aos palcos portugueses e em 2014 seria agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique pelas mãos do então presidente português, Cavaco Silva.
É a terceira vez que um autor moçambicano foi galardoado com o Prémio Camões. Anteriormente tinha sido José Craveirinha em 1991 e Mia Couto em 2013.
Em Portugal está editada pela Caminho.

Se temos a oportunidade de conhecer o seu pensamento por intermédio da palavra escrita dos seus livros, a personalidade da vencedora do Prémio Camões é maravilhosamente percebida pela palavra oral desta curta entrevista após ter tido conhecimento que tinha ganho o prémio Camões
A humildade de Paulina Chiziane é avassaladora.










quinta-feira, 3 de junho de 2010

Prémio Camões 2010 - Ferreira Gullar

O Prémio Camões é o mais importante prémio literário na área da lusofonia e é atribuído anualmente a um escritor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra.
Foi instituído pelos governos do Brasil e Portugal em 22 de Junho de 1988, sendo atribuído pela primeira vez em 1989. Tem o valor de cem mil euros repartidos igualmente pelos dois países.
Miguel Torga foi o primeiro escritor a ganhar o Prémio Camões no ano de 1989.

Este ano, 2010, o vencedor foi Ferreira Gullar, pseudónimo de José Ribamar Ferreira.
Brasileiro nascido a 10 de Setembro de 1930, é um escritor versátil, uma vez que é poeta, tradutor, ensaísta, tradutor e até biógrafo e crítico de arte.
Esteve no exílio por motivos políticos no período de 1971 a 1977 nas cidades de Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires.

É aquele tipo de pessoa que tal como Einstein, trás esperança a quem não segue tradicionalmente o percurso de bom estudante que todos os paizinhos aconselham os seus filhos a ter: rebelde, fugiu da escola durante a adolescência e devido a erros de gramática nos seus primeiros contos fê-lo ser penalizado num concurso em que entrou.
O seu primeiro livro "um pouco acima do chão", editado em 1949 foi pago pelo próprio escritor.
Foi proposto para Prémio Nobel da Literatura em 2002 tendo perdido para o escritor húngaro Imre Kertész.

Como disse o escritor moçambicano Mia Couto à agência Lusa ao tomar conhecimento da atribuição deste prémio a Ferreira Gullar, " o fulano não é muito conhecido, mas merece ser muito reconhecido".


link para a página oficial de Ferreira Gullar

http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar/