Mostrar mensagens com a etiqueta Tchaikovsky. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tchaikovsky. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

entra o Sr Inverno (solstício de inverno)


Para o muitos é a estação que fecha o ciclo, a estação que precede a abundância e a prosperidade.
Pessoalmente, depois do Outono, é a estação mais bonita do ano. 
É a antecâmara para a entrada a metade do ano, (Primavera e Verão) particularmente difíceis para mim: excesso de luz, de sol, calor, exuberância, inquietação, para as conversas vazias de significado, pessoas e mais pessoas em todo o lado.

O entrar do Inverno, significa que entro nos últimos três meses de paz, sossego, da tranquilidade, do silêncio, da chuva que cai, do conforto dos polares e dos cangurus, do vento que tanto nos acaricia como nos pode fazer desiquilibrar, das corridinhas para fugir à chuva, da predisposição para a leitura, para a música.












domingo, 1 de outubro de 2023

2:27 (dia mundial da música)


O que diz o teu compositor favorito sobre ti. 
Indo à procura de Tchaikovsky e descobrir o que ele diz sobre mim... 2:27













quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial da Música


O Dia Mundial da Música tem sempre um gostinho muito especial para mim.

Não há nenhuma outra actividade humana que seja tão transversal a civilizações, culturas e sociedades.
Das sete artes, a música é a primeira delas. Não é por acaso certamente.

É a segunda vez que recorro a Tchaikovsky para ilustrar o dia mundial da Música. A primeira foi em 2011.
O escolhido foi o Concerto Nº1 para piano e orquestra, e agora é também um Concerto Nº1 mas desta vez para violino e orquestra.

Todos os instrumentos têm uma enorme expressividade e personalidade, mas há dois instrumentos que para mim são superlativos em expressividade: o piano e o violino. Os dois concertos que mencionei agora, são exemplares perfeito daquilo que um violino é capaz.
Ele chora, mostra a sua dor, ou arrasta-se num lamento inaudível de que tem um segredo para contar mas não pode fazer. Consegue amar e demonstrar uma alegria. Ora explode de energia ou de raiva. Pode ser inquieto e nervoso.
É certo que qualquer instrumento é capaz disso mas o violino (tal como o piano) é fá-lo de uma maneira (quase) inigualável.

Para gostar de uma música, seja ela clássica ou jazz - as minhas grandes paixões musicais - tem que me fazer voar.
Tem que me levar para lugares bonitos, tranquilos, cheios de paz. Tem que me fazer pairar longamente sobre eles, mesmo que seja durante uns curtos instantes. Sejam eles verdadeiros ou criados por mim. E tem que fazer-me fechar os olhos, respirar fundo e fechar as janelas da alma ao mundo exterior.

Este concerto consegue isto tudo sublimemente. Durante algum tempo e talvez até aos dias de hoje vivo um dilema de concertos para violinos, os dois são número um.

O de Tchaikovsky ou outro igualmente maravilhoso que é o de Mendelssohn. A escolha de gostar mais do russo do que do germânico foi sempre e ainda hoje é, um pouco subjectiva.
Mas como considero a obra de Pyotr Tchaikovsky superior e também o conheço há mais tempo que Felix Mendelssohn ... está a escolha feita.

Provavelmente passarão algumas pessoas por este post e a maioria até lê, até pode pensar que o seu conteúdo tem alguma piada, mas passa ao lado do que é verdadeiramente importante: ouvir o Concerto.
Se conhecem certamente que o irão ouvir. Se não conhecerem ou não forem apreciadores de música clássica, concedam uma oportunidade a vocês próprios antes de começarem a fugir como o diabo da cruz. Oiçam pelo menos os, literalmente, primeiros minutos dele, se não gostarem, ficam a perder. Se gostarem, fiquem mais um pouco, oiçam-no e depois comprem-no ;)

Fechem os olhos e imaginem boas recordações e coisas bonitas para vocês. Vai valer a pena 😉






sábado, 1 de outubro de 2011

uma música para o fim de semana no dia mundial da Música - Tchaikovsky


Não consigo ter ideia do vazio que seria a minha vida sem música.
Ouvi a música da moda nos tempos de liceu quando os amores são de vida ou de morte, fiz o décimo segundo ano quando a incerteza ainda domina sobre o queremos ser no futuro a ouvir a música da Antena 2, fiz a faculdade quando parecia que era mais fácil entrar do que sair, a ouvir a música que a Gulbenkian tinha para me oferecer e agora que me tornei naquilo que a minha natureza não é, oiço a música que compro no carro, no meu computador e em minha casa.

Não sei exactamente quando o Concerto nº 1 para Piano e Orquestra de Tchaikovsky entra na minha vida, talvez entre a música da moda e a Antena 2, mas sei que em finais da década de 80 já era uma das músicas mais importantes da minha vida e mantém-se até aos dias de hoje.
É um concerto cheio de sentimento, força, doçura e emoção.

Lembro que quando as coisas corriam mal para os meus lados fechava as luzes do quarto, sentava-me no chão em frente à minha aparelhagenzita - a Lucrécia :) - punha a cassete da Deutsch Grammophon com o Concerto a tocar, fechava os olhos e imaginava a música a sair das colunas, a passarem pelo meu corpo para depois encherem o quarto numa acolhedora sopa desordenada de notas musicas.
Esta imagem ajudava a acalmar os meus tormentos da altura.

Hoje em dia este concerto ainda tem um peso grande na minha vida, é uma das grandes referências minhas na música clássica.
Ainda fecho os olhos para o ouvir, mas já não me sento no chão. Agora deito-me no sofá e em vez da velha cassete (que ainda existe) é um cd, mas continuo a ser fiel à etiqueta e ao seu maestro: Deutsch Grammophon e Herbert von Karajan.

É a minha escolha para o dia de hoje, o Dia Mundial da Música e para o fim de semana que o celebra.


O Concerto nº1 para Piano e Orquestra tem 3 andamentos. Este é o primeiro dos três. 
Dirigido pelo mítico Karajan, claro.