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sábado, 2 de janeiro de 2016

uma música para o fim de semana - Madredeus


Não acredito no futuro. É tentador acreditar que ele não existe.
Acredito no passado e no presente, nem tanto no futuro.

O Ano Novo é propicio a planos, a desejos para o futuro. São trezentas e sessenta e seis - 2016 é um ano bissexto - oportunidades novinhas em folha, apregoa-se. É possível.

O futuro muitas vezes me trouxe raiva e muita revolta.
Os Madredeus em Oxalá, do Álbum Euforia de 2002, numa altura em que Teresa Salgueiro ainda era a rainha deles, acreditam nele e até têm expectativas para ele. Têm sorte.
Mas ao ler e ouvir a letra da primeira música para o fim de semana deste ano, e ao contrário do escrevi no primeiro parágrafo deste texto, é quase tentador, pensar que ele exista e esperar que seja no mínimo... decente. O que quer que isso seja.


Bom fim de semana e um bonito ano de 2016 :)




Oxalá, me passe a dor de cabeça, oxalá 
Oxalá, o passo não me esmoreça; 

 Oxalá, o Carnaval aconteça, oxalá, 
Oxalá, o povo nunca se esqueça; 

 Oxalá, eu não ande sem cuidado, 
Oxalá eu não passe um mau bocado; 
Oxalá, eu não faça tudo à pressa, 
Oxalá, meu futuro aconteça 

Oxalá, que a vida me corra bem, oxalá 
Oxalá, que a tua vida também; 

Oxalá, o Carnaval aconteça, oxalá 
Oxalá, o povo nunca se esqueça; 

 Oxalá, o tempo passe, hora a hora, 
Oxalá, que ninguém se vá embora, 
Oxalá, se aproxime o Carnaval, 
Oxalá, tudo corra, menos mal


sábado, 29 de outubro de 2011

uma música para o fim de semana - Madredeus



Gosto muito de GNR, gosto muito de Xutos & Pontapés, gosto muito de Sétima Legião, mas quanto a Madredeus eu tenho uma paixão.

E essa paixão deve-se para além dos arranjos musicais de Pedro Ayres de Magalhães, um dos mentores do grupo, mas acima de tudo deve-se à voz de Teresa Salgueiro. Ela é os Madredeus.
Quando em Novembro de 2007, anuncia a sua saída dos Madredeus, para mim foi igualmente o anúncio do seu fim.

Pedro Ayres de Magalhães tenta dar a volta à situação e cria a Banda Cósmica. Os músicos são os mesmos mas tem novas vozes femininas. Mas em 2010 esta formação vê os seus dias terminar.
Hoje em dia, Pedro Ayres de Magalhães tenta trazer de novo os Madredeus à ribalta, mas mais uma vez sem a voz de Teresa Salgueiro certamente que lhes faltará a sua verdadeira essência, a sua verdadeira natureza.

Há n canções dos Madredeus que poderia escolher para este fim de semana mas opto com facilidade por Haja o que Houver. 
É um tema extraordinário. Tem tudo aquilo que gosto nos Madredeus: a beleza e a candura da voz de Teresa Salgueiro e a delicada sonoridade dos instrumentos tocados.

É uma letra que acredita em regressos, no voltar. Aqueles cujos finos e invisíveis fios de prata une não estarão verdadeiramente separados e que o destino, a união, se cumprirá. 
Haja o que houver.