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domingo, 10 de agosto de 2025

Agosto

O encontro "casual" dos dois saxofonistas, soa mal logo no início. Grandes músicos mas péssimos actores.
Gosto muito de ouvir dois saxofones à "desgarrada". Paul Desmond e Gerry Mulligan fazem-no maravilhosamente bem no álbum Two of a Mind, lançado no longínquo ano 1962.
Além de serem saxofonistas de eleição, cada um toque saxofones bem distintos: o primeiro, toca alto, o segundo, barítono. Consequência, o diálogo entre os dois é fenomenal, rico e cheio. Atraente e ouvir 

Ben Wendel e Mark Turner, neste tema dedicado ao mês de Agosto, tocam tenores.
Franzi o sobrolho. Há um álbum grandioso onde dois lendários tenores tocam juntos: Sonny Rollins e Sonny Stitt.
O álbum é liderado por outro épico sopro, o trompete de Dizzy Gilespie. O nome é dedicado aos dois Sonny, chama-se Sonny Side Up

Nenhum dos músicos que lideram este dueto de Agosto, se tornará lendário, nem o seu diálogo entre tenores.
O tema dura cerca de 6 longos minutos. A abertura não cativa e o desenvolvimento do tema carece de algum carisma e variedade. Os tenores parecem demasiado restringidos, contidos, sempre no mesmo registo. Pouco explorados.











sábado, 26 de julho de 2025

uma música para o fim de semana - Julho (Ben Wendel)


Curioso. Ouvir este dueto entre guitarra (Julian Lage) e fagote (Ben Wendel) transporta-me para vários meses do ano excepto os veranis. Particularmente, Julho.
Óbvio que estou a presumir que a música que se ouve em determinado mês retrata a personalidade desse mês. É também muito possível que tal assunção não terá necessariamente que ser a correcta. Ainda assim vou correr o risco.

Julho é o mês da cerveja gelada, das conversas em tom alto e entusiasmado em restaurantes e esplanadas de praia. As conversas começam e não são acabadas e os temas das sucedem-se ao mesmo ritmo das imperiais.
Dito isto, Julho, é uma conversa pensada, harmoniosa e orgânica, com um propósito e um fim. Nenhum se sobrepõe ao outro. É portanto agradável de se ouvir.
Ou seja nada que se possa remotamente, associar a um mês plenamente estival. Apontaria para um Setembro ou Outubro. Para Julho, é de facto excelente. Um prazer de ouvir.

E de caminho fica como uma (excelente) música para o fim de semanas.

Bom fim de semana 😉🎷🎵










sexta-feira, 6 de junho de 2025

uma música para o fim de semana - Junho (Ben Wendel)

Não conheço os duetos que os próximos meses trazem, mas este de Junho é uma delícia.
A voz de Luciana Souza ganha, pessoalmente e certamente não por acaso, o palco sonoro e o protagonismo deste tema.
Ben Wendel materializa, e acompanha, a voz da cantora brasileira no seu saxofone de uma forma perfeita.
Ouvir este tema é uma delícia. É como querer repetir um pouco mais uma refeição que se revelou mais saborosa do que esperávamos.
De caminho fica como sugestão para uma música para o fim de semana

Bom fim de semana 😉 🎷








sábado, 3 de maio de 2025

Maio


Há um bom motivo para gostar do tema que o saxofonista Ben Wendel dedicou a Maio: aparece um gato 😉
O saxofone lidera o tema e o piano está fantástico a acompanhar, ora dando a mão ao saxofone, ora recebendo a mão do saxofone. Grande ligação entre os dois instrumentos.

Maio é um mês descontraído, ligeiro. Não carrega o fardo pesado do verão, das temperaturas elevadas e sufocantes. Ben Wendel consegue passar a personalidade deste mês de uma forma excelente.








quinta-feira, 3 de abril de 2025

Abril


É curioso este dueto. Pessoalmente, bate certo com o mês a que se dedica. Ambos são pouco apelativos, pouco atraentes e bastante monótonos. Falta quer a um, Ben Wendel, e a outro, Eric Harland, um assomo de genialidade. 
Especialmente do segundo, quem eu conheço bastante bem por ter vários álbuns onde ele participa.
O saxofone é excessivamente seco de Ben, deu-me vontade de ir beber uma cervejinha, e a bateria de Eric, bem melhor que o saxofone, dá mais alento ao tema, mais energia, mas não arrebata.
Repito, ambos estão alinhados com o mês a que é dedicado este tema.







quarta-feira, 5 de março de 2025

Março


Tenho um sério problema com Março, mas não tão sério quanto Agosto, começa a primavera.
Mas o maior problema de começar a primavera, é que acaba o Inverno.

Em termos práticos, com Março inicia-se um período de seis meses cujas estações odeio mas por diferentes motivos.
A primavera porque é a ante-câmara da chegada do verão, e o próprio verão porque é uma estação que odeio sem restrições. Não vejo nada de positivo nesta estação. Zero!
Mas estamos em Março, ainda vivemos, e apreciemos tal, as últimas semanas do Inverno.

Março traz-nos o saxofonista Ben Wendel, em versão fagote, em dueto com um contrabaixo. Algo que raramente se vê.
Enquanto tema musical não considero este mês particularmente atraente. Pessoalmente, o fagote está excessivamente presente. Gostava de ter o contrabaixo mais expressivo. De igual para igual.











quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Fevereiro


Ben Wendel convida outro saxofonista, Joshua Redman, para tocar em dueto um tema dedicado a Fevereiro.
Pessoalmente, Joshua Redman é um dos melhores saxofonistas tenores da actualidade.
Fico sempre reticente se um duo com dois instrumentos iguais resulta. Mesmo que os músicos sejam duas referência neles. Assumo sempre que falta diversidade, um risco de monotonia, de um se intrometer no outro. Joshua Redman está num patamar diferente e para um encontro de amigos, em que a conversa flui leve e ligeira como numa mesa de café. O resultado é mesmo bom.

Apreciemos o mês que começou há poucos dias.












terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Janeiro


Janeiro é a segunda-feira do ano. É um mês looooongo, mas com um dueto de piano (Taylor Egsti) e saxofone (Ben Wendel), ele torna-se mais lânguido e a sua aparentemente excessiva duração, suaviza-se e até se encurta.

É um tema de um álbum lançado por Ben Wendel em 2018. Composto por doze duetos; cada um dedicado a um mês do ano; com o saxofonista canadiano sempre presente, tocando outros músicos convidados mas todos mestres nos seus instrumentos.
A inspiração foi buscá-la à obra homónima de Tchaikovsky.

Os diversos temas são sempre introduzidos de forma casual como se tratasse por vezes de encontros fortuitos em ambiente urbano.

Janeiro.