segunda-feira, 4 de março de 2019
sábado, 2 de março de 2019
uma música para o fim de semana - Anaquim
Os Anaquim são uns tipos simpáticos e castiços. Tocaram hoje no Norteshopping.
Assisti ao ensaio, ao sound check e a parte do concerto. Uma das canções ensaiadas e depois tocadas, foi o Optimista.
Não sou um optimista. Também não sou um pessimista declarado. Mas acredita na famosa frase de François Truffaut que disse que "Um pessimista é um optimista com experiência"
O quinteto de Coimbra alinha declaradamente pela equipa pessimista.
A letra de Optimista diz isso mesmo. Não tenho nada a a opor. Percebo-os.
Mas em algo eles estão errados. Mesmo que estejamos sozinhos, mesmo que à nossa volta esteja tudo nas tintas para eles, ou não nos compreendam, devemos ser activistas pelos animais. Porque eles dependem dessa nossa luta. Para os animais, seres vivos sencientes, os activistas pelos seus direitos são a sua única esperança de verem a sua vida respeitada, protegida, admirada. Como qualquer outra. Tal como as dos que não as respeitam.
Para um activista dos direitos animais, até pode haver lugar para o pessimismo, ma não pode haver, jamais, lugar para que esse pessimismo nos inunde, nos impeça de lutar pela dignidade da vida não humana.
A faixa Optimista, é o tema que abre o mais recente álbum dos Anaquim, lançado em Outubro do ano passado: O Quarto de Anaquim.
Bom fim de semana ☺
Tu queres fazer de mim um optimista
Mas não é do meu feitio
Tu queres que eu veja o copo meio cheio
Quando está meio vazio
Tu queres fazer de mim um optimista radical
E eu acho que isso vai acabar mal
Tu queres fazer de mim um activista
Dos direitos animais
Tu queres fazer de mim um conformista
Dos que agradam aos teus pais
Tu queres fazer de mim um optimista radical
E eu acho que isso vai acabar mal
Isso vai (isso vai!)
Isso vai (isso vai!)
Isso vai acabar muito, muito mal
É que eu sou tão bom pessimista
Que é um desperdício de talento natural
Isso vai (isso vai!)
Isso vai (isso vai!)
Isso vai acabar muito, muito mal
É que eu sou tão bom pessimista
Que é um desperdício de talento natural
Tu queres que eu acredite no progresso
E na revolução
Tu queres…
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Die Eierbrecher
Dois kinder supresa em que um deles, acaba só.
Sinceramente, não sei se Luis Buñuel faria melhor...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
uma ida ao baú - The Hand that Rocks the Cradle (The Smiths)
Quatro rapazitos de Manchester, liderados por um tal Steven Patrick Morrissey, juntaram-se em 1982.
Pessoalmente eles entrariam na minha vida dois anos mais tarde, em Junho de 1986, quando sai o terceiro álbum deles: The Queen is Dead.
Este álbum ainda hoje roda regularmente em casa.
Estiveram em actividade uns meros cinco anos. Mas o que fizeram nesses anos, deram-lhes um lugar definitivo na história da música.
Morrisey, esse, continua no activo.
Mas hoje, o dia pertence ao primeiro álbum deles, o de estreia e homónimo do grupo: The Smiths.
Vinte de Janeiro de !984. Hoje faz exactamente 35 anos que ele foi editado. Deste álbum retenho o pungente The Hand that Rocks de Cradle.
Please don't cry
For the ghost and the storm outside
Will not invade this sacred shrine
Nor infiltrate your mind
My life down I shall lie
If the bogey-man should try
To play tricks on your sacred mind
To tease, torment, and tantalize
Wavering shadows loom
A piano plays in an empty room
There'll be blood on the cleaver tonight
And when darkness lifts and the room is bright
I'll still be by your side
For you are all that matters
And I'll love you to till the day I die
There never need be longing in your eyes
As long as the hand that rocks the cradle is mine
Ceiling shadows shimmy by
And when the wardrobe towers like a beast of prey
There's sadness in your beautiful eyes
Oh, your untouched, unsoiled, wondrous eyes
My life down I shall lie
Should restless spirits try
To play tricks on your sacred mind
I once had a child, and it saved my life
And I never even asked his name
I just looked into his wondrous eyes
And said : "never never never again"
And all too soon I did return
Just like a moth to a flame
So rattle my bones all over the stones
I'm only a beggar-man whom nobody owns
Oh, see how words as old as sin
Fit me like a glove
I'm here and here I'll stay
Together we lie, together we pray
There never need be longing in your eyes
As long as the hand that rocks the cradle is mine
As long as the hand that rocks the cradle is mine
Mine
Climb up on my knee, sonny boy
Although you're only three, sonny boy
You're - you're mine
And your mother she just never knew
Oh, your mother...
As long...as long...as long
I did my best for her
I did my best for her
As long...as long...as long as...as long
I did my best for her
I did my best for her
Oh...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
um poema de... Vinicius de Moraes
A porta
Eu sou feita de madeiraMadeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
Vinicius de Moraes, 1970
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
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