sábado, 4 de outubro de 2014

Dia Mundial dos Animais


Gostar deles é gostar de nós. São uma extensão de nós.
Somos seres vivos que vivem no mesmo planeta. Enquanto animais somos todos iguais. Sofremos, sentimos frio, sentimos dor, sentimos a perda, a fome e sede.
Gostamos da alegria, da brincadeira, de nos sentirmo-nos protegidos e confortáveis.

Por isso nós somos sencientes. Sabemos o que nos faz bem, o que nos magoa e o que nos causa ansiedade, angústia e stress.
Fugimos de quem noz faz mal, procuramos o que nos faz bem.

Nós somos todos animais. Este dia é um especialmente nosso, enquanto animal humano, e não tanto deles. É mais nosso porque somos nós que temos a capacidade e a inteligência - infelizmente nem todos - de influenciarmos, de melhorarmos positivamente as vidas dos outros animais.

E não é só de cães e gatos. Touros, porcos, vacas, vitelas animais que vivem enclausurados nos circos, animais que vivem enclausurados nos zoológicos. Animais que ninguém pensa que o são. Como os insectos, todos os peixes, todas as aves, cetáceos, crustáceos, moluscos. Ou ainda os mal amados porque são feios ou nos metem medo. Morcegos, crocodilos, tubarões, serpentes, baratas. E tantos e tantos animais que nos esquecemos que existem.

Gostar deles é gostar de nós. É gostar deste planeta. É gostar e proteger a vida. É gostar e preservar a biodiversidade.
Hoje é o dia de todos os animais. O nosso dia. O meu dia. Venha ele :)






uma música para o fim de semana - Carlos Mendes


Carlos Mendes também é um dinossauro da música portuguesa. Tal como Paulo de Carvalho, Carlos Mendes já há 50 anos que passeia a sua voz pelos palcos. Nada mau para um arquitecto.

Começou nos Sheiks na década de 60 na companhia de um outro nome igualmente bem forte da cena musical portuguesa: Paulo de Carvalho.
Em 1967 estreia-se a solo e ganha o festival RTP da canção em 68 e 72.
Talvez nessa altura ainda valesse ouvir o festival porque neste momento, transforma-nos em mortos-vivos e ficamos a agonizar durante horas.

Conheço mais o nome que a obra e de certeza que há um par de canções dele que poderiam passar por aqui. Uma delas poderia ser uma das suas canções mais conhecidas - Amélia dos Olhos Doces.

Mas escolho um dos poucos temas que conheço dele e creio que não é muito vulgar no seu reportório.
Romance em Nova Iorque é pessoalmente o tema mais interessante da sua carreira. É uma incursão pelo jazz e consegue uma música ligeirinha, inofensiva com letra a condizer e que fica no ouvido, apesar de não ser por muito tempo.


Bom fim de semana :)





quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial da Música


O Dia Mundial da Música tem sempre um gostinho muito especial para mim.

Não há nenhuma outra actividade humana que seja tão transversal a civilizações, culturas e sociedades.
Das sete artes, a música é a primeira delas. Não é por acaso certamente.

É a segunda vez que recorro a Tchaikovsky para ilustrar o dia mundial da Música. A primeira foi em 2011.
O escolhido foi o Concerto Nº1 para piano e orquestra, e agora é também um Concerto Nº1 mas desta vez para violino e orquestra.

Todos os instrumentos têm uma enorme expressividade e personalidade, mas há dois instrumentos que para mim são superlativos em expressividade: o piano e o violino. Os dois concertos que mencionei agora, são exemplares perfeito daquilo que um violino é capaz.
Ele chora, mostra a sua dor, ou arrasta-se num lamento inaudível de que tem um segredo para contar mas não pode fazer. Consegue amar e demonstrar uma alegria. Ora explode de energia ou de raiva. Pode ser inquieto e nervoso.
É certo que qualquer instrumento é capaz disso mas o violino (tal como o piano) é fá-lo de uma maneira (quase) inigualável.

Para gostar de uma música, seja ela clássica ou jazz - as minhas grandes paixões musicais - tem que me fazer voar.
Tem que me levar para lugares bonitos, tranquilos, cheios de paz. Tem que me fazer pairar longamente sobre eles, mesmo que seja durante uns curtos instantes. Sejam eles verdadeiros ou criados por mim. E tem que fazer-me fechar os olhos, respirar fundo e fechar as janelas da alma ao mundo exterior.

Este concerto consegue isto tudo sublimente. Durante algum tempo e talvez até aos dias de hoje vivo um dilema de concertos para violinos, os dois são número um.

O de Tchaikovsky ou outro igualmente maravilhoso que é o de Mendelssohn. A escolha de gostar mais do russo do que do germânico foi sempre e ainda hoje é, um pouco subjectiva.
Mas como considero a obra de Pyotr Tchaikovsky superior e também o conheço há mais tempo que Felix Mendelssohn ... está a escolha feita.

Provavelmente passarão algumas pessoas por este post e a maioria até lê, até pode pensar que o seu conteúdo tem alguma piada, mas passa ao lado do que é verdadeiramente importante: ouvir o Concerto.
Se conhecem certamente que o irão ouvir. Se não conhecerem ou não forem apreciadores de música clássica, concedam uma oportunidade a vocês próprios antes de começarem a fugir como o diabo da cruz. Oiçam pelo menos os, literalmente, primeiros minutos dele, se não gostarem, ficam a perder. Se gostarem, fiquem mais um pouco, oiçam-no e depois comprem-no ;)

Fechem os olhos e imaginem boas recordações e coisas bonitas para vocês. Vai valer a pena :)






terça-feira, 30 de setembro de 2014

série "vencedores" - Marcos Freitas, João Monteiro & Tiago Apolónia


E assim vai o nosso desporto.

Enquanto o "desporto" futebol que enche conversas, é sistematicamente capas de jornais, é multimilionário, que mesmo assim recebe e desperdiça milhões de apoios em corrupção, em suspeitas, de diz que disse, está permanentemente na ribalta, existem outros que nem por isso.

O "outros" desportos, os verdadeiros, todos aqueles que andam escondidos dos media, que ninguém ouve ou que esporadicamente aparecem para depois desaparecerem e cujos atletas tantas vezes têm que pagar do seu próprio bolso para participar, são os que mais dão visibilidade e satisfação a nós portugueses.
São esses desportos que me fazem recordar que sou português e que cujas selecções, essas sim, torço para que vençam que ofusquem a podridão do que o futebol representa.

No domingo passado foi um desses momentos, que rapidamente vai cair no esquecimento, que aconteceu.
Três mesatenistas portugueses, Marco Freitas, João Monteiro e Tiago Apolónia ganharam pela primeira vez na história nacional, um campeonato europeu de ténis de mesa derrotando a eterna favorita Alemanha, seis vezes campeã em sete edições nesta especialidade.

Estes três pelo menos não levaram quatro dos alemães que os onze levaram...


João Monteiro


Marcos Freitas


Tiago Apolónia



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

série "estatísticas da vida" - XCIV


E há variantes com outras profissões e até com donas de casa.
Cremes, loções, desodorizantes, detergentes e por aí fora.