quinta-feira, 1 de julho de 2010

o desnorte das SCUT

Compreendo, percebo e sou a favor que as SCUT (auto-estradas Sem Custos para o UTilizador) têm que acabar e obedecer ao princípio do utilizador-pagador.
Assim como se deve aplicar a todas as SCUT do país e não apenas às do norte, sob pena de discriminar regiões a favor de outras.
Igualmente não sou contra o chip, mas sou contra a sua imposição.


Patético.
É o que me ocorre dizer sobre a completa trapalhada que está a implementação das futuras portagens das SCUT.
Com o pretexto de continuar o diálogo e chegar a um consenso e a um acordo político, o governo adiou para o dia 1 de Agosto a entrada em vigor das portagens das SCUT do norte.
E diga-se de passagem que na realidade não adiou, foi forçado a adiar, face à votação no parlamento que rejeitou o chip no passado dia 24 de Junho e ao ultimato que o PSD fez ao governo. Porque no que respeita a este tema a oposição está bem mais esclarecida e lúcida que o próprio governo.

Numa altura em que os portugueses estão a iniciar as suas férias, em que a apetência para seguir notícias diminui, em que o fluxo de estrangeiros (nomeadamente espanhóis) e emigrantes que nos visitam aumenta consideravelmente, o governo decide implementar as portagens e continua a não explicar cabalmente como vai ser efectuado o pagamento.
E as dúvidas não param por aqui. A questão do pagamento de portagens de veículos estrangeiros que nos visitam, como vai ser com o pagamento das inevitáveis multas por parte dos estrangeiros, que dispositivo irá ser utilizado para pagamento das referidas portagens e que alternativas existem ao rejeitado chip. Nomeadamente o sistema pós-pago que fotografa a matrícula do utente e a factura é enviada posteriormente para casa do utente, cartão pré-pago ou ainda as máquinas de cobrança automática de portagens à semelhança das que existem nas A17 e A15.

Tudo o que se ouve do governo soa a confusão, falta de seriedade e atabalhoamento com explicações incoerentes dadas em cima do joelho. Agora, são as isenções.
Parece que nada está pensado ou planeado. A única coisa que o governo sabe é que tem que portajar as SCUT. Rapidamente e dê por onde der.
Felizmente que temos Oposição.


fotografia - fonte Google Imagens

terça-feira, 29 de junho de 2010

naufrágio I

Convenhamos que foi merecido e justo.

Ao sermos eliminados nos oitavos de final mostrámos ao mundo e a nós próprios qual o nosso exacto e real valor do nosso futebol.
E provámos que...
...não somos a terceira melhor selecção do mundo.
...o Ronaldo não é o melhor do mundo.
...fomos uma selecção sem ambição, passiva e sem vontade de ganhar.
...o jogo com a Coreia do Norte foi atípico e os sete golos marcados foi uma vez sem exemplo.
...o segundo e quarto lugar obtidos no Europeu de 2004 e Mundial de 2006 foram excepcionais.
...o terceiro lugar no Mundial de 1966 na Inglaterra foi um sonho.

Mas não se resume ao que foi provado. As atitudes de Queiroz foram no mínimo tristes.
As queixas referentes à protecção do ombro de Drogba que podiam por a integridade física dos jogadores portugueses em causa foram absurdas.
A estranheza de só terem sido nomeados árbitros sul americanos para arbitrar os jogos de Portugal é ridículo. Principalmente porque nenhuma das arbitragens prejudicou claramente a selecção nacional.

Permanece obscura qual foi a origem da lesão de Nani e o porquê da sua saída da selecção.
Mas foi bem claro o significado das palavras de Deco após o final do jogo com a Costa do Marfim ao questionar as opções técnicas de Carlos Queiroz.
Apesar de Deco se ter retratado das afirmações, os restantes jogos efectuados, particularmente este último com a Espanha, dar-lhe-iam razão.

Resta agora torcer pelo Brasil e esperar que Madaíl e Queiroz deixem rapidamente os seus lugares livres.