sábado, 1 de setembro de 2018

uma música para o fim de semana - D'Alva


Voz pesada, ambiente escuro e denso. Desconfortável e a roçar o tom acusatório.

Os D'Alva  - Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro - abordam o conceito de verdade, o que é, as suas consequências. Melhor a ausência dela.
Sem consequência não há verdade, nem o seu oposto.

Um desbocado, um bronco é tão incomodo como um mosquito à noite no quarto. Diz tudo o que pensa, formula uma moral, fundamentada ou não, mas não pensa na verdade, não pensa na sua consequência.

Foi a letra, a intensidade como é cantada que mais me atraiu neste tema.


Bom fim de semana ☺




VERDADE SEM CONSEQUÊNCIA:
Não há verdade sem consequência

Mas há uma diferença entre não saber, e não querer saber 
É minha a ignorância, 
Mas é tua a indiferença que te impede de ver


Não sentes que há algo de errado (oh não)
Quando tudo bate certo, e sentes a verdade perto 
Mas nada corre como esperas? 

Não à guerra não declarada! Não! Não! Não!
Se a verdade é dissonante
Não é preciso gritar 
Se no final não muda nada 

Enquanto ergo muralhas p’ra me defender 
Tu perdes-te em murais ou em quem pensas ser
Perdoa a minha transparência
Mas o que digo é sem ofensa 

Mas já não há paciência
P’ra quem vê a redundância e se deixa ater 

Não há verdade sem consequência 
Mas certamente há uma diferença 
Entre não saber e não querer
E perdes-te em morais ou em quem pensas ser.



sexta-feira, 31 de agosto de 2018

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

uma ida ao baú - Solsbury Hill (Peter Gabriel)


Quando fui procurar o ano de lançamento desta canção ia caindo redondo no chão: 1977.
Esta canção tem mais de quarenta e um anos!!
Está no primeiro álbum - Peter Gabriel - a solo do antigo membro da banda Génesis, onde a voz de Phil Collins pontificava.

Deste álbum, talvez só uma outra canção se tornasse mais conhecida que Soulsbury Hill - Sledgehammer e talvez muito por causa do incrível vídeo que a ilustrou.

O que mais me agrada em Solsbury, mais que o arranjo musical do tema, é o teor pessoal, a reflexão que faz sobre o seu destino, sobre o que fazer.

Ao ouvir a descrição que faz da colina, logo na introdução da canção, teletransporta-me de imediato para lá. E faz melhor que isso, ao longo de toda a canção, eu mantenho-me por lá.
Só regresso da colina alguns segundos depois do tema ter acabado.






terça-feira, 28 de agosto de 2018

Dead Friends



Triste porque não era, mas tornou-se num deles, ou apenas macabro porque continuam a estar juntos mas agora são da mesma espécie??

Hummm... segunda hipótese.