sábado, 1 de novembro de 2014

uma música para o fim de semana - Danny Elfman


Em dia de Halloween, "uma música para o fim de semana" reflecte o seu espírito.
Especialmente porque a música escolhida é um dos temas e personagens mais fascinantes de um dos filmes mais importantes da minha vida.

Zombies??? Não. Nem tão pouco múmias, vampiros, bruxas, fantasmas ou até lobisomens.
A minha personagem preferida de Halloween é um esqueleto.
Um esqueleto simpático, inteligente, curioso, que sabe cantar, tem um cão, o Zero e alguém que se preocupa e nutro por ele um amor escondido, a Sally.
Ele vive na cidade do Halloween e um dia desastradamente pensou que podia recriar o Natal na sua própria cidade, porque se fartou de ser e pertencer ao Halloween. E quando isso acontece...

Este esqueleto não assusta, mas para mim é ele que por excelência simboliza o Halloween. Qual o nome do esqueleto? Jack Skellington ou também conhecido por Pumpkin King.

Jack Skellington surge no filme de 1993 - O Estranho Mundo de Jack - realizado por Henry Selick, produzido e escrito por Tim Burton.
Este filme tem vinte e um anos e passado todo este tempo continua a fascinar-me da mesma maneira que quando o vi pela primeira vez.

Danny Elfman é o compositor e o autor da extraordinária letra This is Halloween. A letra é cantada pelos diversos personagens que habitam a cidade de Halloween.


Bm fim de semana :)




Boys and girls of every age
Wouldn't you like to see something strange?
Come with us and you will see
This our town of Halloween

This is Halloween, this is Halloween
Pumpkins scream in the dead of night
This is Halloween, everybody make a scene
Trick or treat 'till the neighbours gonna die of fright

In this town, everybody scream
In this town of Halloween

I am the one hiding under your bed
Teeth ground sharp and eyes glowing red

I am the one hiding under your stairs
Fingers like snakes with spiders in my hair

This is Halloween, this is Halloween
Halloween, Halloween, Halloween, Halloween

In this town, we call home,
Everyone hail to the pumpkin song
In this town, don't we love it now?
Everybody's waiting for the next surprise

Round that corner then, hiding in the trash can
Something's waiting and it'll pounce
And how you'll scream!

This is Halloween; red and black; and slimy green
Aren't you scared?
Well, that's just fine!
Say it once, say it twice
Take a chance and roll the dice
Ride with the moon in the dead of night
Everybody scream, everybody scream
In our town of Halloween

I am the clown with the tear away face
Here in a flash and gone without a trace

I am the 'who' when you call "who's there?"
I am the wind blowing through your hair

I am the shadow in the moon at night
Filling your dreams to the brim with fright

This is Halloween, this is Halloween,
Halloween, Halloween, Halloween, Halloween
Halloween, Halloween,

Tender lumplings everywhere
Life's no fun without a good scare
That's our job, but we're not mean
In our town of Halloween

In this town, don't we love it now?
Everyone's waiting for the next surprise
Skeleton Jack might catch you in the back
And scream like a banshee
Make you jump out of your skin!

This is Halloween, and everybody scream
Won't you please make way for a very special guy?
Skeleton Jack is king of the pumpkin patch,
Everyone hail to the pumpkin king

This is Halloween, this is Halloween
Halloween, Halloween, Halloween, Halloween

In this town, we call home
Everyone hails to the pumpkin song
Lalalalalalalalalalalalalalalalalalalala
Wheeeeeeeeee!


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

a persistência do erro convicto


Admiro profundamente quem consegue dizer a maior das asneiras imperturbavelmente e com a convicção de que a sua afirmação não é questionável.

Conheci recentemente uma senhora chamada, de uma maneira abreviada, MJ.
Entre amigos e em conversa solta e sem rumo pergunta-se como terá surgido e qual a explicação da expressão "resvés Campo de Ourique".

MJ que tinha peso e influência no grupo, afirmou rápida e peremptoriamente que a expressão se devia ao terramoto de Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755 ter parado exactamente em Campo de Ourique.
Tentei explicar que um terramoto não pára numa linha. Vai gradualmente perdendo intensidade, espalhando-se como um lençol irregularmente esticado até que os seus efeitos deixam-se de fazer sentir ao longo de uma determinada área. Portanto bem longe de parar numa fronteira. Aqui há terramoto, um passo depois já não há.
Um coro de vozes levantou-se na defesa de MJ e da sua asneira.

Atrevi-me de novo a explicar que a expressão se deve ao maremoto que surgiu devido à elevada magnitude do sismo de 1755. As suas águas terão parado de subir já muito próximo de Campo de Ourique, surgindo assim a famosa expressão. Zero.
Acrescentei que ele terá sido a principal causa das quase cem mil vítimas que o sismo lisboeta terá provocado. Terá atingido e morto milhares de pessoas nos Açores, Algarve e localidades da Serra da Estrela como a Covilhã.
O efeito do maremoto foi igualmente sentido na Espanha, Irlanda e até no Senegal.
Zero de novo.

Gloriosamente e apoiada no grupo que a sustentava, MJ insistiu no seu erro e não valia a pena manter a minha explicação porque não estava correcta.
Desisti de facto. Implicitamente, para o grupo, a ignorância estava persistentemente do meu lado.


A afirmação de assertiva de um erro torna-o verdade aos olhos de quem a ouve. Assume contornos de verdade insofismável que não pode ser questionada. E usualmente até é. Porque quem tem o poder de influenciar quem está ao seu lado e se este não tem sentido crítico ou é desconhecedor do tema que o erro convicto aborda tende a acreditar sem questionar a sua veracidade.
Quem pretende contra-argumentar perde. É visto como alguém que só atrapalha, alguém que chateia como uma melga num quarto à noite que é enxotada com uma almofada. Um insolente que vai contra o peso da maioria que se deixou influenciar pela força da alegria do erro convicto.

O erro dito com a majestosidade da sapiência académica actua como uma nota de rodapé enganadora num livro para estudantes que a ele socorrem para um exame.
Tal como um terramoto, a asneira convicta tem um alcance longo e devastador - perpétua a ignorância tornando-a verdadeira.