quinta-feira, 3 de junho de 2010

Prémio Camões 2010 - Ferreira Gullar

O Prémio Camões é o mais importante prémio literário na área da lusofonia e é atribuído anualmente a um escritor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra.
Foi instituído pelos governos do Brasil e Portugal em 22 de Junho de 1988, sendo atribuído pela primeira vez em 1989. Tem o valor de cem mil euros repartidos igualmente pelos dois países.
Miguel Torga foi o primeiro escritor a ganhar o Prémio Camões no ano de 1989.

Este ano, 2010, o vencedor foi Ferreira Gullar, pseudónimo de José Ribamar Ferreira.
Brasileiro nascido a 10 de Setembro de 1930, é um escritor versátil, uma vez que é poeta, tradutor, ensaísta, tradutor e até biógrafo e crítico de arte.
Esteve no exílio por motivos políticos no período de 1971 a 1977 nas cidades de Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires.

É aquele tipo de pessoa que tal como Einstein, trás esperança a quem não segue tradicionalmente o percurso de bom estudante que todos os paizinhos aconselham os seus filhos a ter: rebelde, fugiu da escola durante a adolescência e devido a erros de gramática nos seus primeiros contos fê-lo ser penalizado num concurso em que entrou.
O seu primeiro livro "um pouco acima do chão", editado em 1949 foi pago pelo próprio escritor.
Foi proposto para Prémio Nobel da Literatura em 2002 tendo perdido para o escritor húngaro Imre Kertész.

Como disse o escritor moçambicano Mia Couto à agência Lusa ao tomar conhecimento da atribuição deste prémio a Ferreira Gullar, " o fulano não é muito conhecido, mas merece ser muito reconhecido".


link para a página oficial de Ferreira Gullar

http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar/


fotografia de Ferreira Gullar (fonte Google Imagens)



segunda-feira, 31 de maio de 2010

o sapo de Sócrates II

Com o pretexto de Manuel Alegre ser um homem com "visão progressista" e de ser "um homem de espírito que conhece a cultura e a história portuguesa" o que do meu ponto de vista parece ser insuficiente para o cargo de Presidente da República, Sócrates lá engoliu em seco e deu o seu (esperado e pouco convicto) apoio e o do PS à candidatura de Alegre.