sábado, 16 de junho de 2018

uma música para o fim de semana - João Paulo Esteves da Silva


Acordei cm dores de cabeça. e que ainda insiste em permanecer até agora. Preciso de algo relaxante e calmo, que me embale.
Uma espécie de paracetamol musical.

Que tomar? Entre várias possibilidades, António Pinho Vargas foi um dos nomes que pensei, opto por João Paulo Esteves da Silva.

Em 2009 lança o álbum White Works, onde o pianista, a solo, João Paulo rende homenagem ao seu amigo de longa data, o contrabaixista Carlos Bica.
Este álbum foi considerado o melhor álbum de jazz nacional desse ano.

Believer, a música para este fim de semana, esclarece mito bem o porquê dessa distinção e a sua acção paliativa e sem efeitos secundários sobre cefaleias. Já o conhecia daqui.


Bom fim de semana ☺(que eu vou curtir a minha dor de cabeça no sofá)





quinta-feira, 14 de junho de 2018

Re-Gifted


É a história daquelas prendas que recebemos que não gostamos e que depois damos, pensamos nós, que servem para os outros.
E esta curta até podia ilustrar muito bem os provérbios populares - As Aparências Iludem e Quem vê Caras não vê Corações.







quarta-feira, 13 de junho de 2018

Pessoa 130


Hoje celebram-se 130 anos sobre o nascimento de Fernando Pessoa - 13 Junho de 1988.

Curiosamente, aquilo que mais o caracteriza, pelo qual é mais conhecido, a poesia, representa pouco em tudo aquilo Fernando Pessoa se dedicou.
Entregou-se de corpo e alma a todas as áreas das letras: poesia, contos, traduções, ensaios, dramaturgia, prosa, critica literária e politica.

Indo para além do óbvio, para além dos seus poemas, é curioso ler o que Fernando Pessoa escreveu sobre si, como se definiu.
A 30 de Março de 1935, o "correspondente estrangeiro em casas comerciais" escreve a famosa Nota Biográfica.
Exactamente seis meses depois, 30 Novembro de 1935, o poeta que escrevia poemas para cada um de nós morria.

No Livro do Desassossego, o semi-heterónimo e ajudante de guarda livros, Bernardo Soares escreve: "Minha pátria é a língua portuguesa". Poucos a terão honrado de uma forma tão superlativa como Pessoa fez.


Fernando Pessoa
NOTA BIOGRÁFICA
1935

Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.

Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.° 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.

Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi director-geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral — misto de fidalgos e de judeus.

Estado: Solteiro.

Profissão: A designação mais própria será «tradutor», a mais exacta a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». O ser poeta e escritor não constitui profissão mas vocação.

Morada: Rua Coelho da Rocha,16,1.° dt.°, Lisboa.
(Endereço postal — Caixa Postal 147, Lisboa).

Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.

Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems III» e «English Poems III» (em inglês também), 1922, e o livro «Mensagem»,1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poemas». O folheto «O Interregno», publicado em 1928, e constituindo uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.

Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali ducado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.

Ideologia política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.

Posição religiosa: Cristão gnóstico, e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais diante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.

Posição iniciática: Iniciado, por comunicação directa de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal.

Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo mítico, de onde seja abolida toda infiltração católica-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: «Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação».

Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.

Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, grão-mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos—a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.


Lisboa, 30 de Março de 1935


terça-feira, 12 de junho de 2018

uma ida ao baú das memórias - What's a Woman (Vaya Con Dios)


Em 1986, os belgas Vaya Con Dios nasciam. A vocalista do grupo, Dani Klein, de voz grave e controlada era a alma e o pulsar do grupo.
Quando em 1990 sai o segundo álbum do grupo - Nigth Owls - a banda, sai da obscuridade e desconhecimento generalizado que existe relativamente à música belga, ganhando nome e reconhecimento internacional. Um tema pontifica em todo o álbum: What's a Woman.
Uma música riquíssima na letra e na mensagem que transmite: a interdependência entre o homem e a mulher, e tudo o que se perde quando esta necessidade mútua não é compreendida.

Dani Klein canta de uma forma imperial.



What's a woman when a man

Don't stand by her side?

What's a woman when a man

Has secrets to hide?

She'll be weak
She'll be strong
Struggle hard
For so long
What's a woman when a man
(What's a man without a woman?)
Don't go by the rule?
What's a woman when a man
(What's a man without a woman?)
Makes her feel like a fool?
When right
Turns to wrong
She will try
To hold on to the ghosts of the past
When love was to last
Dreams from the past
Faded so fast
All alone
In the dark
She will swear
He'll never mislead her again
All those dreams from the oast

Faded so fast

Ghosts of the past

When love was to last

All alone
In the dark, she will swear cross her heart
Never again
Cross my heart
Never again
What's a man without a woman?

Cross my heart

A woman without a man

I say never again

What's a man without a woman?
Cross my heart
A woman without a man
No no never again
What's a man without a woman?
Cross my heart
A woman without a man
Never again
What's a man without a woman?
Cross my heart
A woman without a man
Never again
What's a man without a woman?
Cross my heart
A woman without a man
Never again
What's a man without a woman?
Cross my heart
A woman without a man
Never again
What's a man without a woman?
Cross my heart