sábado, 16 de dezembro de 2017

uma música para o fim de semana - TT Syndicate


Tão fixe. Puro soul das décadas de 50/ 60 muito bem aromatizado com influências rockabilly.
Sete músicos, outros tantos instrumentos que conferem um ambiente sonoro e bem ritmado da velha guarda.
Para além da voz extraordinária do extraordinário Pedro Serra, há uma bateria, guitarra, baixo, trompete, dois saxofones, um tenor e outro barítono.

Energia positiva e grandes vibrações.  Fazem-me recordar as músicas de Cais Sodré Funk Connection com as vozes de Silk e Tamin.


Bom fim de semana ☺







quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

do 8 para o 80 - ida e volta


Naqueles momentos em que frente a uma rapariga gira, no primeiro encontro não sabemos o que fazer, o que ser e como ser, e então na dúvida oscilamos entre a parvoíce e a estupidez, saltando do oito para o oitenta e vice-versa.

O quer que seja feito, é sempre mal feito.







terça-feira, 12 de dezembro de 2017

série "vencedores" - Estremoz (bonecos de)


Foi fantástico saber que os bonecos de Estremoz foram considerados Património Cultural Imaterial da Humanidade na passada quinta-feira, dia 7 de Dezembro.
Tal como o fado e o cante alentejano, já o tinham sido antes, os bonecos de Estremoz representam arte e cultura nacional vinda de dentro de nós enquanto povo português.

Mas se o cante alentejano e o fado são de divulgação fácil pelo país e internacionalmente, através da internet, da rádio, de cds, com os bonecos feitos de barro é precisamente o contrário. Nem nosso país eles são conhecidos ou até divulgados, e mesmo quem passa por Estremoz só com um pouco de sorte é que saberá que eles existem e que só aqui podem ser encontrados.

Existem há três séculos e para muitos de nós foi preciso que fossem eleitos Património Mundial para conhecermos a nível nacional a sua existência.
São bonecos temáticos, simbólicos, de um vincado carácter popular, que são modelados em barro, de dentro para fora, usando pequenas bolas e rolos de barro trabalhados individualmente e que carinhosamente agregados uns aos outros, formam após devidamente pintados e cozidos, os agora famosos bonecos de Estremoz.

Literalmente, apenas uma dúzia de pessoas e todas de Estremoz, é que os sabem fazer.

Grandes, grandes vencedores, que grande, grande satisfação.




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

dia internacional do Tango


Em Novembro de 2006 estive em Buenos Aires, quando estava a caminho da Patagónia.
Durante os dias em que estive na capital argentina, fiz absoluta questão de não perder algo que faz muito mais sentido do que ir a Roma e não ver o Papa (como se isto fosse algo realmente importante!!!), que é ir a uma milonga.
As milongas são o equivalente às noites de fado em Alfama. Fazem parte da tradição, do imaginário, da cultura e de um modo de vida argentino.
É vulgar encontrar dançarinos de tango, os tangureros, ouvir a sua música, nas ruas, nas esquinas de Buenos Aires. San Tiago e La Boca são locais a procurar.

Foi no Señor Tango, uma sala bem conhecida em Buenos Aires, recomendada pelo hotel, recomendada por restaurantes e por taxistas, que fui assistir a uma milonga.
O que vi ainda hoje está marcado na memória e o tango nunca mais voltou a ser o mesmo para mim.
Paixão, intensidade, posse e submissão, ciúme, sensualidade e sedução, desfilaram com uma elegância, fluidez e técnica que não voltei a assistir.
A magia começa tarde. Não antes da meia-noite. Mas vale a pena estar um pouco antes. Enebriar com as cores escuras num ambiente escurecido mas colorido, ver os milongueros, a orquestra a preparar-se, o ritual a iniciar-se ao sabor de um vinho argentino e do ruído das conversas.

Carlos Gardel e Astor Piazzola, são nomes incontornáveis do tango, mas quem compôs O tango, aquele tango que toda a gente conhece, já ouviu ou viu dançar, não são deles mas sim de um nome não tão conhecido como os dois primeiros, o do uruguaio Gerardo Matos Rodriguez e esse tango chama-se La Cunparsita. Fez este ano, mais concretamente em Abril, cem anos. O seu título significa a pequena comparsa, a pequena companheira.

Nestes cem anos de vida, estima-se que já tenha tinha tido mais de 2700 versões, sendo cantada em variadíssimas línguas, incluindo a portuguesa.
Sim, é verdade. Este tango também foi (maravilhosamente) dançado no Señor Tango.

Agora, silêncio que se vai dançar... o tango.





dia internacional das Montanhas


Hoje é o dia mundial das Montanhas.
Nunca me senti tão bem, tão em paz em harmonia comigo e com o Universo como quando estive numa montanha.
No seu sopé, no seu cume, debaixo da sua sombra, a ver o sol nasce ou a pôr-se.

Nelas, as cores são mais cores, as emoções são mais emotivas, as lágrimas são mais salgadas e os sorrisos mais puros.
Se há religião neste mundo, ela pode ser encontrada numa montanha.
Foi nelas que mais próximo me senti das pessoas que amei.

Montanhas, grandes de quilómetros ou pequenas de poucos metros, suaves ou escarpadas, cheias de verde ou entornar branco pelos picos abaixo, vários dias a pé ou numa caminhada singela, é das coisas mais belas e incríveis que a Natureza tem para nos oferecer.





série "estatísticas da vida" - CCXLXIII


Longe vão estes tempos...