sexta-feira, 13 de outubro de 2023

hipocrisia, cinismo e uma despudorada falta de moral



Este vídeo faz-me recordar porque não voto nas eleições europeias.
Sinceramente, enquanto um voto, qualquer que ele seja, implica interesse pelas instituições, a ausência do mesmo, a abstenção é a melhor forma de protestar: revela indiferença, distanciamento, descrença.
E que crença devemos ter quando as manifestações pro-palestina são proibidas em vários países da Europa como França e Alemanha?

Ouvir esta contradição, este acto de subserviência, do ajoelhar e rastejar da líder da União Europeia - Ursula Von der Leyen - perante um estado que desonra tudo o que a Europa, supostamente, defende, é frustrante.
As vidas de milhões de inocentes estão em jogo. Fome, doença, sede a serem impostos selvaticamente com a dita civilização ocidental a assistir no camarote e a bater palmas.
Convenientemente ninguém fala agora em genocídio ou holocausto. Não se ouvem protestos contra a morte de inocentes, e ninguém menciona as centenas de bebés chacinados pelos bombardeamentos cegos israelitas - será que um bebé ou criança morta pelo Hamas é mais chocante ou horrorizante do que se for por Israel?) - da morte de funcionários da ONU e do Crescente Vermelho que foram igualmente assassinados pelos ataques indiscriminados e desproporcionais de Israel.

Está tudo contra o ataque execrável do Hamas, mas ninguém fala em voz alta dos execráveis ataques que Israel anda cometer desde 1948, ano em que o estado de Israel foi criado. São 75 trágicos anos para os palestinianos. 75 anos consecutivos de morte, de ocupação, discriminação, de total falha de respeito pelos direitos humanos.
A Faixa de Gaza tornou-se um gueto, um enorme campo de refugiados acossados por todos os lados, a maior das prisões a céu aberto.

Quem semeia ventos colhe tempestades. Israel está colher ataques de uma organização terrorista que foi criada por este estado não menos terrorista.
Se o Hamas existe, foi porque Israel lhe deu motivos, oportunidades e ódio suficiente para que este exista.
Recordo-me do título do segundo álbum dos Ornatos Violeta: O Monstro Precisa de Amigos.
Israel estava a sentir-se sozinho.














quinta-feira, 12 de outubro de 2023

série "vencedores" - Lobos (selecção nacional de rugby)


Desisti do futebol há muitos anos. E não tenciono a voltar a ele, a não ser quando as nossas meninas jogam. É um desporto que movimenta quantidades obscenas de dinheiro, jogadores que pensam, agem, se posicionam na vida acima dos outros. Onde o ego domina, a humildade falta.

É raro mas sempre que tenho oportunidade vejo jogos de rugby. Especialmente se estão em jogo as grandes selecções mundiais, particularmente aquelas que jogam no lado sul do nosso planeta.

Ver o Portugal-Fiji, no campeonato mundial de França, mostrou mais uma vez porque gosto deste desporto. Entrega sem limites, dedicação, jogo pelo jogo, lealdade, sem mergulhos para a piscina, protestos e faltas inúteis, expulsões dos bancos, etc..., etc...

A primeira vitória da selecção nacional de rugby em mundiais aconteceu neste jogo. Nos últimos minutos, no último folego da última corrida, um ensaio conseguido mais o pontapé de transformação permitiu a vitória sobre um dos gigantes do rugby.
Foi um portento de entrega, dedicação, de alma e bravura de Portugal neste jogo (e nos restantes jogos do seu grupo). Não é fácil eu vibrar com um feito, de uma conquista de uma selecção nacional, mas estes Lobos conseguiram isso.
Merecem bem esta sua designação.

Definitivamente vencedores, não só pela sua primeira vitória de sempre contra as Fiji, mas também, literalmente, pelo sangue suor e lágrimas que verteram em todos os jogos disputaram

💪💪💪












quarta-feira, 11 de outubro de 2023

sobre israel e a Palestina


Ninguém gosta de ser colocado num campo de refugiados, ninguém gosta de estar num gheto, ninguém gosta  ser empurrado um contra os outros, ser acossado, violentado, abusado, ter casas destruídas ou ser assassinado sem causa, décadas após décadas. Um dia tudo acabaria por correr muito mal. Pior do que já estava a correr.
E tudo transbordou da pior maneira possível no passado sábado, 07.10.2023.

Se a violência do Hamas atingiu níveis nunca antes visto, Israel não lhe ficou atrás. Quer no passado, quer na retaliação ao ataque do sábado passado.
É preciso recordar, e não esquecer, o massacre, a limpeza étnica de 1948, num evento que durou cerca de seis meses, ficaria conhecido entre os palestinianos como Nakba (Catástrofe em árabe). Quinze mil palestinianos foram assassinados às mãos dos soldados israelitas, quando estes invadiram o território palestiniano, e mais de quatrocentos mil tiveram que fugir para salvar as suas vidas.

Se o Hamas é uma organização terrorista apoiado pelo Irão e Qatar, Israel é um estado terrorista apoiado pela Europa ocidental e Estados Unidos.
Ambos são dignos um do outro.












terça-feira, 10 de outubro de 2023

sobre israel e o Hamas


Hamas, Israel, Israel, Hamas. Um existe porque o outro existe também.
Um círculo vicioso e mortífero que começou há 75 anos quando Israel ilegalmente invadiu a Palestina e matou indiscriminadamente palestinianos e obrigando milhões a fugir de suas casas. Os palestinianos chamam-lhe Nakba (Catásrofe).

Em 1987, o Hamas era criado. E foi Israel que com as suas continuadas acções e desrespeito pelos direitos, e vidas, palestinianas deu origem ao seu nascimento.
Um monstro criou outro monstro. Quem vive pela espada, morre pela espada.











domingo, 8 de outubro de 2023

série "vencedores" - Rosa Mota


Quem sabe nunca esquece, diz o velho ditado português.
Rosa Mota com 65 anos, dificilmente esquecerá e isso ficou provado na meia-maratona de Riga que ocorreu exactamente no domingo passado, 01.10.2023, em Riga, capital da Letónia, onde se tornou recordista mundial da distância.

A meia-maratona para veteranos com idades compreendidas entre os 65 e 69 anos, foi corrida por Rosa Mota (65 anos), bronze nos jogos olímpicos de 1984 e campeã olímpica em 1988, em uma hora, vinte seis minutos e 6 segundos, 1:26:06. 
O anterior recorde estava na posse da atleta norte-americana  Christine Kennedy, com 1.31.38. Tinha sido obtido a 1 de abril deste ano, na Polónia.

Por curiosidade, a prova foi ganha por uma jovem italiana de 24 anos. Michela Cesaro, que cumpriu os 21 km em 1:16:50.
Outra curiosidade, Rosa Mota ficou em 12º lugar da geral feminina em que a atleta mais velha deste grupo, a letã Jelena Prokopčuka é 18 anos mais nova que Rosa. 
Em perspectiva, no cômputo geral da prova, Rosa Mota foi apenas ultrapassada por atletas que cujas idades variavam entre os 24 e 47. A mais velha deste grupo, é 18 anos mais nova que a atleta lusa.
Incrível.

Mais vencedora que isto, não há.