sábado, 9 de abril de 2022

uma música para o fim de semana - Ukrayina (Metal Português pela Ucrânia)


Os metaleiros nacionais juntaram-se todos e decidiram compor um tema de metal dedicado à Ucrânia.
Para dar ao tema corpo e power foram convidadas 38 vozes que se uniram para manifestar o seu apoio à Ucrânia. A iniciativa partiu da plataforma online de divulgação do heavy e do metal português, Caminhos Metálicos. Uma curiosidade. talvez ao contrário do que se possa pensar, esta plataforma já conta com três dezenas de anos no activo. a sua primeira emissão foi para o ar em 1991.

O timing para o lançamento deste tema é quase perfeito. Sabe-se agora que os Ucrânia tem invadido e empastelado as comunicações russas com música metálica. Quem sabe se Ukrayina do colectivo português não acabará a ser ouvido no rádio algum russo inviabilizando alguma comunicação relevante? 💪💪💪

Ukrayina tem letra de Carlos Guimarães e da Rosa Soares (ambos dos Caminhos Metálicos) sob um tema original dos Gwydion. O tema saiu no passado 3 de Abril.
Conhecer os músicos, vozes e as respectivas bandas a que pertencem é um verdadeiro compêndio do melhor metal que é feito em terras lusas. Os Caminhos Metálicos participaram com o seu coro.
Curiosamente os Moonspell, o nome mais forte e conhecido do metal nacional não participou neste projecto.

Ana Cláudia (Dreaming in Black)
Ana Lara (Oratory)
António Baptista (Tvmvlo)
Artur Almeida (Attick Demons e Stray Gods) 
Carlos Guerra (Serrabulho) 
Carlos Maldito (Mercic)
Célia Ramos (Mons Lvnae) 
César Costa (Biolence)
Cristina Lopes (Ethereal)
Dan Vesca (Sotz´)
Dy Moob (Master Dy)
Edgar Alves (Last Piss Before Death e Allgema) 
Eduarda Soeiro (Glasya)
Haze (Wintermoonshade)
Hugo Soares (Iberia e Ethereal)
Isabel Cristina (Malignea) 
Jorge Marques (Tarantula) 
Lady Noir (Portal do Inferno) 
Leonel Silva (Hourswill e Mindfeeder) 
LordSir SetePeles (Cães de Guerra, Portal do Inferno e Vil Garrote)
Mário Ferreira (Nihility) 
Miguel Craveiro (Ionized) 
Miguel Inglês (Equaleft)
Miguel Silva (M1Ke)
Muffy (Karbonsoul) 
Paula Teles (Lilith’s Revenge e Waterland)
Paulo Soares (Ruttenskalle e Rageful) 
Pedro Leal Dias (Gwydion e Invoke) 
Peter Junker (Booby Trap) 
Raça (Revolution Within)
Raquel Subtil (Secret Chord) 
Ricardo Santos (Morbid Death e Torn Fabriks) 
Rui Duarte (R.A.M.P.)
Rute Fevereiro (Enchantya e Black Widows) 
Sandra Oliveira (Blame Zeus e Perennial Dawn) 
Sofia Beco (Phase Transition) 
Vulturius (Irae) 
Xico Soares (Xeque-Mate) 


Bom fim de semana 😉















quinta-feira, 7 de abril de 2022

relatório IPCC, Abril 2022


O mais recente relatório do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC em inglês), divulgado esta semana, diz algo simples: existindo um pico de emissões de gases de estufa em 2025, estas teriam que ser reduzidas drasticamente até 2030. O objectivo de um aquecimento global inferior a 1.5ºC ou até mesmo 2ºC será pulverizado.
Isto significa que teremos aumentos de temperatura global até ao final do século XXI na ordem dos 3 a 3.2ºC. 

As consequências deste aumento de temperatura são bem conhecidas porque já as estamos a sentir: secas prolongadas, incêndios cada vez mais incontroláveis, extremos climáticos como maior intensidade das ondas de calor e de frio, acelerada perda de biodiversidade, poluição, cidades costeiras inundadas, fomes e mortes prematuras e refugiados climáticos.
Se as consequências são conhecidas o que não é verdadeiramente percebido é quanto será o aumento da intensidade, qual a imensidão da escala, do impacto de todas elas. 

Inacreditavelmente é mais barato actuar agora do que mais tarde. Os custos do atraso na intervenção para mitigar as alterações climáticas é gigantescamente maior no médio prazo do que o custo de actuar no imediato. E quando se menciona médio prazo, fala-se de duas a três décadas. Nem quando falamos de custos somos capazes de actuar. Alarmante.

Estamos a aumentar os níveis de emissão de gases de estufa desde o início da revolução industrial, segunda metade do século XIX. Se na altura não tínhamos a noção do que estávamos a fazer, agora, desde os anos 60 e 70 do século XX que os alertas têm sido feitos e igualmente têm sido ignorados. Ou seja temos insistido no aumento das emissões com a total consciência dos nosso actos.

Algo é certo. As condições de vida para todos os seres vivos, incluindo a espécie humana piorará de forma substancial, a um nível tal que pode impedir a viabilidade do planeta para nos albergar. 
É uma auto-expulsão do Paraíso. Cada vez mais rápida e cada vez mais merecida.










quarta-feira, 6 de abril de 2022

série "vencedores" - Jorge Munoz Torrero


Nos tempos merdosos que se vivem que envergonham e nada abona a humanidade, algo de maravilhoso aconteceu nos nossos vizinhos espanhóis.
Ontem pela primeira vez no mundo, uma criança madrilena de 12 anos, Jorge Munoz Torrero de Madrid, sofrendo paralisia cerebral conseguiu andar pelos seus próprios pés, usando também pela primeira vez no mundo, um exoesqueleto pediátrico da Marsi Bionics.
Não sendo invasivo, este exosqueleto, através de sensores, é capaz de potenciar os movimentos do menino.

Um grande, grande vencedor. Um feito incrível. 😍








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