sábado, 6 de abril de 2019

uma música para o fim de semana - Tiago Bettencourt


Todos nós conhecemos ou admiramos fotógrafos que de qualquer coisa fotografem, por muito incipiente, desinteressante, banal que pareça conseguem fazer com esse objecto ou tema se destaque.

Tiago Bettencourt não é um desses fotógrafos, mas é um desses músicos.
Não estou a ver que outro conseguiria pegar nesta letra e torna-la numa canção minimamente credível.
Diga-se em abono da verdade que a canção não é dele. O original é de Tiago Guillul que a tinha gravado em 2008, num álbum chamado IV.

Atentem bem à letra de Tiago Lacrau.
Não lembra ao diabo. Palerma até mais não.


Bom fim de semana





quinta-feira, 4 de abril de 2019

A Verdade - parte II


Nunca estivemos tão manietados, tão iguais, tão sem opções, tão escravizados como agora.
Se a tecnologia é algo desejável porque nos facilita a vida, nos permite uma cada vez melhor qualidade de vida, é ela também que nos estupidifica, nos retira a individualidade.

E de novo, se a pretexto das tecnologias da informação desejamos uma sociedade mais aberta, mais ligada, mais global, é exactamente este mesmo pretexto que paradoxalmente efectivamente nos retira da sociedade, nos fecha e isola da mesma.

E retira-nos aquilo, o que à semelhança da personalidade, mais no caracteriza enquanto seres sencientes: as emoções, o amor, o respeito.
Seja relativamente a uma pessoa, a um animal, à natureza, ao que nos rodeia, ao planeta.
Somo cada vez menos pessoas, personalidades e somos cada vez mais informação, cada vez mais número binários.

E o que mais gostamos de pensar que temos, que de facto não temos, ou temos cada vez menos é o livre arbítrio.
A espécie humana é muito patética. E igual. E monótona. E desinteressante. E destruidora.

O planeta devia ver-se livre de nós, desta praga que caminha e se reproduz sobre ele. E a nossa estupidez, cegueira, é de tal ordem, tão suprema que não vamos esperar que isso aconteça, nós próprios estamos a fazer o contrário: a ver-nos livres do planeta.
O mais triste disto tudo é que eu pertenço à espécie humana. Não sou melhor que os outros. Apesar de tentar, de o desejar, de o querer, de acreditar que posso ser.