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terça-feira, 18 de outubro de 2016

ainda sobre os taxistas...






Assistir às imagens da manifestação dos taxistas é muito difícil não pensar nas plataformas Uber e Cabify como uma alternativa cada vez mais credível aos taxistas.

Taxistas, esses, que por estes dias, não primam pela civilidade. Pontapés aos carros, objectos atirados aos vidros, estrume, agressões e ofensas aos motoristas das plataformas, ataques aos clientes, são alguns dos mimos presenteados pelos fofos dos taxistas aos motoristas da Uber e da Cabify.
Sabe-se que a generalidade dos taxistas não são assim, mas estas ovelhas ronhosas contam e elas estragam e influenciam negativamente a fotografia da família. E fizeram o maior dos favores a aqueles que eles estão tão visceralmente contra. A app da Uber foi a mais descarregada neste dia.

Pensar em chamar um táxi, penso de imediato que a probabilidade de ser enganado é muito alta, que vou entrar num carro degradado é mais que provável, suportar um cheiro nauseabundo a tabaco, quase de certeza que sim, se for um trajecto curto, na melhor das hipóteses, vou ouvir um ronco de protesto e que no acto do pagamento o taxista não vai ter troco. E com sorte não levo com um protesto dizer que o percurso é curto e que não paga a chatice de me levarem até lá.


O problema dos taxistas é que os tempos evoluem, modernizam-se e eles esqueceram-se de o fazer. Habituaram-se ao monopólio que durante dezenas de anos os sucessivos governos lhes proporcionou.
Agora a concorrência a surge de forma que não conseguem seguir e até compreender. Preços transparentes com regras definidas à partida, apresentação, limpeza do carro.
Pessoalmente e muito relevante para mim, se necessário também transportam animais. Anos-luz daquilo que os taxistas fazem actualmente e que tão rapidamente não conseguirão fazer.

Ao contrário que os taxistas afirmam, o cerne do problema não está na Uber, está neles próprios.
E estou extremamente curioso em saber o que irão os taxistas fazer, quando os carros autónomos, os que se conduzem sozinhos, forem uma realidade. Sem poder atacar os motoristas, vão abalroar os carros, tipo... carrinhos de choque??


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Oh pá, admiro mesmo esta mulher!


A Quina voltou a ser apanhada a fanar uma carteira na queima das fitas do Porto.
Esta jovem de 85 anos estava em plena acção quando foi apanhada em flagrante. A sua presa era uma idosa, muito mais velha que ela... com 92 anos!

Há um ano, no mesmo local, no mesmo evento e com uma vítima da mesma idade, Quina tinha sido igualmente apanhada.
E tal como ano passado, ela também tinha policias a espiar para verem o que fazia. E fez o mesmo!

Quina raramente é acusada por parte das suas vítimas devido à sua juventude...


Delicioso. Absolutamente delicioso. :D





quarta-feira, 13 de abril de 2016

Es-pe-ta-cu-lar!!!



Acredito que haja uma boa probabilidade de isto não vir a acontecer, de serem meras palavras de pólvora seca, mas vindo da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, ganham algum peso, alguma esperança.


Num debate promovido pelo PAN (Pessoas Animais e Natureza) a propósito da conferência sobre a lei de criminalização de maus tratos a animais, a actual ministra da Justiça, apoiou a mudança da qualificação jurídica dos animais.
De estes deixarem de ser, perante a actual lei, uma coisa, obtendo-se uma classificação “entre uma coisa e um ser humano, que é onde se situam os animais”.

Continuou:

“É comum reconhecermos que muitos animais são dotados de uma vida mental consciente. Sentem prazer e sentem dor. Têm diversos tipos de experiências sensoriais, são capazes de sentir medo, ter fúria ou alegria, agem segundo memória, desejos e intenções”, disse ainda Francisca Van Dunem na conferência.

A ministra terminou com uma citação do filósofo moral e do direito Jeremy Bentham: “Não importa se [os animais] são incapazes ou não de pensar, o que importa é que são efetivamente capazes de sofrer”.



Só uns calhaus com olhos é que podem assumir o contrário. E estou particularmente a pensar nos grunhos dos toureiros. Essas coisas que envergonham um país inteiro ao defender a barbárie das touradas.


Há esperança!! :))))))


quarta-feira, 6 de abril de 2016

a pornografia em português


... segundo a Pornhub.


Elas são mais "malucas" do que se pensa (ah pois é!!!), um quarto do tráfego pornográfico nacional são delas e o nacionalismo fala mais na altura da esgalhadinha digital. Aposto que a Erica Fontes dá cartas, e não só, nas pesquisas triple X nacionais.

Divertidas são as categorias mais populares. Para os portugueses, no que respeita a idades marcha tudo: desde as adolescentes (as teens) às mais maduras, sem esquecer as mãezinhas mais jeitosas das teens, as ditas milf (para quem não sabe o que são, é favor googlar o termo).

Somos mesmo muito pouco esquisitos... ;)




daqui

sábado, 31 de outubro de 2015

um laço cor de rosa


Outubro é o mês internacional da Prevenção do Cancro da Mama.
E aproveitando a boleia de Miosótis, não quis deixar escapar, o mês de Outubro sem escrever sobre o cancro da mama.

É o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e a segunda causa de morte.
É uma doença com um forte impacto a nível social e sexual. Especialmente se implicar a mastectomia. Seja ela parcial, total, ou até dupla.
Influencia com uma amplitude difícil de imaginar, a forma como muda a interacção e comunicação, com a família, amigos, colegas de trabalho e acima de tudo com o companheiro(a) e a sexualidade de ambos.

Afecta profundamente a sua auto-estima, a forma como se vê, a forma como é vista.
As mamas são por excelência a imagem da feminilidade, sensualidade, erotismo, da maternidade.
A percepção da beleza da mulher, perante ela e os outros, muda drasticamente. É preciso um esforço imenso de todos para aceitar a sua nova condição.
Não consegue fugir à inevitável comparação e ao confronto com os estereótipos`de beleza, mesmo que até aí o tenha conseguido evitar.
Particularmente quando se trata de mulheres jovens.

O cancro da mama inflige à mulher um profundo sofrimento psicológico, causa um enorme cansaço físico, depressão devido ao altíssimos níveis de ansiedade que se geram e um desequilibro emocional gigantesco.

Sabemos que estas alterações físicas, psicológicas e comportamentais, o inerente fatalismo, mesmo que este não esteja presente, ou que possa ser menorizado, estão presentes em qualquer forma de cancro.
Mas quando se fala de cancro da mama, surge em todos nós um arrepio intenso, que nos gela o corpo, a alma.
Há uma extrema sensibilidade, uma empatia, união geral e uma disponibilidade para o suporte emocional particularmente grande.

A Estée Lauder, promove anualmente um concurso de fotografia, vai na sua quarta edição, dedicada ao tema do cancro da mama em diversas categorias.
No seu site, tem as fotografias as fotografias vencedoras. Não me atraíram por aí além. Parecem-me mais estéticas que sentidas, parecem-me fotografias... pensadas. Carecem da emoção e significado necessário para nos fazer pensar, reflectir sobre o cancro da mama.

Mas nas fotografias a concurso, encontrei aquela, que me emociona, que me faz pensar, que ilustra a resistência física e psicológica que uma mulher tem que enfrentar quando confrontada com o cancro da mama.

Chama-se Céline Kriébus.
Encontrou uma forma elegante, bonita, mas muito forte e cheia de confiança, de mostrar como enfrentou a doença.
Não sei como são as suas manhãs, tardes e noites. Não sei como enfrenta a rotina diária, o mundo e como o mundo olha para ela. Não sei se o seu sorriso é radioso como mostra na fotografia, se tem, ou deixou de ter companheiro ou companheira,
Mas quando se olha ao espelho, creio que vê algo bonito, que a conforta.

Esta fotografia, parece-me ser de alguém que a vida tendo-lhe dado uma taça bem grande cheia de limões, conseguiu fazer umas valentes litradas de limonada bem doce.




quinta-feira, 21 de maio de 2015

Quina


Uma jovem carteirista de 84 anos roubou a carteira de uma outra jovem, ma um pouco mais velha que ela, tinha 92 anos.
A Joaquina Gonçalves, Quina para os amigos, já tem um longo historial de furtos e é bem conhecida da polícia do Porto.
Tem um vasto território. Além do Porto, a Quina estende a mão às carteira de quem anda por Fátima, Santo Tirso, Viana do Castelo, Espinho e certamente por Ermesinde, onde vive.

Esta jovem carteirista tinha um cúmplice que a apoiava. Um puto quase imberbe com 54 anos.
Como a moça que foi roubada que estava a assistir à Queima das Fitas do Porto, desistiu da queixa, a Quina saiu em liberdade.
Caso contrário apanhava uma pena de prisão até três anos.

Grande Quina. Gosto de ti miúda!






Notícia do JN. Aqui

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

as preferidas dos portugueses


O jornal Expresso divulgou durante quatro semanas (terminou no passado dia 5 de Outubro) um exaustivo estudo da vida e comportamento sexual dos portugueses.

Em cem perguntas abordou diversos temas da sexualidade. Desde a iniciação da vida sexual, a frequência ou a orientação até à duração dos preliminares e das relações sexuais, passando pelas fantasias e fidelidade conjugal.

Sexo a três parece ser a fantasia mais desejada por ambos sexos. Cerca de 19% para eles e 6.4% para elas.
No que respeita a doenças sexualmente transmissíveis, os parasitas púbicos, vulgo chatos, é a mais frequente com cerca de um quarto das respostas. Logo a seguir e próximo, 22%, aparece herpes.

Para cerca de 26.5% dos portugueses uma relação sexual dura cerca de 11 a 20 minutos.

Ao que parece, ser do Sporting não ajuda à festa, ser político de direita ainda menos. Os mais lascivos parecem ser os algarvios e quanto a fumar e beber parece que até dá mais pica.

No que respeita a posições o Missionário é rei.




daqui

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

touradas - a arte e a cultura da tortura e do sofrimento


Chamam à tourada, arte, cultura e festa brava.
Como se cultura fosse ver um touro a agonizar, a espumar sangue da boca, com a sua carne rasgada por bandarilhas espetadas por covardes que pensam que são valentes.
Como se a cultura fosse torturar atrozmente um ser vivo, até à exaustão, até um ponto em que morte, que lhe é negada e tardará, pode ser libertadora.

Como se a festa brava não fosse um acto covarde e selvático de um touro que é lançado numa arena já diminuído fisicamente e a agonizar.

Onde já não é capaz de respirar porque os seus pulmões estão sufocados por ter as vias respiratórias obstruídas com algodão e os olhos besuntados com vaselina para lhe turvarem a visão.
Está desidratado e a pouca água que lhe dão tem purgantes e laxativos para o enfraquecerem com diarreias prolongadas.
E antes da saída para a arena de tortura, a procurar a saída para uma liberdade que não existe, são golpeados nos rins e nos testículos.

Na arena, na lide, os sanguinários e pouco bravos toureiros rompem-lhe os tendões e ligamentos dos pescoço que aos poucos e poucos o impedem de suportar o pescoço e a cabeça.
A extensão e profundidade das feridas provocadas, com os ferros, em média é da ordem dos 20 cm e há casos reportados de quarenta (!) cm.

Dependendo da direcção e profundidade com o estoque podem perfurar o fígado, o baço, pâncreas e o estômago.
Perfuram igualmente os pulmões e provocam-lhe hemorragias que põem o touro a espumar e babar sangue. A sua exaustão e agonia é tão grande que muitas vezes caiem ou ajoelham-se no chão.
Durante uma lide, um touro perde em média 6 litros de sangue.

Mas a morte libertadora, tardará a chegar.
Morrerão dias mais tarde, sozinhos, agonizando, sem tratamento ou alívio, resultante dos ferimentos recebidos e das infecções que surgiram em consequência deles.




Aos cavalos são retiradas as cordas vocais para não se ouvirem os relinchos de terror e dor.
Os seus ferimentos são suturados. E depois aproveitados para a tourada seguinte.
Os cavalos não suportam mais de três ou quatro touradas.

A arte é algo sublime. Arte aproxima-nos dos Deuses. Arte é um quadro, arte é uma escultura, um bailado, um poema. Uma música.
Cultura é o que nos faz orgulhar do nosso passado, aquilo que pretendemos que nos venham a admirar e a ser admirados no futuro.
É um legado vindos dos tempos e para os tempos. Eleva um país.

São conceitos que jamais poderão ser associados a actos de covardia, de tortura e sofrimento de um ser vivo, de um touro.
O nosso legado não pode ser sangue, dor e barbárie. Não nos eleva como país, antes nos envergonha.


O vídeo (filmado em Espanha) que anexo é sobre a violência praticada sobre os touros durante uma tourada e o sofrimento que lhes é infligido.
A arte, a cultura, a festa brava que as touradas representam e que tanto proclamam os carniceiros ridiculamente vestidos de criados de Luis XIV concretizam-se neste revoltante vídeo.
Ele é tão duro que o Youtube faz um aviso prévio afirmando que as imagens são particularmente violentas e cruéis.

Mas vejam. Vejam pelo menos uma vez. Vejam pelos animais que sofrem atrozmente, que são torturados, que são sacrificados, que desnecessariamente sofrem horrores para prazer e gáudio de uma cambada de selvagens sádicos.
Para que o sofrimento deles não seja ainda mais em vão.

E chorem por eles. Os touros merecem.





quarta-feira, 7 de março de 2012

um estudo imoral



Paira uma certa sensação de perdição e colapso moral, neste mundo. Senão vejam.

De acordo com um estudo científico intitulado Aborto após parto: porque deve o bebé viver?, publicado no British Medical Journal e assinado por Francesca Minerva formada em Filosofia (bioética), é moralmente aceitável a morte de um recém nascido, nas mesmas condições que um aborto é permitido, incluindo situações em que o recém-nascido não é portador de deficiências físicas.

Esta "investigadora" parte de três princípios, todos eles muito "morais":
  • O feto e o recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas
  • É moralmente irrelevante o facto do feto e recém-nascido serem pessoas em potência
  • A adopção nem sempre é no melhor interesse das pessoas

Os autores (Alberto Giubilini é co-autor) deste estudo fundamentam assim que matar uma criança, mesmo sendo saudável, nos primeiros dias de vida não é diferente da prática de um aborto e portanto moralmente legítimo, assim como matá-lo seria defensável se a mãe declarasse incapaz de tomar conta dele.

A pérola  deste... "estudo", é a afirmação que tal como uma criança ainda por nascer, um recém-nascido ainda não possui esperanças, objectivos e sonhos e que apesar de ser um ser humano ainda não é pessoa e portanto sem direito moral à vida.
E concluem que pelo contrário, que a sociedade e as pessoas que rodeiam o recém-nascido, podem ter planos, metas e aspirações que poderão ser condicionados pela sua chegada e portanto estes deverão ser defendidos em primeiro lugar.

Não teria sido moralmente aceitável se as mães destes "investigadores", a tal Francesca e o dito Alberto, tivessem declarado incapacidade de tomar conta destas adoráveis criancinhas???



Lido no Público


sexta-feira, 2 de março de 2012

que merda de país!!


Em 2003 um casal de idosos, viu a sua casa em São João dos Montes ser seriamente danificada por obras num viaduto na A10.
Escavações feitas a duzentos metros da sua casa e depois chuvas forte nesse inverno fizeram abater as terras e danificaram a casa, rachando-a, impedindo-os de morar lá.

A construtora Acoril Empreiteiros responsável pelas obras, cedeu ao casal, um contentor da obra, por um período temporário de dois meses.
As obras foram concluídas, a construtora entretanto faliu e os idosos que vivem já há nove anos(!) no contentor, estão em risco de o perder porque os credores da Acoril o querem de volta.


O mesmo aconteceu aos aparelhos de ar condicionado lá instalados, que aqueciam o contentor durante os meses frios do inverno - têm um aquecedor - eram também de um credor da Acoril que os foi lá buscar.
Os buracos onde estes estavam colocados foram tapado com farrapos para não deixar entrar o frio e a bicharada.

O tribunal de Vila Franca de Xira arquivou o processo que opunha os idosos à Acoril Empreiteiros, por esta ter falido.

José de 80 anos e a sua companheira de 76, ambos de canadianas, estão sem a sua casa, sem ar condicionado para os aquecer no contentor que lhes serve de casa há nove anos, quando deveria ter sido por dois meses e estão prestes a ficar sem o próprio contentor, porque o dono das terras também as quer de volta.

Que merda de país, de políticos e de justiça!!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

aos esquecidos do dia mundial da criança


Por este dia há certamente montes de criancinhas a receberem prendas, a brincarem com tintas e balões coloridos, a terem ainda mais atenção dos pais e o dia é uma festa pegada. É bom que assim seja. E é assim que deveria ser sempre.

Mas há o outro lado. Um, que naturalmente é esquecido na rotina do dia a dia, um, que muitas vezes vira-se o rosto e olha-se para o lado, um, que talvez não mereça mais do que um rápido franzir de sobrolhos e um breve trejeito de lábios a mostrar que estamos muito impressionados mas que rapidamente passa.
É o lado negro, violento e silencioso, da fome, das armas, do abandono e da ausência de amor e carinho.

Diz uma canção de Luís Represas que "Deus leva os que mais ama".
Estes não. Estes são os esquecidos de Deus e o mais grave são os esquecidos de nós próprios, pelo mundo, pelos milhões do FMI, por uma Europa opulenta e farta.

Hoje neste dia, uma lembrança de carinho, também ela infelizmente fugaz e inútil, aos "esquecidos".





segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

23 anos de TSF

Tudo o que se passa, passa na TSF


Se puxar pela memória e tentar entrar pelas mais recuadas e difusas, consigo recordar os tempos da TSF enquanto rádio pirata, apesar de não ter muita consciência dela enquanto estação de rádio nessas condições.

A primeira vez que tenho verdadeira consciência da TSF e de começar a segui-la, fazendo dela uma fonte privilegiada de informação é com o incêndio do Chiado a 25 de Agosto de 1988.
Cerca de seis meses após a sua primeira emissão a 29 de Fevereiro de 1988, a TSF mudou a forma de divulgar e relatar notícias. Estabeleceu um novo padrão nesta área.

Lembro-me bastante bem das suas coberturas em 1990 da invasão do Kuwait pelo Iraque que daria origem à primeira Guerra do Golfo, da ininterrupta emissão em 1999 de Timor e do ataque do 11 de Setembro de 2001 às torres do World Trade Center de Nova Iorque.

É com a TSF que pela primeira vez oiço falar de Marcelo Rebelo de Sousa e das notas que dava aos políticos em Exame. Um programa semanal que o terá lançado como analista e comentador político e que simultaneamente me fez começar a seguir a política nacional com alguma atenção.

Na prática a TSF faz parte da minha vida quase desde sempre. Há 23 anos.
É com ela e com as suas notícias das sete da manhã que ainda hoje eu acordo. Tenho o meu despertador ligado para estas horas e sintonizado na sua frequência.

E é por vezes a fonte de um ou outro atraso na chegada ao trabalho.
Mas percebe-se. Com a TSF vou ao fim da rua, vou ao fim do mundo.
É natural que demore um certo tempo a voltar...




sábado, 6 de novembro de 2010

Monopólio - 75 anos

Monopólio faz hoje 75 anos.
Já o homenageei hoje, jogando, ficando com a banca... e ganhando. ;)

Apesar de a história atribuir a Charles Darrow a sua invenção, sabe-se que as origens do jogo de tabuleiro mais famoso do mundo, Monopólio, remonta a 5 de Janeiro de 1904. Altura em que Lizzie Maggie patenteou um jogo chamado "Landlord's Game".
O objectivo de Lizzie era demonstrar através de um jogo, que quem possui propriedades enriquece e que os que as alugam empobrecem.
Em 1924, "Landlord's Game foi revisto e passou a incluir nomes de ruas.

Mas foi Charles Darrow que ficou para história com a invenção de Monopólio.
Este jogo nasceu em 1935 pouco tempo depois da grande depressão. Charles,um inventor desempregado durante os anos da Grande Depressão, começou por fabricar e vender por conta própria exemplares do jogo a 4 dólares cada um. Com o aumento da procura do jogo, levou-o à Parker Brothers para o seu fabrico e comercialização.


A Parker Brothers rejeitou o jogo, alegando que este tinha 52 erros de concepção. Nomeadamente, levar muito tempo a concluir o jogo e regras complicadas.
Charles não se foi abaixo com a recusa e continuou a imprimir o jogo com a ajuda de um amigo. Através daquelas voltas que o destino dá o jogo foi de novo, literalmente, parar às mãos do presidente da Parker Brothers, o Sr Robert Barton.
Este marcou uma reunião com Charles Darrow.  A 6 de Novembro a Parker compra os direitos do jogo. E a partir daí estima-se que mais de 270 milhões de jogos tenham sido vendidos em 111 países e sido traduzido pelo menos para 43 línguas.
Em 1970 foi criada uma versão em braille e em 1978 saía uma versão de chocolate.
Já se joga Monopólio sem as tradicionais notas de papel, mas sim com dinheiro digital, usando cartões de crédito do próprio jogo e desde Fevereiro deste que já se pode jogar no iPhone.

O Monopólio mais caro do mundo foi feito pelo joelheiro americano Sydney Mobell. 
Custou 2 milhões de dólares. Tabuleiro de ouro de 23 quilates, com as restantes peças feitas de safiras, rubis e diamantes.

Este ano por coincidir com o 75º aniversário do nascimento de Elvis Presley, saiu uma edição comemorativa dedicada ao "rei".

Divirtam-se! :)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

pela abolição do Moita Flores


Depois da abolição das touradas é necessário lutar pela abolição do Moita Flores.


Porque é que este sádico pensa que a tourada é um acto de defesa de um animal, argumentando que os touros não existiriam sem a tourada ?
Porque é que este sádico confunde um acto indigno, cruel e primitivo como uma tourada, com um acto de cultura ?? E de progresso ???
Porque é que este sádico fala na defesa dos cavalos ?? Quando os cavalos são obrigados, pelos cavaleiros, a colocar em risco a sua integridade física e chegam a morrer na arena por enfrentar um animal que não querem, que lhes provoca pânico ??

Quando a Espanha dá sinais de evolução, depois de as touradas terem sido proibidas nas Ilhas Canárias em 1991 e agora na Catalunha, porque é que existe alguém como o sádico Moita Flores, que insiste em defender algo que nos mantém na Idade Média e nos faz envergonhar como país ?

É mesmo muito díficil perceber a (completa ausência) lógica e a mentalidade desta gente. O que lhes falta em lógica, sobra-lhes em bestialidade.

Para quem não souber, está a decorrer uma petição online para abolição das touradas.
Podem assinar aqui.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

pela abolição das touradas


A tourada é barbárie, é sadismo e covardia. Já aqui escrevi sobre isso.
É um acto primitivo de bestialidade praticado para com um animal, que quando entra numa arena já sofreu inúmeras sevícias e torturas e está fortemente diminuído na sua capacidade física.
A barbárie não pode e não deve ser associada a um acto cultural e muito menos ser considerada arte.

Há sempre quem defenda estafadamente, e diria imbecilmente, que o touro só existe enquanto espécie por causa das touradas. Claro que não!
Deixem a natureza e a evolução seguirem o seu caminho. Será que o cavalo só existe para ser usado como animal de trabalho, corrida, divertimento ou como uma fonte de proteínas?

Respondo da mesma maneira, claro que não! Todos nós admiramos a elegância e força deste animal em estado selvagem. Não domado.
Admiramos um búfalo, admiramos um bisonte. Porque não admirar o poder, a força e a beleza de um touro selvagem ? Porque não dar-lhe essa hipótese ?

Argumenta-se igualmente que existem lutas de cães, de galos, etc... Verdade. Aqui também está presente a bestialidade, a crueldade e o sadismo. Mas é uma forma clandestina, é uma actividade perseguida e punível por lei. Estas práticas têm consequências legais. Não são reconhecidas oficialmente, não são publicitadas publicamente e não passam em canais de televisão.

O boxe também é lançado para cima da mesa dos argumentos pró tourada. Não há comparação possível. É um desporto. Está regulamentado, tem regras definidas, tem um árbitro que as garante. São dois animais racionais que estão lá porque querem e estão em condições de igualdade. Precisamente o oposto do que se passa numa tourada.

A abolição da tourada é uma forma de nos dignificarmos e evoluirmos enquanto Homem e de nos elevarmos enquanto Nação.
De respeitarmos um animal nobre que sofre atrozmente e inutilmente para gáudio de um bando de sádicos.
Está em curso uma petição que defende a abolição da tourada e espectáculos afins. Assinem. Dei o exemplo, sou o nº 1809.

Aqui fica o link.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cavaco Silva, a Direita e a Igreja

Pobre Direita, pobre Cavaco e pobre Igreja.

A Direita continua a ser derrotada em todas as questões que visem alargar o conceito tradicional de casamento. Perdeu com a promulgação do casamento homossexual e agora com a promulgação de Cavaco Silva do diploma que altera a lei das uniões de facto.
Tenho a esperança que a adopção por parte de casais homossexuais seja também no médio e longo prazo mais outra guerra perdida para o lado direito da nossa política.

Cavaco Silva, pragmático, e sem grande margem de manobra, promulgou os mesmos diplomas contra sua vontade e fez questão de marcar a sua posição, uma vez que no primeiro diploma o país teve direito a um desabafo presidencial.
E estando a relativamente pouco tempo de eleições presidenciais, não tem nenhum interesse em chafurdar na lama. Já lhe basta Passos Coelho andar a ameaçar em não votar o OE do próximo ano com o CDS a alinhar pelo mesmo diapasão.

A Igreja já percebeu que com este presidente não vai a lado nenhum e não consegue, apesar de tentar, encontrar na direita católica alternativas a Cavaco Silva.
Está com azar porque até ao momento tem havido a inteligência por parte dos sondados, nomeadamente Bagão Feliz, de recusar este pedido envenenado e derrotado à priori.

Tempos difíceis portanto para este triunvirato político (sim estou a a incluir a Igreja).

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

neonazis na Mongólia ???

Quando me enviaram este texto do Expresso fiquei algo surpreendido. Nazis na Mongólia ?? Não acredito. A Mongólia é um país da Ásia Central. Interior, árido e praticamente deserto. Um terço da sua população é nómada ou semi nómada. Os seus maiores problemas são mais internos que externos. Nomeadamente, pobreza, alcoolismo juvenil e uma democracia ainda pouco consolidada e frágil.

Na verdade o que existe é racismo e nacionalismo. Xenofobia dirigida aos chineses. Obviamente não é o ódio aos judeus que os move e grupos anti China há por todo lado, por esse mundo fora.
A China representa o equivalente aos EUA, com a vantagem de estes últimos serem democráticos, na Ásia. Uma superpotência económica, militar com desejos imperialistas e com um forte ressentimento histórico no que diz respeito à Mongólia. Basta recuar aos inícios do século XIII em que a Mongólia sob o comando de Genghis Khan pôs a China a ferro e fogo e deu início ao império mongol que chegou a tocar a Europa.
Se os mongóis olharem para o que a China fez e está a fazer ao Tibete, talvez tenham bons motivos de preocupação.

A China que faz fronteira com a Mongólia em três frentes (sul, leste e oeste), possui um exército que se estima ser cerca de metade da população mongol (três milhões de habitantes) facilmente conquistaria este país. Só ainda não o terá feito porque teria todo o ocidente e as Nações Unidas contra este acto e não contaria com o apoio da Rússia (fronteira a norte da Mongólia).
Infelizmente a maior parte do mundo nem sequer sabe onde a Mongólia se localiza e desconhece de todo a sua cultura.
Assim, a melhor e talvez a mais eficaz maneira de canalizar e atrair as atenções dos media internacionais para esta histórica ameaça, é unir e mobilizar um grupo de pessoas debaixo de uma bandeira polémica e cuja simbologia faz tremer memórias e a própria História. A bandeira nazi.
Neste caso, e infelizmente a reacção que pode provocar arrisca-se a ser contrária à pretendida. Pode-lhes granjear antipatia, retirar a pouca e ténue protecção que ainda possuem do mundo ocidental e afastar potenciais turistas que este país tanto precisa e que os pode retirar do anonimato internacional.

Provavelmente se não lhes derem mais atenção, este grupo desaparecerá da mesma maneira que apareceu. Sem ninguém dar por isso.