sábado, 23 de abril de 2011

dia mundial do Livro - Os Grandes Cinco (I)


Os livros podem ser divididos em 2 grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre. 
John Ruskin


É frequente perguntarem-me qual o livro ou quais os livros que mais gostei de ler até ao momento.
É uma resposta fácil e sem hesitação: O Velho e o Mar de Ernest Hemingway.

Ao longos dos anos fui construindo uma lista com os Grandes Cinco livros da minha vida.
O Velho e o Mar de Ernest Hemingway encabeça essa lista desde que o li. Foi paixão à primeira leitura. É primus inter pares, é o meu mais que tudo dos livros.
É O livro.


Mas hoje, no dia mundial do Livro, prefiro mencionar o primeiro livro que que entrou para essa lista, o livro que a iniciou. Contacto de Carl Sagan. 
É um dos livros que mais me marcaram e me influenciaram até hoje. Aprendi imenso com ele.

Tenho-o desde a feira do livro de 1986. Releio-o com alguma frequência, mantendo sempre a mesma sensação de descoberta e fascínio que tive desde a primeira vez.

Contacto é extraordinário. Na essência aborda uma questão, de uma maneira muito plausível e bem fundamentada, que muitos de nós - e eu como um crente estou incluído - gostaria de ver concretizada. A descoberta de que nós não estamos sozinhos no Universo e que uma civilização extra-terrestre tenta contactar connosco.

Partindo deste tema, Contacto põe duas áreas aparentemente antagonistas em diálogo e em aparente confronto. A ciência com a religião, a fé com a razão. Duas maneiras distintas de ver, entender e procurar o conhecimento. 
No final, nenhuma delas se sobrepõe. Cada uma contém em si o gérmen da outra, um yin e yang do conhecimento.

Os paladinos destas duas distintas abordagens no fim, encontram um no outro o necessário apoio e uma outra forma de contacto.Joss Palmer, o personagem que encarna a teologia, admite o valor do conhecimento que a ciência pode trazer.
Por sua vez Ellie, a cientista, descobre que a crença inabalável que deposita na ciência não lhe proporciona o refúgio que tanto necessita e até precisa.

Desde esse já longínquo ano de 1986 que percebo que religião e ciência não andam tão afastadas quanto isso. 
Mas à medida que a ciência avança vai deixando menos espaço para a religião. Mas também ambas partilham um conceito que lhes é querido, A fé, a crença.
Relativamente à primeira, a ciência, essa crença é provada e não dogmática. 
É tangível e escrutinada.


1 comentário:

  1. O que eu dava para ver aterrar no meu quintal um extra -terrestre! imagino-os verdes se é verdade que existem são do Sporting.

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