sábado, 13 de setembro de 2014

uma música para o fim de semana - Xaile


Todos os xailes têm três pontas e este Xaile não foge à regra.

As três pontas são bem coloridas e todas femininas. Três giraças que cantam música popular portuguesa dos novos tempos.
A ruiva Lília que vem do norte, a lourinha do trio e luso descendente com origens no algarve, Marie e a Bia, morena e açoriana.




Não faço a mínima ideia como se terão encontrado, mas o resultado final é delicioso.

Todas tocam, todas cantam, todas dançam. Lilia, harpa celta e percussão. Marie, gaita de foles, flautas Bisel e adufe. A terceira ponta das Xaile, a Bia, toca percussão, guitarras e cavaquinho.

De alguma maneira comparo-as com os Diabo na Cruz na dinâmica de fusão de géneros.
Se estes fundiram espectacularmente a música tradicional e popular portuguesa com o rock e estas soberbamente juntam a elas, a música pop e aromas da música celta e médio oriente.

Movem-se nos terrenos da saudade, das terras distantes e do exotismo. Pintar a Verdade vem do seu primeiro e homónimo álbum de 2007.

Para ouvir e ver as nossas irmãs Corr ;)


Bom fim de semana :)




Ai se eu pudesse pintar a verdade
De um tom cor-de-rosa ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz

Ai se eu caísse num sono profundo
Talvez eu pensasse que estava a sonhar
Ai se eu mandasse nas coisas do mundo
Mandava ser tempo de recomeçar

Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real 
Numa flor, numa flor...

Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...

Ai se eu pudesse pintar a verdade
Em tons prateados ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário entre sombras e luz

Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real 
Numa flor, numa flor...

Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...
Ao luar, ao luar...



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