terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Grande Ecrã - Rogue One



Rogue One é um filme para encher pneus. Um spin-off bom para entreter a malta beata (admito que sou um deles) da saga Star Wars, angariar audiências novas e pelo meio sacar umas massas ao povo.

Apesar de cronologicamente o seu lançamento se situar entre O Despertar da Força de 2015 e o episódio VIII (O Último Jedi) que vai ser lançado no final deste ano,
Rogue One não pertence à saga. É um filme colateral que pretende explicar como é que os rebeldes encontraram a forma de destruir a Estrela da Morte no primeiro filme, o episódio IV – Star Wars.

A narrativa, diálogos e a dinâmica de realização de Gareth Edwards não têm consistência, Rogue One tenta posicionar-se próximo da lógica da trilogia original da saga, mas falta-lhe sal e originalidade.
É salobro e algo claustrofóbico. Frequentemente recorre a planos muito fechados, que não dá espaço às personagens, aos ambientes que os rodeiam.
Diálogos pobres e 
Visualmente a fotografia não tem nada de extraordinário, os efeitos especiais vulgares, as personagens centrais – Felicity Jones em Jyn Erso e Diego Luna como Cassian Andor – andam perdidos e desinteressados nos seus papeis e Forest Whitaker se tivesse juízo não tinha sequer aparecido.
O K-2SO, um antigo e desbocado andróide imperial reconvertido, ainda é o melhor que se encontra nas looongas duas horas e quinze de bocejos sucessivos e espreitadelas ao relógio. 

Só mesmo os guerreiros agarradinhos e os incautos é que irão ver Rogue One, mesmo sabendo que ele ainda é mais secundário que as três prequelas (Guerras da Estrelas I, II e III) e que o valor acrescentado ao universo Star Wars é praticamente nulo.






sábado, 4 de fevereiro de 2017

uma música para o fim de semana - José Cid



Gosto sinceramente de José Cid. É um castiço e um desbocado.
Diz o que pensa sem grandes pruridos e sem olhar a quem. Tem um ódio de estimação a Toni Carreira que o ignora olimpicamente. E isso faz umas grandes comichões ao nosso amigo José Cid.
Diria que é uma questão de ciúmes.

O chamusquense sabe, e muito bem, que é melhor que o cantor da Pampilhosa da Serra. É mais versátil, mais sofisticado e a sua música mais genuína.
José Cid está como peixe na água em géneros musicais muito diferentes entre si. Rock progressivo, jazz, bossa nova, fado, world music, pop, baladas.

No entanto e apesar de ter uma audiência tão diversificada e alargada como os géneros musicais que toca, dificilmente consegue encher o Atlântico com a facilidade e a frequência com que o cantor romântico o faz.
E apesar de aparentemente não o incomodar, é algo que o seu ego não consegue lidar muito bem.


Vou dar a mão ao José Cid. É verdade que Tony Carreira esgota todos concertos, vende mais, é mais famoso, é mais mediático, ninguém tem mais mulherio, dos 8 aos 88 anos, que ele nos seus espetáculos e ainda conseguiu pôr todos os filhos a cantar e a serem famosos, mas a contribuição deste cantor piroso, para a música nacional, para a sua história, para o seu desenvolvimento, começa e acaba aqui.

Se olharmos para a carreira de Cid, ela é longa, prolifera e relevante. Dificilmente ouviremos alguém dizer que não se lembra de uma qualquer canção dele.

Recentemente lançou o tema "Se o Chico Buarque me cantasse um fado".
Foi super fácil para mim gostar desta canção. Tudo nela tem a cara de José Cid. A letra e a rima descontraída, uma canção que é cantada com prazer. E as sonoridades são diversas e sabiamente misturadas. Encontramos tudo o que a canção fala, o jazz, o fado e o samba.
E convenhamos que isto está bem para além que o Tony Carreira seria capaz de fazer.

José Cid que antes de fazer carreira na música foi professor de Educação Física, faz hoje 75 anos. 👍

Em 2003, José Cid declarou: "Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu."

Bom fim de semana  😀






terça-feira, 31 de janeiro de 2017