segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
sábado, 28 de janeiro de 2017
uma música para o fim de semana - You Can't Win, Charlie Brown
Sabem a aquela cena de avançar de o relógio uns quantos minutos para ficarmos, esses mesmos minutos na cama, ou utilizamos o snooze e vamo-nos aguentando na cama mais cinco ou dez minutos, até que o inevitável se torna urgente??
Isso é procrastinar.
Ou quando um estudante, sabe que tem um mês para preparar um exame e vai adiando e adiando e acaba a estudar na semana anterior ou até na véspera??
Isto é procrastinar.
Procrastinar. É dar tanto tempo ao tempo que este este fica sem ele. Adiar as coisas, atrasamos as coisas, sabemos quais as consequências de o fazermos, mas algo mais forte que nós empurra-nos para esse empurrar interminável.
Perdemos um prémio de produtividade, a desorganização aumentou, o que podia ser feito em cinco minutos precisa agora de quinze, uma reunião que podia ser facilmente dominada, passou a ser um pesadelo.
E então arrependemo-nos, depois prometemos que tal que não volta a acontecer. e até somos genuínos na promessa. A promessa é exactamente cumprida até à próxima oportunidade de procrastinar.
Procrastinar é o diabo! Não é preguiça, é pior que preguiça. É algo que vem profundamente do nosso interior. É uma resposta emocionalmente negativa. É uma resposta defensiva a algo que nos pode magoar, algo que pode correr mal, ou uma situação cuja complexidade nos atemoriza.
Os lisboetas You Can't Win Charlie Brown, formados em 2009, lançaram o seu terceiro álbum em outubro do ano passado, Marrow.
O terceiro tema chama-se Pro Procrastinator, e a letra está sublime no conceito que está por trás do titulo, da música para este fim de semana.
Bom fim de semana 😀
got a little more time
but I've little affection
and I've got nothing more to do
but I've made up my mind
I'm the middle of nowhere
so I'll be certain not to lose
the whole where I've sunk my head
seems to go nowhere
I've got plenty of time
so a little deflection
won't hurt my chances of success
now I'm taking a break
to remind me I need to
go back to straying in my bed
the trick I've got under my sleeve
seems to go nowhere
the hole that's stuck around my head
seems to go nowhere
well we know where we are
we're not sure if we're going
but we can't say the things we've seen
got a couple of things
that we better delay too
just give us time to work it out
the road I chose to lead ahead
seems to go nowhere
Oh, give me your breaks
your hesitative waits
oh, don't jump ahead of course
the way is here
I've got more time till time itself is up
so I won't
make the use of that time for your own good
no sir, I don't wanna
‘cause I've got something inside,
yeah I've got something inside
telling me I better just wait for better days
I'm sure there's gonna be a better day
I've got more time til time itself is up
more till time is up
and something inside
yeah, I've got something inside
and I've got time to give time to work its part
got time until time is not enough
I'm rooting for mine
and I am losing my mind
I've got more time till time itself is up
so I won't
make the use of that time for your own good
no sir, I don't wanna
‘cause I've got something inside,
yeah I've got something inside
telling me I better just wait for better days
I'm sure there's gonna be a better day
got a little more time till time itself is up
more time till time itself is up
more time till time itself is up
more time till time itself is up
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
ironia
Quando penso em tudo aquilo que o desprezível Donald Trump representa, na forma como a Europa lida com os refugiados, na forma como milhares de refugiados morrem no mediterrâneo às portas da Europa;
Quando penso na anexação selvagem da Crimeia ucraniana ao território russo pelo czarista Putin;
na forma como o mundo assobia para o lado relativamente ao que se passa na Síria, na destruição despudorada da floresta autóctone da Indonésia pelas palmeiras da industria do óleo de palma;
Quando penso nas alterações climáticas e pela inércia do mundo desenvolvido em as resolver, pelo empenho da prepotente Angela Merkel em arrasar economicamente com a Europa, na inércia e falta de empenho por parte dos países desenvolvidos em resolver a questão das alterações climáticas;
Quando penso nos genocídios da Arménia, Ruanda, Camboja, Timor Leste, no holocausto nazi, entre tantos outros, no fanatismo religioso, na exploração do trabalho infantil, no tráfico humano e nas abjectas touradas...
...só me ocorre agradecer...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
um poema de... José Régio
Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
José Régio
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
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