Animação inacreditável, cores extraordinárias e um argumento simples que consegue em seis minutos ser didático, divertido, estar cheio de ternura e ainda causar uma certa angústia pelo destino do pequeno Piper.
Mas nas curtas da Pixar nada corre mal... 😉
Piper é uma abreviatura da espécie de aves a que ele pertence, os sandpipers em inglês.
Em português conhecemo-la por narceja comum.
Pode ser encontrada nas orlas costeiras, nos estuários dos rios e em outras zonas alagadas, como arrozais e várzeas. Alimenta-se de pequenos moluscos, insectos, larvas e vermes.
Esta nova curta da Pixar antecedeu a apresentação do filme À Procura de Dory nas salas de cinema.
O belga Antoine Joseph Sax, nasceu a 6 de Novembro de 1814 e morreu a 7 de Fevereiro de 1894.
Para além de ter sobrevivido a n acidentes que lhe podiam ter custado a vida, é um sobrevive te da vida, Adolph Sax, que foi como a história o registou, ficou famoso por ter permitido que nomes como Ornette Coleman, Sonny Rollins, John Coltrane, o trio de saxofonistas mais influente da história do jazz - Coleman Hawkins, Ben Webster e Lester Young - Charles Lloyd ou Jan Garbarek, entre dezenas de outros, se imortalizassem na mundo da música, particularmente no jazz.
Adolph Sax foi o pai do saxofone. Sax para os amigos e amantes deste instrumento.
O belga inventou-o em 1941 e patenteou o seu instrumento em 1846. Dele sairia mais de uma dezena de tipos de saxofone. Os mais usados e conhecidos são: a voz grave e solene do saxofone barítono, o fantástico versátil tenor, o alto, soprano até aos agudos incisivos do sopranino. O barítono é o mais alto e o sopranino o mais pequeno dos mencionados.
Nenhum outro género musical conseguiu elevar o saxofone a níveis que o seu inventor dificilmente conseguiria imaginar. Ou talvez devêssemos pensar ao contrário. Foi o saxofone que elevou o jazz à condição de música dos Deuses e que nos permitiu que os nomes que foram mencionados surgissem.
Propositadamente houve um nome que não citei e que é um gigante entre gigantes: Paul Desmond.
O norte-americano Paul Desmond é um altoista, toca saxofone alto. Acredito fortemente que o pianista Dave Brubeck não seria a lenda que é hoje se não tivesse no seu quarteto Paul Desmond.
Poucos tiveram uma relação tão próxima, tão íntima e emocional com um instrumento como Desmond.
É um daqueles músicos que espalha magia assim que as primeiras notas são sopradas e não precisamos de saber quem toca, para saber de imediato que é ele que toca. Tem um dos sons mais limpos, mais cristalinos que conheço num saxofonista.
Para celebrar o nascimento de Adolph Sax, que ocorreu há dois dias, é precisamente Paul Desmond que chamo ao palco da Esteira.
A vocês, Adolph Sax pelo teu invento, e a ti Paul Desmond, pela capacidade de me fazeres planar, uma profunda vénia.
São conhecidos pelo Trio Joubran, mas até poderiam ser chamados a Irmandade do oud. São três irmãos. O Samir, Wissan e Adnan Joubran.
Nasceram na Palestina e por influência directa do pai, tocam os três o mesmo instrumento, o oud.
Um instrumento cuja sonoridade está tipicamente associado ao Médio Oriente.
Em Março de 2010, numa entrevista ao jornal digital palestiniano Eletronic Intifada, Samir Joubran declarou que com alguma frequência dão concertos no estrangeiro, e cada um desses concertos são uma oportunidade de lutar pela dignidade dos palestinianos enquanto seres humanos e simultaneamente um meio de defender e promover a cultura da palestina.
Independentemente do activismo político e cultural do trio de ouds dos irmãos Joubron, garantidamente há poucos instrumentos que invoquem imediatamente culturas tão longínquas das nossas como as do Médio Oriente. Uma cultura complexa, politicamente conturbada, socialmente caótica, historicamente conflituosa mas super fascinante, apesar de (ser muito) difícil de entender
Mas os sons tão cristalinos do oud, que existe talvez há quase quatro mil anos, e é o precursor da guitarra, põe-nos a sonhar.
Mesmo estando conscientes que uma chacina está presentemente em curso nesta zona do planeta, este trio de ouds faz descer uma cortina de paz e beleza sobre a loooonga noite que há muito se abateu sobre todo o Médio Oriente e que não dá sinais de trégua.