terça-feira, 11 de outubro de 2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
sábado, 8 de outubro de 2016
uma música para o fim de semana - Surma
Um dia estava Débora Umbelino estava a ver um programa na televisão sobre o Vale do Omo, no Sul da Etiópia, quando reparou nas pinturas corporais da tribo Surma.
Atraiu-lhe o abstrato das pinturas, das suas cores, das suas formas orgânicas, místicas, quase experimentais.
Débora queria pegar no seu baixo, nos sintetizadores que tinha em casa e juntar-lhes a sua voz . Queria lançar-se no mundo da música. Sabia que águas navegar: a electrónica. O que fazer com ela: experimentar sonoridades que ainda não estivessem muito exploradas. Gostou da tribo, dos ornamentos e do significado que lhes atribuiu. Decidiu que Surma seria um bom nome para o seu alter-ego musical, e que se adequava a aquilo que gostava de fazer.
A música de Surma tem aqueles nomes estranhos que quem arruma e categoriza os géneros musicais gosta de atribuir: post-rock, noise, dream pop.
O que seja. Maasai, outro nome retirado desse planeta de países que é África, é profundamente reflexivo. Uma paisagem sonora solitária e serena.
É como ela pensasse em voz alta, ou melhor, em voz pausada. E leva-nos connosco nos seus murmúrios ecoantes e angelicais.
Bom fim de semana :)
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
série "vencedores" - António Guterres
Muito melhor como ser humano, humanista, que como político.
Acredito verdadeiramente que Guterres era a única escolha sensata e competente para o lugar de Secretário Geral da ONU.
Patética foi a candidatura de Kristalina Georgieva, apoiada por dois grandes palermas europeus que empenhadamente andam a destruir a Europa: essa coisa que se chama Angela Merkel e a criatura de nome Jean-Claude Junker.
Mas se rapidamente apareceu, mais rapidamente desapareceu.
Guterres ainda tem a grande vantagem, quero acreditar, que no final dos dois mandatos, que certamente os irá ter, não vai a correr para o Goldman Sachs, chafurdar em dinheiro sujo mas certamente muito branco, como o indigno e seboso ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, infelizmente português, mais conhecido pelo cherne.
Espectacular esta nomeação de António Guterres.
Verdadeiramente um vencedor!
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
um poema de... Cruz e Sousa
A MÚSICA DA MORTE
A Música da Morte, a nebulosa,
estranha, imensa música sombria.
passa a tremer pela minh'alma e fria
gela, fica a tremer, maravilhosa...

Onda nervosa e atroz, onda nervosa,
letes sinistro e torvo da agonia,
recresce a lancinante sinfonia
sobe, numa volupia dolorosa...
Sobe, recresce, tumultuando e amarga,
tremenda, absurda, imponderada e larga,
de pavores e trevas alucina...
E alucinando e em trevas delirando,
como um ópio letal vertiginando,
os meus nervos, letárgica, fascina.
Cruz e Sousa
terça-feira, 4 de outubro de 2016
dia mundial do Animal
Recentemente tive uma conversa que me fez recordar tantas outras que já tive.
Falávamos sobre animais e o quanto eles são fofos, queridos e conseguem estabelecer relações afectivas com os seus donos e acima de tudo a capacidade de as estabelecerem com outras espécies.
Foi mencionado a galinha que abrigava cachorrinhos debaixo das suas asas, o porquinho que brincava com um cão, um gato que se aninhava numa porca, os pintainhos são adoráveis e as suas cores queridas.Os exemplos são incontáveis.
Depois retorqui que tudo isto era bonita, mas que no fim as pessoas que adoravam estes vídeos, estas histórias, colocam adoros e likes nesse vídeos e depois... comem-nos ou vão a um circo vê-los
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Isto irrita-me profundamente. É uma hipocrisia tremenda. E doí-me, mexe imenso comigo, porque estamos a falar de seres vivos sencientes.
Relembraram-me que antes que também comia carne e aos quilos. É verdade. Mas soube ultrapassar esta minha hipocrisia. E que me tornei vegetariano há pouco anos. Verdade de novo. Mas tornei-me.
Sou vegetariano sem que ninguém me incentivasse, explicasse, mostrasse ou dar a entender o que os animais que comemos o que são e o que passam.
Soube ir além dos vídeos fofos e ver o que se passa no seu dia a dia, fui capaz de ver o que se passa nos matadouros e ser capaz de chorar por eles, e acima de tudo mudar os meus comportamentos por eles.
Soube perceber o que era feito com estas vidas, e que ninguém se lembra que já foram vidas!
Soube procurar, perceber, os conceitos de senciência, especismo e compreender plenamente os seus significados.
O vídeo é um pouco lamechas, feito para amolecer o coração.
É para levar-nos a pensar que tal como o animal humano, o animal não humano também não quer morrer e tem esse direito. O direito à sua vida.
É utópico, mas o seu objectivo é levar as perceberem que um animal pensa, sofre, sente medo, alegria, sabe o que é conforto e protecção, gosta de carinho e não gosta de ser agredido. A esta percepção, reacção e adaptação ao ambiente que o rodeia chama-se senciência.
Sabiam que é preciso que uma criança chegue aos quatro anos, para igualar a inteligência de um porco?
Sabiam que o porco é mais inteligente que um cão?
Sabiam que o porco só chafurda numa pocilga, porque o pomos numa pocilga, quando o que ele gosta é de um sítio limpo?
Sabiam que comemos o porco (ou uma vaca, ou uma galinha, etc..., ) e revolta-nos saber que um cão é comido, porque não temos a coragem de ter um porco em casa e estabelecer laços afectivos com ele, quando o contrário acontece em definitivo? A isto chama-se especismo.
Hoje celebra-se o dia mundial do Animal. Não só do cão, ou do gato. De todos.
E das suas vidas.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
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