Os Cais Sodré Funk Connection já tinham pisado o palco da Esteira e tinha escrito que eles voltariam.
É hoje. Voltam com quatro expansivos e exuberantes temas de funk e soul, cheios de alguma loucura.
As quatro músicas foram gravadas em contextos diferentes:
Getting the corners aos 0.04 minutos
Are you somebody começa aos 3.22
C'mon baby inicia-se a 6:26
Summer days of fun arranca aos 9:11
De longe prefiro a versão de Summer Days of Fun do vídeo está abaixo deste.
A voz de Tamin (na fotografia com Silk) está gloriosa, com um timbre límpido e seguro, a cantar sem qualquer tipo de esforço e a encarnar perfeitamente a sonoridade veranil.
As prospecções, pesquisa e produção de petróleo e gás natural que estão previstas em todo o território nacional (on-shore e off-shore) cujos contratos já estão assinados, e particularmente no Algarve é uma questão muito séria e mais preocupante ainda. Apesar de esta questão ter ganho algum imediatismo recentemente, infelizmente poucos a conhecem e muitos estão desinteressados nela.
Não foram consideradas necessárias análise de impactos ambientais (!!!) e impactos turísticos nas zonas consideradas como sendo mais promissoras, o que é um absurdo dada a natureza catastrófica e altamente poluidora da prospecção e exploração de petróleo e gás natural.
Algumas dessas áreas consideradas "interessantes" estão localizadas em zonas protegidas da na natureza, localizadas no sul (Alentejo e Algarve) do país: o Parque Natural da Ria Formosa, Reserva Natural do Sapal de Castro Marim, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e a Costa Vicentina
A destruição e contaminação de lençóis freáticos e aquíferos, é quase uma certeza, flora e fauna marinha garantidamente terão os seus meio ambientes afectados e perturbados.
É uma actividade que comprovadamente potência a actividade sísmica em zonas onde esta está latente ou com registos sismológicos regulares. O Algarve, onde a maior parte dos esforços na procura e produção de petróleo estão concentrados, é uma das zonas com maior actividade sísmica registada em Portugal.
E estando nós a falar de Portugal, onde a mesquinhice, tráfico de influências, políticos intriguistas, tacanhos e corruptos, os remotamente benefícios deste assassinato do meio ambiente, que o ministério do Ambiente, pertencente ao ministro João Pedro Matos Fernandes, que por muito que diga o contrário, não preserva ou protege, dificilmente se reflectiriam no povo português.
Dada a falta de capacidade tecnológica e financeira para exploração de petróleo, toda ela seria feita por empresas externas com reduzidas contrapartidas para o Estado.
Há várias petições a correr contra esta desastrada decisão.
Gosto muito de Slow and Steady dos islandeses Of Monsters and Men. Pertence ao álbum de estreia My Head is an Animal de 2011.
À boa maneira nórdica a música é contida, nostálgica, sobretudo melancólica. Minimal e algo esguia.
A letra corre no rodapé do vídeo. Permite-nos focar no seu conteúdo sem que compita com as imagens, ou estas com a letra.
Gosto porque o vídeo é a preto e branco, gosto porque o grande pássaro voa sozinho na companhia do vento num mundo de sombras.
Ele vê a paisagem mudar tão subtilmente por baixo de si que quase se torna igual. Vê a neve que é pura, imaculada, pacificadora e traz consigo lágrimas bonitas.
Gosto porque ele e ela fundem-se elegantemente.
E porque o grande pássaro também tem monstros na cabeça e vive e alimenta-se das sombras.
Admiro-o porque ele mesmo assim consegue voar firmemente. O seu voar é seguro e equilibrado. Calmo e fácil.
Há pássaros que não conseguem.
Em Maio do ano passado saía um Extended Play - The Free Food Tape - com sete músicas de um músico hip hop português, oriundo de Setúbal chamado Slow J.
Fez fortes ondas no meio musical em que se insere. Foram muito bem recebidas as suas letras, a forma como as músicas foram compostas.
Neste EP há um par de faixas que me atraíram fortemente.
Gostei particularmente de Cristalina. A última das sete.
Segundo o seu autor: - “É sobre a verdade. Sobre dizer ou não a verdade quando ela pode magoar.
Nela quer a música, quer a letra, são de cadência lenta, quase soletrada.
Há uma melancolia, na sua voz, no seu ritmo que torna a extremamente cativante e enigmática até.
Não é "rapada". Foge aos cânones cansados e estereotipados do rap, do hip hop martelado, que por vezes faz lembrar uma lavagem ao cérebro.
É antes um R&B de muito bom gosto.
Para quem não conhece e ficou curioso sobre um músico cujo seu primeiro trabalho foi considerado prodigioso, um dos melhores álbuns do ano do hip hop nacional, saiba que ele pode ser descarregado gratuitamente na página do próprio Slow J. Aqui.