quarta-feira, 28 de agosto de 2013

há 50 anos...


Ouvia-se pela primeira vez um dos discurso mais inspirados de sempre.
Um discurso que mudaria um país, um mundo e mudaria mentalidades.
Um discurso que ainda hoje, passadas cinco décadas é difícil de silenciar e cujas repercussões são ainda sentidas, temidas e que no fundo ainda está por cumprir.

Se alargarmos os conceitos tradicionais de racismo e preconceito para níveis mais abrangentes e contemporâneos , reparamos que por exemplo a igualdade de oportunidades e direitos entre homens e mulheres e o reconhecimento do casamento e adopção por pessoas do mesmo sexo ainda não estão plenamente concretizados como Martin Luther King gostaria.

Faz hoje 50 anos, a 28 de Agosto de 1963, Martin Luther King fazia o discurso I Have a Dream no Memorial Lincoln em Washington DC.
Ouçamo-lo mais uma vez.





sábado, 3 de agosto de 2013

uma música para os próximos fins de semana - Rão Kyao


Por várias vezes que já estive para sugerir Na Planície de Rão Kyao para "uma música para o fim de semana".
Tenho adiado a escolha porque sempre pensei que este tema merecia um melhor vídeo do aquele que tem.
Mas agora chegou a hora dele.

Planície é um tema tranquilo. Evoca a vastidão, a serenidade, a ausência de pressa, onde o tempo tem tempo para ele próprio.
Faz-nos viajar. Tem um som exótico, uma sonoridade que nos transporta para as grandes distâncias e para os grandes espaços. Leva-nos para o longínquo.

Quem ler este post de certeza que já estou em trânsito para a Rússia ou já lá terei chegado.
Parto hoje numa viagem que me vai levar nas próximas semanas, a cruzar planícies e estepes sem fim.
A bordo do transiberiano cruzarei essas grandes distâncias e os grandes espaços.
Passarei boa parte delas a atravessar a sibéria na Rússia, o deserto de Gobi, na Mongólia e as montanhas do norte da China a bordo do transiberiano na rota transmongol.

A calma e a paz farão parte dessas paisagens. Estarei longe de tudo, longe da civilização.
Ocasionalmente pararei numa ou outra pequena cidade, numa ou outra pequena vila. Pequenos, calmos e simples apeadeiros da vida da Ásia profunda e remota.

A excepção que será a regra desta viagem são as três grandes estações, as três capitais dos três países que o meu corcel de ferro unirá ao longo de 8000 km de ferrovias.
Aqui a serenidade dos grande espaços será substituída e obliterada pelo frenesim da vida urbana. O outro lado da mesma moeda. Não tem que ser mau.
Mas isso ficará para depois.

Agora apreciemos a simplicidade de Na Planície.
Recostemos a cabeça numa almofada, fechemos os olhos e imaginemos a vastidão dessas paisagens a abrirem-se à frente dos nossos olhos cerrados. Com um pouco de sorte sentiremos a brisa a acariciar suavemente os cabelos, minúsculos grãos de areia a baterem levemente no nosso rosto e ao longe, abafado pela distância, o apito de um comboio.

Bom fim de semana e até daqui a umas semanas. :)




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Thought of you - quando o sonho não é suficiente


Será que o sonho quando se torna realidade se vulgariza? Deixará este de ser atraente e passará a imperfeito quando concretizado?
Será que o nos atrai, o que buscamos, o inalcançável que se torna alcançado, concretizado, desmotivante? Ou assustador e intimidante porque agora está ali à nossa frente? Porque passamos a ter a responsabilidade de viver, conviver e lidar com ele e com as suas falhas não sonhadas?

Ou talvez a confrontação do sonho quando tornado realidade seja mais desinteressante do que o que foi sonhado. 
Talvez seja a adrenalina da perseguição, da busca do sonho e não o seu encontro que nos motiva e nos move.
Talvez afinal não precisemos do sonho, talvez ele por si só não seja suficiente. Talvez precisemos mais de uma realidade bonita do que de um sonho. Nestas condições o sonho até pode ser prescindível, desnecessário.

Provavelmente será essa a nossa missão e o nosso dever. Melhorar cada vez mais a nossa realidade. 
Torná-la mais agradável, mais atraente, tendencialmente perfeita, de a aproximar do sonho, de a tornar um sonho.





segunda-feira, 29 de julho de 2013

sábado, 27 de julho de 2013

uma música para o fim de semana - Carlos Bica





Em finais do ano passado, estava a sair do ginásio quando recebi um telefonema. Atendi e uma voz disse do outro lado:
- Olá Pedro, vou-te fazer inveja.
Sorri. Não é fácil fazerem-me inveja. Mostrei-me céptico e difícil, mas fiquei curioso.
- Hummm... Pouco provável. Mas conta.
- Vou ouvir Carlos Bica no Hot Club.

Conseguiu o objectivo. Carlos Bica é talvez o contrabaixista mais conhecido em Portugal e fora dele. E tinha ainda o sabor extra de ser no Hot Club, já nas novas instalações.

Desde de 1994 que vive na Alemanha.
O seu álbum Azul foi considerado o melhor álbum de jazz de 1996. Ainda hoje é uma das suas obras de referência.
Tem um trio muito estável - Azul - com Jim Black na bateria e Frank Möbus na guitarra eléctrica.

Este domingo, é a minha "vingança". Bem, é um tudo nada incompleta. Porque é no parque de Serralves no Porto em vez do Hot Club de Lisboa.
Mas que se lixe ;) Carlos Bica é Carlos Bica em qualquer lado. E a "vingança" serve-se fria e o telefonema será devolvido.

A participação dele decorre no âmbito da 22ª iniciativa de Jazz no Parque. Começou no dia 14 deste mês, continuou a 21 e encerra este domingo com Carlos Bica e o seu trio Azul.
Para o ano há mais.

Bom fim de semana :)