sábado, 6 de julho de 2013

uma música para o fim de semana - Tara Perdida & Tim


Ao início pensei que era uma canção nova de Tim a solo. 
Uma rápida pesquisa na net mostrou-me que precisei de 18 anos e da voz de Tim para descobrir que existiam os Tara Perdida. 
Eles formaram-se 1995 e editaram este ano o seu sétimo álbum de originais - Dono do Mundo - após oito anos sem gravar. Enquadram-se no movimento punk-rock, um género musical pela qual não nutro grande simpatia e daí o meu total desconhecimento deles.

Tim marca completamente esta canção, quase que se apropria dela. 
Quando João Ribas entra no tema quase sempre o faz quase mesmo timbre de Tim, tornando-se por vezes difícil distinguir um do outro, o significa o que vocalista dos Tara Perdida sai muito ofuscado desta parceria.

Lisboa é um hino a esta cidade. Ilustra a saudade e a ligação de quem a visita sente na hora partida.
Quem viaja conhece bem este sentimento. A saudade da partida, o adeus que não se quer dizer mas que tem que ser feito.

Os próprios Tara Perdida assumem que a música para este fim de semana - Lisboa - sai fora dos seus alinhamentos habituais, o que explica a minha escolha e a sua descoberta  ;).

Bom fim de semana :)





Olá Lisboa, pela primeira vez
Olá Lisboa, pela primeira vez

Lembro-me de ti
Como se fosse um regresso a casa
As ruas escuras à noite
O medo de quem quer voltar

E passo por ti
Condenado a sentir um vazio
Na hora de te abandonar
A lembrança de quem quer ficar
A cidade por descobrir
O adeus, vou partir

Lisboa, és só tu e eu
Lisboa, és só tu e eu

Confesso-me a ti
Ó cidade de noite encantada
Lembras-me a vontade
Hoje eu vou ficar

Agarro-me a ti
Confrontando a saudade que sinto
A hora está-se a aproximar
As memórias de quem quer voltar
Um segredo que vou descobrir
O adeus, vou partir

Lisboa, és só tu e eu
Lisboa, és só tu e eu

E passo por ti
Condenado ao vazio
A ânsia de querer voltar
O adeus que não te vou dizer

Espero aqui
Com o mar controlado
A história de ter um passado
A idade de te conhecer
A cidade por descobrir
O adeus, vou partir

Lisboa, és só tu e eu
Lisboa és só tu e eu


terça-feira, 2 de julho de 2013

não merecem o ar que respiram


Cagaram literalmente no país. 
Com a sua saída. Gaspar acabou por arruiná-lo inutilmente, Portas, um puto mimado saiu amuado porque não lhe fizeram a vontade e Passos Coelho porque pensa que lá por ser o maioral do governo não tem que ouvir os seus parceiros.

Tanto que afirmaram que não éramos a Grécia que ficámos cada vez mais parecidos com ela, tanto afirmaram que não seria necessário um segundo resgate que agora este parece cada vez mais inevitável.
Tanto afirmaram que a saída do Euro era catastrófico para Portugal que agora estamos a meia dúzia de passos de lá sair.
Tanto lutaram pela credibilidade internacional do país que agora arrasaram com ela, tanto apregoaram que os juros da dívida estavam em queda, que agora os fizeram subir de novo.

Lançaram verdadeiramente o país para a lama. 
Puseram interesses pessoais acima do país que os elegeu, dos sacrifícios que impuseram aos portugueses. Não merecem o ar que respiram. Não merecem os seus salários, as suas mordomias. Não merecem o nosso respeito.

São um bando de ratos que abandonam o barco que em poucas horas fizeram afundar.
Badamecos irresponsáveis!!




sábado, 29 de junho de 2013

uma música para o fim de semana - The Gift


É a terceira vez que os The Gift surgem em "uma música para o fim de semana". 
A primeira vez foi com RGB e a segunda com Primavera.

No entanto se tivesse que estabelecer uma cronologia para as três canções, esta teria que ser a primeira. 
É com Ok! (Do you want something simple?) do seu álbum de estreia Vynil de 1998 que os Gift se tornam conhecidos para mim.
E apesar de gostar bastante deles e ter uma grande paixão por Primavera, Vynil é o único álbum deles que tenho.
E foi o tema deste fim de semana que me fez comprar o cd.

O que me fascina em Ok! é a quase obsessiva e complexa simplicidade da letra. 
Por detrás da simplicidade que se busca, dos rituais, das rotinas diárias e regras pelas quais as nossa vida se pauta, há gestos, olhares, segredos que são muito nossos. Segredos que não contamos, não os mostramos ou demonstramos, mas que no entanto são comunicados e desejados que sejam subliminarmente percebidos.

Por isso a simplicidade encerra em si uma complexidade que satura e arruína com ela própria. 
E tantas vezes somos nós a fonte, a causa, por essa ansiada simplicidade não ser apreendida e compreendida por quem ou por aquilo que nos rodeia.

A catástrofe é, e quase sempre é, antes da complexidade fazer desmoronar a simplicidade, não sermos capazes de abrir a alma para dizer o que "vai cá dentro mim", perguntar o que "vai dentro de ti", ou "não te percebo, explica-te melhor".


Bom fim de semana :)





Ok! Do you want something simple?
Ok! Do you want something simple?
Ok! Do you want something simple?
Ok! Do you want something simple?

The news
Do you want something simple?
The look
Do you want something simple
The letters
Do you want something simple?
The jokes
Do you want something simple?
The games
Do you want something simple?
The nights
Do you want something simples
The boys
Do you want something simple?
The girls
Do you want something simple?
The friends
Do you want something simple?
The rest
Do you want something simple?
And sex
Do you want something simple?

Why can't you understand
How I'm feeling now
Why don't you feel me
Why can't you understand
Please open your hand
When you don't know how to do
You want my life
But you've just said no more
Everything is just my fault
The life well done
I can't understand you more, yeah
And I can't understand you more

OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?

The films
Do you want something simple?
The songs
Do you want something simple?
And love
Do you want something simple?
The drinks
Do you want something simple?
Art pop
Do you want something simple?
TV
Do you want something simple?
The silence

Why can't you decide
How I'm feeling now
Your heart is following mine
Behind this sacrifice
Can't you see the words
Can't you see the things
But I can go on
Why don't you find another
Why everything looks like a crash
When I used to fall
I can't understand you more
And I can't understand you more

And you cry
And your heart don't cry
And you're sitting
Why can't you feel can't you see
What is happening to me
All the thinking time
All the love you gave it to me
Gave it to me
I can't understand you
Why, why this happens
Why can't you see I'm selling lies
Sitting at a table why
Why you want my life
Why do you want me, yeah
And I can't understand you
I can't understand you
I can't
Why this happening to me
Why this happening
Can't you see now
Can't you see now
Can't you see
I can't understand you
Why
Why this happening to us

This song is too simple
This song is too simple
This song


sexta-feira, 28 de junho de 2013

série "Vencedores" - Michelle Larcher de Brito





Na passada quarta-feira, Michelle Larcher de Brito tornou-se a primeira tenista portuguesa a passar para a terceira ronda do torneio de Wimbledon ao vencer em dois sets, a russa Maria Sharapova.

A portuguesa está actualmente na posição 131 do mundo, enquanto que a sua oponente russa é a actual nº 3 do ranking ATP e ex nº 1 e no que me diz respeito é uma das mais giraças jogadoras do circuito profissional de ténis.

Michelle de Brito, nascida em 1993 é de origem angolana e treina nos Estados Unidos.