sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Miles Davis 87
Ele esteve na origem de todas as evoluções do jazz. Bebop, hardbop, cool jazz, free jazz, jazz fusão, nu jazz e sabe-se lá que outras variantes em que ele esteve na origem.
Também graças a Miles Davis, provavelmente John Coltrane, Bill Evans, Jimmy Cobb, Herbie Hancock, Red Garland, Philly Joe Jones, Paul Chambers, Chick Corea, Dave Holland e muitos, muitos outros nomes, não seriam o que foram ou o que são hoje se não fossem as suas colaborações nas várias formações lideradas por Miles Davis.
O "meu" Miles é o Miles do cool jazz, do jazz suave, do jazz que aconchega, do late night jazz. A minha discografia dele ronda quase toda ela este período onde pontifica o extraordinário Kind of Blue.
Mas tenho uma excepção, Bitches Brew. Um álbum que inundado pela genialidade do seu autor, marcou uma era na música em geral e no jazz em particular. A era do jazz de fusão.
Miles rasga literalmente os caminhos tradicionais que o jazz trilhara até então e cria um completamente novo e diferente. Um difícil de gerir, de compreender e falando por mim de gostar. Os mais puristas dizem que já não é jazz.
Aqui rock e jazz eléctrico surgem e fundem-se. De uma maneira muito incisiva, penetrante, por vezes quase de uma maneira violenta. É claramente um dos álbuns lendários de Miles Davis.
Não o ter é uma falha grave numa discografia de quem gosta de jazz e faz dele o seu género musical de eleição.
E se ao início para um fã convicto do jazz modal, Bitches Brew estranha-se fortemente, e no meu caso foi quase uma rejeição, ele aos poucos e poucos vai-se entranhando. Tive que aprender a gostar dele, abrir um pouco os meus horizontes para que Bitches Brew se entranhasse. Na verdade continuo a não ouvi-lo com muita frequência, mas de tempos a tempos ele vai tocando na minha sala.
Bitches Brew foi gravado em 1969 e editado em Abril de 1970. Há três anos que cruzou a marca do quarenta anos.
No dia em que Miles faria os seus 87 anos, escolho o segundo tema deste mítico álbum e que lhe dá também o seu nome - Bitches Brew.
Deixem-se entranhar :)
sábado, 25 de maio de 2013
uma música para o fim de semana - João Paulo Esteves da Silva
José Duarte considera-o talvez o pianista de jazz mais interessante do momento. Pessoalmente, poria-o lado a lado com Júlio Resende.
Mas ouvi-lo a tocar este "Durme", a sua sonoridade e capacidade de improvisação remete-me quase de imediato para o genial Concerto de Colónia de Keith Jarret nos longínquos anos de 1975.
Sai veludo dos seus dedos enquanto as suas mãos se passeiam pelo piano. A suavidade invade-nos, a nossa pulsação baixa e um bem estar instala-se em nós.
Os pensamentos mais agradáveis surgem e se há nuvens cinzentas na nossa vida, João Paulo, nota a nota vai afastando-as, dissipando-as.
Quando ele termina, o encantamento mantém-se, a atmosfera continua suavizada.
São mais de sete minutos pacificadores, de deleite e de fantasia.
Dá vontade de dizer "silêncio que se vai ouvir o piano de João Paulo Esteves da Silva"
Bom fim de semana :)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Wim Mertens - often a bird
Fechar os olhos. Sentir, voar, planar por entre elegantes notas coloridas das teclas de um piano.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
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