sábado, 20 de abril de 2013

uma música para o fim de semana - Ala dos Namorados


A música para este fim semana é de uma banda da qual literalmente apenas gosto de uma ou duas canções.
Mas tenho uma certa admiração por Nuno Guerreiro, o rosto e a voz da Ala dos Namorados.

É uma pessoa para além de possuidor de uma voz muito característica é de uma coragem que admiro particularmente. 
É assumidamente homossexual, o que neste paízinho de mentalidades ainda fechadas, apesar ter sabido dar um passo em frente ao permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é ainda um gesto de coragem e admitiu também publicamente em 2009 que teve uma relação do qual foi alvo de agressões físicas que foram motivo da separação.

A Ala dos Namorados, após cinco anos sem editar nenhum trabalho, lançou este ano o álbum Razão de Ser onde se inclui o tema que escolhi para este fim de semana - Caçador de Sois.

Caçador de Sois, tem uma característica que me ajuda a gostar desta canção. Conta com a participação dos Shout, um grupo português que se dedica ao gospel. E do meu ponto de vista são eles que trazem valor acrescentado a este tema.
Penso que ficava um tema bastante monótono sem a sua participação.
Quanto ao títutlo ficava bem melhor se em vez de sois ele caçasse...estrelas.


Bom fim de semana ;)





Pelo céu às cavalitas
Escondi nos teus caracóis,
a estrela mais bonita que eu já vi.

Eu cresci com um encanto,
de ser caçador de sóis
Eu já corri tanto, tanto para ti.

Fui um príncipe encantado
montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer.

Lancelot de algibeira
Mas segui os teus conselhos
para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser.

Os teus olhos foram esperança
Os meu olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela.

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis.

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela.

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis.

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela.

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança


quinta-feira, 18 de abril de 2013

bic cristal, bic laranja


Em Fevereiro de 2011 as canetas Bic comemoram 60 anos de existência. Recentemente dei de caras com o anúncio nacional dessas míticas canetas.

O nome Bic surge como uma maneira simplificada do nome do seu criador Marcel Bich e o furo que as suas tampas apresentam é devido a motivos de segurança. No caso de alguma criança engolir uma tampa supostamente ela poderá continuar a respirar através desse orifício.
Quanto ao boneco chama-se "Bic Boy" e representa um menino de cabeça redonda com uma caneta nas costas.
E finalmente estima-se que uma Bic de carga cheia possa traçar uma linha de dois a três quilómetros de comprimento.

Nesta onda de canetas Bic, ainda hoje, quando escrevo com uma tento sempre que seja uma laranja. A tal de escrita fina. ;)

As vozes deste anúncio que já passou dos 50 aninhos desde que foi realizado, são de Maria Helena Wolmar e de Paulo Alexandre.




E por último aqui fica o Mistério das Canetas BIC. Uma divertida teoria de conspiração envolvendo estas canetas. Muito fixe!


sábado, 13 de abril de 2013

uma música para o fim de semana - The Black Mamba


Começou por ser o nome que me levou a ouvi-los. The Black Mamba. É o nome de uma das cobras mais venenosas de África e deve o seu nome ao facto do o interior da sua boca ser preta quando ela a abre ou para ataque ou apenas para intimidar.

Musicalmente, são três músicos portugueses, o Pedro Tatanka, Ciro Cruz e o Miguel Casais, todos eles influenciados pelos ritmos afro-americanos do soul, jazz, blues e funk e que se juntaram nas noites quentes de Lisboa no verão de 2010
Começaram por ser uma banda de covers e de standards que tocaram em
bares durante algum tempo, mas um dia decidiram que queriam tocar os seus originais e deixar os bares para passarem a pisar palcos.

Em Maio de 2012 lançam o álbum homónimo - The Black Mamba - e ficam logo debaixo das luzes da ribalta.
It Ain't You é o tema que lançou o álbum.

Depois dos Expensive Soul, HMB e Orelha Negra, os The Black Mamba é o quarto grupo nacional que passa pela Esteira que faz da música negra e em particular do soul, a sua forma preferida de cantar o que lhes vai na alma, o que aliás se adequa perfeitamente.


Bom fim de semana :)





Ever since the day you left me
I fell apart
Cloudy days, rainy nights
Tears from my heart
I needeed someone strong carry on
I needed some love but I was grown strong

It ain't you baby
I ain't me no, no
It´s a pain from love
And it's growing strong
It ain't you baby
It ain't me no, no

I became someone you don't know
Someone you don't want me to be
But the world is always changing
And I'm changing with it
But some things never change
Nothing you can do
Love is always there
There for me and you

It ain't you baby
It ain't me no, no
It's a pain from love
And it's growing strong
I ain't you baby
It ain't me no, no

It ain't you baby
It ain't me no, no
It's a pain from love
And it's growing strong
I ain't you baby
It ain't me no, no

I hope one day
Some of our dreams come true
Even if I die
I will always love you

Baby
It ain't me no, no
It's a pain from love
And it's growing strong

It aint't you baby
It ain't me no, no
It's a pain from love
And it's growing strong
It ain't you baby
It ain't me no, no

I hope one day
Some of our dreams come true
Even if I die
I will always love you
Please, please, please

sábado, 6 de abril de 2013

uma música para o fim de semana - Sebastião Antunes


É um regresso e em sentido contrário. 
Sebastião Antunes e a Quadrilha já tinham passado pela Esteira com a Cantiga da Burra aqui.

E se a Cantiga da Burra é de cariz nitidamente popular, tradicional e extrovertida, quer na letra quer nos arranjos musicais e a colaboração dos mirandeses Galandum Galundaina só reforçava ainda mais essa tradicionalidade portuguesa, o tema deste fim de semana cai quase no lado oposto.

Quando a Noite Já ia Serena - pertence ao álbum Com um abraço - é uma balada, com um forte pendor intimista e pessoal. E tal como a anterior música de Sebastião Antunes também aqui a participação da voz do caboverdiano Tito Paris reforça esse toque de introversão.

É difícil não nos identificarmos com a música para este fim de semana. Ela é sobre histórias e segredos que habitam em nós. Histórias que ficaram suspensas ou que acabaram cedo de mais, por vezes mal chegando a começar. Que não queremos que vejam a luz e a cor dos dias porque doem, porque ardem, queimam e são amargas. Todos nós temos histórias assim.
Mas no fundo ainda bem que elas existem. Pior que elas existirem, era talvez nunca terem existido.


Bom fim de semana :)





Tinha uma história que nunca contava, 
trazia um quarto fechado no olhar,
E uma viagem que planeava, 
mas não começava para nunca acabar.

Tinha um sorriso guardado em segredo,
mas não sorria para não o contar, 
tinha uma chave que fechava o medo,
nalgum arvoredo onde não queria entrar.

E quando a noite já ia serena,
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Tinha uma nuvem da cor do mistério,
tinha palavras da cor do saber, 
tinha vontades de brincar a sério, 
mudar de hemisfério para não se perder.

Tinha lembrança da cor do poente, 
tinha o poente inteiro no falar, 
guardava o sol no esconderijo ardente,
tão quente, tão quente, já quase queimar.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

E quando a noite já ia serena
disse-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Trazia a paz de uma dor que se apaga, 
e um calor que se quer apagar, 
como quem grita do alto da fraga,
que a vida nos traga distância para andar.

Deixou correr o licor dos sentidos, 
até que o dia nos veio acordar,
de mãos trocadas, de braços caídos,
achados perdidos.

Veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi: 
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi:
Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.

Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui.