Eles vieram de grupos como Sam the Kid, Cool Hipnoise, e Buraka Som Sistema
Misturam soul, funk e electrónica numa base comum a todos eles, o hip-hop e a black music.
Por isso quando num ensaio andavam à procura de um nome e Orelha Negra foi sugerido todos aceitaram.
Agora são unanimemente reconhecidos como um dos projectos mais criativos e refrescantes da música portuguesa actual.
Criaram um som distintivo que resulta das experiências e dos universos musicais de cada um dos elementos da banda. É um som urbano, sofisticado e muito cool.
Since You've Been Gone/ A memória, a minha escolha para este fim de semana, é isto tudo.
Para este tema os Orelha Negra contam com a espectacular voz de Orlando Santos e fizeram um vídeo de luxo.
Mostra alguns dos mais bonitos e emblemáticos cantos, recantos e encantos de Lisboa.
É do primeiro álbum Orelha Negra de 2010, porque o segundo, também Orelha Negra, foi lançado em 2012.
... da Faculdade de Direito de Lisboa devem estar muito orgulhosos porque pensam (será que conseguem???) que fizeram uma grande coisa e que foram muito inteligentes, irreverentes e imaginativos porque mostraram a Pedro Passos Coelho que os estava a visitar uma lebre enforcada!
Uma triste brincadeira de mau gosto e de muita estupidez onde não é respeitada nem dignificada a vida de um animal.
É quase assustador pensar que estes grunhos serão um dia advogados.
Depois do saxofonista Carlos Martins com Água, este You Taste Like a Song do pianista Júlio Resende é a minha segunda incursão pelo jazz português.
É o seu terceiro trabalho e comprei-o na semana passada. A minha sugestão de uma música para o fim de semana vem dele.
É a primeira vez que Júlio Resende se apresenta no formato mais clássico do jazz. Um trio composto por um piano, contrabaixo e bateria.
Os trios (clássicos ou não) têm a grande vantagem de se perceber muito bem e facilmente o papel que cada um músicos/ instrumentos desempenham numa determinada composição, como se harmonizam e como eles dialogam entre si.
Escolhi o tema que dá o nome ao álbum por dois motivos. O primeiro (e óbvio) por gostar muito dele. Tem um toque de poesia, de encantamento e ritmo que o torna fácil de gostar dele. Os instrumentos têm o seu espaço próprio e relacionam-se elegantemente e alegremente.
E segundo porque recorre a uma figura de estilo que na literatura - mas que também pode ser uma condição neurológica - se chama sinestesia.
Consiste em cruzar, associar ao mesmo tempo e na mesma frase, sentidos diferentes.
É ouvir uma campainha que toca a amarelo, ler em voz alta um som grave e quadrado, pegar num livro que sabe a torta de amêndoa ou como o título do tema sugere You Taste Like a Song - tu sabes como uma canção.
Será que se pode saborear musicalmente uma pessoa? E como será e saberá? A uma balada? Ou a uma banda metaleira pesada e agressiva? Poderá saber a um violino?
E o seu sabor musical será sempre constante ou dependerá dos momentos? Será que uma pessoa pode saber a duas canções em simultâneo? Talvez a um álbum inteiro?
Para acabar e sobre este fim de semana ocorre-me escrever que vão ser dois dias cheios de sol quadrado em sons de Júlio Resende de sabor a vermelho intenso com algumas pinceladas de ventos agridoces em tons aveludados de laranja perfumados a rosmaninho.
O pessoal anda a pedir facturas em nome dos ministros para os castigar.
A coisa está tão bem feita que a partir do momento em que o montante das facturas pedidas se torna mais elevado que o rendimento declarado, eles são alvos de fiscalizações lançadas automaticamente pelo próprio sistema no final do ano.
E agora adivinhem qual deles tem pedido mais facturas???