segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
uma música para o fim de semana - Camané e Dead Combo
Quando esse algo nos faz dar voltas na cama, nos impele de uma cadeira como uma mola tensa ou como animais enjaulados andamos de um lado para outro num cego desatino,
Quando precisamos que as vozes interiores e exteriores se calem, que o mundo abrande a sua rotação em roda louca e que os suspiros soltos abrandem a sua inusitada cadência,
Quando o nosso coração bate de uma maneira que custa acreditar que mais ninguém o oiça e sabemos que a sua próxima batida vai soar grave, acelerada e fora do ritmo, isso é... Inquietação.
José Mário Branco sabe isso como ninguém.
Inquietação na versão original é escrita e cantada por ele, mas para este fim de semana, escolho uma versão na voz profunda de Camané em colaboração com os Dead Combo. Uma versão gravada para e a pedido do canal Q, o canal das Produções Fictícias.
Podem fazer o download gratuito desta canção aqui.
Bom fim de semana :)
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes.
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha.
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda.
Ensinas-me a fazer tantas perguntas
Na volta das repostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas.
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho.
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda.
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
uma música para o fim de semana - Bernardo Sasseti
Despeço-me de 2012 com a música de alguém que partiu este ano e que já aqui referi: Bernardo Sasseti.
Sinto a falta dele. Identifico-me com a sua música.
Gosto do lado meio arrastado, por vezes sombrio e repassada por solidão que ela contém. Muito intimista e sempre muito elegante.
Tal como a poesia de Fernando Pessoa, tenho com aquela sensação que as suas músicas foram compostas para mim, para a minha sala e para o meu sofá.
É uma música que tanto pode ser inquieta e angustiante como simultâneamente maravilhosa. O denso tema Noite composto para o filme Alice é para mim o exemplo máximo desta dualidade e pessoalmente talvez o tema mais bonito dele.
Poucos músicos como Bernardo Sasseti são capazes de tocar o silêncio como ele.
Para o último fim de semana de 2012, elejo Petit Pays do seu trabalho Livre, editado pela Cleanfeed em 2004. É um tema sereno e cristalino.
É fácil imaginar um pequeno e tímido ribeiro a passar tranquilamente pelas margens e fluindo pelas pedras. Sem grandes quedas, estrondos, barulhos ou salpicos.
Aquele tipo de ribeiro cuja água límpida nos convida a olhar sem ver. Aquele cantinho escondido, aquele segredo tão e só nosso a que voltamos quando precisamos de lavar a alma ou quando esta precisa de um tónico por se encontrar pesada e obscurecida pela vida.
Bom fim de semana e de caminho um feliz 2013 :)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Gerry Anderson (1929-2012)
Esperei um pouco mais e fiquei triste.
Terá sido em Outubro de 1976, tinha eu uns inconscientes oito anos, estreava uma série que para mim se tornaria marcante e posteriormente deixaria montes de saudades e uma enorme vontade de a rever.
À noite nos dias dos episódios semanais antes de adormecer, muitas vezes pilotava aquelas naves. Alguns (muitos) anos mais tarde descobriria que a palavra certa para aquilo que gostava tanto era culto.
Mais uma vez, ao fim de bastante tempo e por me ter marcado tanto, percebi que dificilmente voltaria a ver se tivesse oportunidade.
Espaço 1999 deve ser visto apenas com os inocentes e crédulos olhos de oito aninhos. Mais do que isso e talvez a magia desapareça. A idade e a vida torna-nos mais analíticos e muito menos sonhadores.
Espaço 1999 teve duas temporadas, cada uma com vinte e quatro episódios. Delas retenho com nitidez, o genérico, as naves Águia, o comandante John Koenig e as belas Dra Helena Russell e Maya ,a extraterrestre do planeta Psychon que faz a sua aparição na segunda temporada.
Gerry Anderson, o senhor que morreu hoje e que nunca tinha ouvido falar dele foi o seu criador e realizador.
Nasceu em Londres a 12 de Abril de 1929 e começou a ganhar a vida como fotógrafo.
Entre 1964 e 1966 criou a série Thunderbirds, toda ela feita com marionetas e entre 1975 e 1977 criaria e produziria Espaço 1999.
Morreu com 83 anos e sofria de Alzheimer desde 1910, mas isso para mim é o menos.
Para mim, morreu o senhor que me fez descobrir o que era ficção científica, que me pôs a pilotar as naves Águia e a tentar mudar de forma no meio do meu quarto.
Tudo aconteceu quando a 13 de Setembro de 1999, a base lunar Alpha com os seus ocupantes foi projectada para fora de órbita devido a uma explosão nuclear causada pelos resíduos radioactivos acumulados na Terra...
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
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