O Marcelo Rebelo de Sousa resolveu fazer um vídeo comparando a Alemanha com Portugal.
Não está lá grande coisa.
Falta-lhe um pouco de imaginação na maneira como está dirigido e escrito, mas parece que deu para chatear a neo-imperialista da Merkel porque não esta autorizou a divulgação da habilidade marcelista na Alemanha.
Regressei há pouco dias de uma viagem que durante algumas semanas me levou para as paisagens andinas do Peru e da Bolívia.
Pelas montanhas da cordilheira dos Andes, uma espécie de coluna dorsal de toda a América do Sul, andei de bicicleta, andei a cavalo e andei pelo meu próprio pé.
Se há lugares onde pertenço, claramente a montanha é um deles. Entre elas sinto-me em casa. São lugares onde sinto e consigo encontrar paz tremenda. São lugares cuja beleza e força falam comigo num diálogo sem palavras.
Elas atraem-me.
Não apenas pela paisagem, não apenas pelo branco da neve, do verde das árvores, do azul ou cinzento dos céus, pelos reflexos dos lagos ou dos jogos entre a luz e as sombras.
Seduzem porque são envolventes. Porque são belas e elegantes.
Porque as montanhas são sábias e têm vontade própria. Umas vezes querem-nos lá, outras não. Por vezes fazem-se difíceis e testam a nossa vontade e determinação.
No meio delas descobrimos quem somos. Conhecemos os nossos limites. Trazem ao de cima o melhor e o pior de nós.
Se fossem mulheres seriam voluptuosas e de personalidade volátil. Seriam mulheres de mistério e de caprichos. Inconstantes, por vezes fatais.
Seriam capazes do maior dos carinhos e também da maior das rejeições. Seriam capazes de nos acariciar com a mais suaves e doce das brisas, como nos afastariam e cegariam sem dó nem piedade com ventos gritantes e ásperos.
Elas seriam dúvida mulheres difíceis. Por vezes conquistadas, mas nunca domadas.
Mas no entanto, sempre atraentes, sempre belas e elegantes.
Sempre fascinantes e sedutoras.
Por tudo isto quando pensei que música haveria de sugerir para o primeiro fim de semana do meu regresso, Fausto e seu último trabalho, lançado em 2011, Em Busca das Montanhas Azuis e o tema Fascínio e Sedução veio quase de imediato a cabeça.
E elas são muito luxuriosas na sua lascívia e muito se animam em gestos por luxuriar e transluzem na dança das pernas pela arte das mãos os olhos que brilham e fitam de alto a baixo a questão
"Olha à tua volta, absorve o que vês. Fecha os olhos por uns segundos e inspira demorada e calmamente. Assim poderás sentir esse local nesse momento.
É um local que sempre me retirou a respiração, quando vejo fotos ou filmagens."
Foi o pedido feito por alguém quando soube que nas próximas semanas eu iria viajar para o Peru e logo iria estar em Machu Picchu.
Tenho este hábito na verdade. Quando estou em locais onde o tempo se acumulou ao tempo, locais que ainda hoje são marcas na história da Humanidade, locais onde mistério, a sedução, e a força de uma civilização ou cultura. Eu fecho os olhos e vejo esses marcos com de uma maneira que eles não vêm. Vejo-os com os olhos da alma.
Foi assim no Coliseu de Roma, na Grande Muralha da China, nas Pirâmides do Egipto, Stonhenge em Inglaterra, na antiga cidade maia de Tikal e será assim em Machu Picchu.
Daqui a uns dias terei um dos maiores símbolos dos Incas aos meu pés, terei a mesma visão que Hiram Bingham teve quando em 24 de Julho de 1911 descobriu a cidade Inca de Machu Picchu.
Hiram Bingham
Com a Bolívia mesmo ali ao lado, não perderei a oportunidade de me sentir esmagado pela imensidão branca e salgada do Salar de Uyuni e de sentir verdadeiramente e literalmente na pele por um par de horas o que é ser mineiro.
Potosi igualmente na Bolívia é famosa pelas suas minas de prata. Ainda hoje há mineiros que lá trabalham em condições sub-humanas, por falta de alternativas na zona.
Se em Potosi são as minas que dominam a cidade, na capital, La Paz, é claramente o Mercado das Bruxas.
O jornal Expresso divulgou durante quatro semanas (terminou no passado dia 5 de Outubro) um exaustivo estudo da vida e comportamento sexual dos portugueses.
Em cem perguntas abordou diversos temas da sexualidade. Desde a iniciação da vida sexual, a frequência ou a orientação até à duração dos preliminares e das relações sexuais, passando pelas fantasias e fidelidade conjugal.
Sexo a três parece ser a fantasia mais desejada por ambos sexos. Cerca de 19% para eles e 6.4% para elas.
No que respeita a doenças sexualmente transmissíveis, os parasitas púbicos, vulgo chatos, é a mais frequente com cerca de um quarto das respostas. Logo a seguir e próximo, 22%, aparece herpes.
Para cerca de 26.5% dos portugueses uma relação sexual dura cerca de 11 a 20 minutos.
Ao que parece, ser do Sporting não ajuda à festa, ser político de direita ainda menos. Os mais lascivos parecem ser os algarvios e quanto a fumar e beber parece que até dá mais pica.