sábado, 6 de outubro de 2012

uma música para o fim de semana - Doismileoito


Nasceram em 2005 no interior de uma cave húmida na Maia, viram o seu primeiro ser álbum editado em 2009 mas chamam-se Doismileoito.

E porquê? Porque quando decidiram o nome, este começou por ser 2008. Mas depois repararam que quando divulgavam os concertos nos cartazes, o seu nome era frequentemente confundido com a data.

Chegaram a considerar outras formas de escrita. Com e sem traços, com e sem espaços, mas depois decidiram pelo nome actual, sem espaços, porque acharam piada à fonética do nome e à maneira como aparecia escrito.

Devido ao sucesso do seu primeiro trabalho, dois anos depois, em Setembro de 2011 surge o segundo álbum de originais, Pés Frios, e Quinta-feira foi o tema escolhido para o lançar.


Quinta feira liguei
Convidei-te e o ok
Que ouvi
Soou-me a uma 
Canção assim, sim, sim, sim

Tu chegaste e eu pensei
Em fugir mas gelei
E fiz cara de mau
E não disse nada do que ensaiei

Se ao teu lado eu engasgo é para o teu bem
Pois se eu dissesse o que eu acho... bem...
O que eu tinha por não mentir
Era um estalo e um "deixa-me em paz"


Grande farra! Os velhotes devem ter curtido fazer o vídeo.
O Outono da vida não tem que ser a queda da folha ;)


Bom fim de semana :)





quinta-feira, 4 de outubro de 2012

dia mundial dos Animais


É  um dia dedicado...

... a todos os animais que nos amam incondicionalmente e a quem nós animais humanos fizemos uma promessa de carinho, do conforto de um lar e que unilateralmente lhes quebrámos essa promessa, abandonando-os à sua sorte, sozinhos, mal tratados e sem protecção.

...a todos os touros que sofrem dolorosamente com a sua carne rasgada por bandarilhas, fracos por perdas de sangue, confundidos por volteios de capas, acossados e desesperados que querem e desejam fugir, mas que não conseguem porque friamente lhes retiram essa possibilidade numa arena impiedosamente redonda e fechada.

... a todos os touros, cavalos, cães, galos e outros animais que impotentes e angustiados, sentem e pressentem a sua morte e sofrimento em arenas de sangue, para gáudio de selvagens sanguinários.

... a todos os animais que estão privados e desalojados dos seus espaços naturais, que viram as suas personalidades quebradas e domadas, que se encontram enjaulados e manietados, algures num circo ou num jardim zoológico.

... a todos os animais que "vivem" em quintas de criação intensiva,  que sacrificam as suas vidas em prol da nossa, que são servidos à nossa mesa em pratos de restaurantes ou embalados e colocados em prateleiras de supermercados, como se eles crescessem e estivessem sempre lá e que são mal tratados e desrespeitados através de todo o processo que os leva a esse derradeiro sacrifício.

... a todos os animais que são alvos de experiências e sofrem anonimamente horrores em laboratórios, para que possamos ter um medicamento mais eficaz ou um cosmético que celebre a vaidade humana.

... a todos os animais que são chacinados e torturados, vítimas do preconceito, da superstição e crendices ou ainda porque viram o seu habitat ser invadido e destruído pela espécie humana que anteriormente não estava lá.


E finalmente é um dia dedicado...

... a quem faz das suas vidas, uma luta para melhorar as vidas dos animais que não foram amados da mesma maneira que nos amaram.

... a quem vê nos direitos animais uma extensão lógica e merecida dos direitos humanos.

... a todos os que amam, cuidam e protegem os seus companheiros de vida.






sábado, 29 de setembro de 2012

uma música para o fim de semana - Sebastião Antunes


Sinais dos novos tempos que a música tradicional portuguesa atravessa. 
A Canção da Burra é o tema de lançamento do álbum Com um Abraço de Sebastião Antunes.
Um músico português que criou os Quadrilha em 1991, movimenta-se nos terrenos da música popular e tradicional portuguesa, mas que vai buscar inspiração à música celta e ao norte de África.

Com a participação dos Galandum Galandaina, uma banda que se movimenta na também na música tradicional de portuguesa mas com origem mirandesa, A cantiga da Burra tem ritmos populares, fáceis de seguir com uma letra também ela a condizer com os arranjos musicais e ainda encontramos uns laivos de electrónica.

Conta a história de uma prenda que não ia correndo lá muito bem.
Simples, eficaz e muito divertida.


Bom fim de semana :)


Deram-me uma burra
Que era mansa era brava

Toda bem parecida
Mas a burra não andava
A burra não andava
Nem prá frente nem prá trás
Muito lhe ralhava
Mas eu não era capaz
Eu não era capaz
De fazer a burra andar
Passava do meio dia
E eu a desesperar
E eu a desesperar
Ai que desespero meu 
Falhei-lhe no burrico
E a burra até correu





segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Outono, esperei um ano inteiro por ti


Para muitos é o fim do calor, o início das sombras, dos dias tristes, das noites frias e longas, o pré-anúncio do Inverno.
Longe disso!


Eu vejo o Outono como a estação das cores quentes e suaves. 
É a estação dos laranjas, dos vermelhos, dos castanhos e dos amarelos.
É quando a natureza acorda, espreguiça-se e solta-se do torpor e abrandamento que a canícula do verão impõe.
É quando o colorido da queda das folhas esconde o cinzento do alcatrão das ruas e estradas e a monotonia das colinas forradas por folhas verdes é substituída pelas esplendorosas cores outonais das mesmas folhas. 
A luz do dia é mais bonita e suave, as neblinas são mais frequentes e conferem tons de mistério às cidades, aos parques, aos edifícios. 


Eu vejo o Outono como a estação dos sentidos. 
O aroma a terra - o melhor perfume do mundo! - que se liberta, quando as primeiras chuvas caem e arrastam as poeiras suspensas no ar para o chão, o cheiro das castanhas assadas, quentes a saírem dos assadores ou então as nuvens de vapores carregados do aroma de erva doce que nos inunda mo nariz quando destapamos a tampa de uma panela de pressão onde elas foram cozidas.
É altura do aroma a mofo que a roupa solta quando sai da escuridão prolongada das gavetas onde estiveram escondidas e fechadas durante vários meses e nos diz que uma nova estação chegou.

São os fabulosos sons do restolhar das folhas caídas no chão quando são pisadas, os sons da chuva que cai nos vidros da nossa casa e o estalar dos troncos que ardem na lareira. 
As cascatas começam a cantar alegremente as suas melodias nas encostas montanhas e os rios vão acordando da sua entediante secura.
Redescobrem-se sabores que se comem à dentada. As maçãs redondas, a pêra alongada, os elegantes cachos de uva, as castanhas que cabem na palma da mão, as pesadas abóboras e as laranjas e tangerinas de gomos bem desenhados e finos. Delícia!


Eu vejo o Outono como a estação da libertação.
Libertamo-nos do calor sufocante que faz colar a roupa à pele húmida, do cansaço que nos assola e torna os nosso passos pesados e lentos,
Libertamo-nos da tirania dos ares condicionados, libertamo-nos das noites mal dormidas, dos interiores tórridos dos carros estacionados ao sol,
Libertamo-nos dos óculos escuros que nos protegem do brilho agressivo da luz veranil e as praias reganham a sua quietude e sossego e o mar canta só para nós.


Outono é poesia e música. Celebram-se as colheitas. É confortável e aconchegante. É a preparação para o Inverno. É a calmia antes da tempestade. É a melhor estação de todas.

Ele chegou hoje. Estava a ver que nunca mais vinhas. Esperei um ano inteiro por ti Outono. :)))