quarta-feira, 19 de outubro de 2011

há dois dias atrás


Há dois dias atrás celebrou-se o dia internacional para a erradicação da pobreza.
Foi instituído pela ONU a 22 de Dezembro de 1992 com o propósito de lembrar a comunidade internacional para este flagelo e é comemorado anualmente a 17 de Outubro.

Sou pouco crente neste dia. Acredito que não é feito tudo o que se pode fazer e o que é feito enferma de interesses financeiros e políticos escondidos.
Muito deles com origem na própria classe dirigente dos países mais afectados pela pobreza que absorve em seu proveito ou impede muita da ajuda humanitária enviada chegar aos seus destinos.

Por isso tinha decidido deixá-lo passar em branco. Mas entretanto dei de caras com esta imagem que reflecte muito bem o que eu penso sobre a natureza de boa parte dos esforços de erradicação da fome à escala global.



sábado, 15 de outubro de 2011

uma música para o fim de semana - Delfins


A Baia de Cascais foi para mim um lugar de transição e um lugar de renascimento. Um refúgio.
Foi um lugar onde muitas vezes restabeleci equilíbrios perdidos ao longo do dia, onde ponderava decisões com influência na minha vida, onde pedia desculpas a quem eram devidas e fazia perguntas cujas respostas ainda não conheço ou ainda tento adivinhar.

Nesses dias de deriva foram os pescadores da Baia de Cascais que me deram a conversa ligeira que queria ouvir, o Thor foi a companhia que necessitava e a Baia prateada por noites de luar trouxe a beleza que os meus olhos precisavam.

Depois de todas as decisões term sido tomadas e ter partido de Cascais para um outro sítio que possui muitas das características da Baia de Cascais, voltei lá um par de vezes.
Nesse regresso senti que já não precisava dela. Tal como dois amantes que por conveniência se ampararam mutuamente, sabendo no entanto que não estariam juntos para toda a vida.
A Baia das mil cores já tinha cumprido e bem a sua missão.

A Baia de Cascais dos Delfins é um tributo a esse local, a essa minha companheira de inquietações.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

o belo do broche


Depois de elas explicarem aqui a arte de fazer um minete, Rui Unas esclarece a arte de fazer um bom broche.
É justo.
E se para elas só há 10% de abençoados que os sabem fazer, na opinião de Rui Unas também só 10% delas é que percebem do assunto, as tais que leram os livros da especialidade.
As restantes parecem que só só sabem abanar a cabeça e a acenar com a mão ;)