sábado, 8 de outubro de 2011

uma música para o fim de semana - Santos & Pecadores


Os Santos & Pecadores são uma banda de garagem e nasceram em Cascais no ano de 1987.
Há quem diga em tom jocoso que o Olavo Bilac só canta porque era o dono da garagem :). Talvez sim, talvez não.
O facto é que o timbre rouco do seu lider é umas das características mais conhecidas desta banda portuguesa e em 1993 Olavo é convidado a integrar o projecto Resistência que rapidamente se tornou um grande sucesso nacional.

Tornaram-se conhecidos do grande público logo no seu álbum de estreia - Onde Estás - através da balada Não voltarei a ser fiel.
Mas a minha escolha para "uma música para o fim de semana" vai para Tela que pertence ao álbum Energia de 2010 e que é um dos meus temas preferidos desta banda de Cascais.

Mas há uma infeliz coincidência com esta escolha.
À semelhança de Mundo ao Contrário de Xutos & Pontapés que fez parte da banda sonora do filme Sorte Nula, Tela também foi o tema escolhido para fazer parte da banda sonora do filme Contraluz, ambos realizados por esse pretenso realizador que se chama Fernando Fragata.
Mais valia ele deixar de fazer filmes, para começar a escolher temas de bandas sonoras para filmes feitos por realizadores a sério.
Ganhava ele e ganhávamos nós.



ainda sobre Steve Jobs


Definitivamente Steve Jobs era um homem extraordinário.
Ele prova-o neste discurso incrível sobre a sua vida, que no fundo é também sobre a nossa vida e sobre a Vida.
Quando o preferiu na Universidade de Stanford a 12 de Junho de 2005, já Steve Jobs já sabia que estava diagnosticado o seu fim.




"Ninguém quer morrer. Nem mesmo as pessoas que querem ir para o Céu querem morrer para chegar lá"


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida" - Steve Jobs


Se há pessoas que se podem gabar de ter mudado o mundo, Steve Jobs, o fundador e criativo da Apple, está claramente entre elas.
Com a sua morte quase sinto a dúvida se o mundo vai conseguir desenvolver sem ele.
Claro que vai, mas os seus passos serão mais pequenos e hesitantes.

É uma grande dentada na Maçã e na vida de todos os nós.




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ladys and gentlemen, Simon and Garfunkel


Este texto, previamente publicado na revista de artes online Textualino, foi escrito no dia - 19.09.11 - em que passavam trinta anos sobre o concerto ao vivo que Paul Simon e Art Garfunkel deram no Central Park em Nova Iorque.




Em 1963, eles eram Tom and Jerry, mas a 19 de Setembro de 1981, quando juntaram mais de 500 mil pessoas no Central Park em Nova Iorque num concerto memorável, já eram icónicos, eram Paul Simon and Art Gerfunkel.
Em Março do ano seguinte era lançado um álbum ao vivo desse concerto.

Hoje faz trinta anos que eles deram esse concerto. Não sei exactamente quando comprei o duplo álbum (ainda em vinyl), mas sei que o comprei exclusivamente por causa de uma canção: Sounds of Silence, a única faixa que eu conhecia de todo álbum.
Brevemente estaria a ouvi-lo até à exaustão. Ouvi-o tantas vezes que cheguei a pensar que o meu irmão saltaria da janela fora cada vez que o punha no prato.
E até o risquei com a agulha do meu gira discos. Após ter trocado a agulha percebi que o problema estava no disco e resolvi comprar um segundo álbum.

Quando o meu velho gira discos foi trocado pelo leitor de cds, fiz uma pausa de alguns anos e ao longo desse tempo, ele ficou diluído nas brumas da memória. O meu irmão agradeceu o descanso dado.
No dia 11 de Dezembro de 2000 - eu ponho etiquetas nos meus cds - encontrei-o sem procurar numa Fnac. E sem ser a loucura que foi anteriormente, os aplausos das 500 mil pessoas que estiveram no The Concert in Central Park de Paul Simon e Art Garfunkel ainda enchem frequentemente a minha casa e naturalmente ele tem um lugar cativo na minha Prateleira dos Eleitos.
Hoje ao pequeno almoço eles tocaram para mim e certamente que logo à noite também irão tocar.

Assim neste dia, faço minhas as palavras do "speaker" que no início do concerto anuncia: "Ladys and gentlemen, Simon and Garfunkel". Yeeeeehhhhh!!!!

sábado, 1 de outubro de 2011

uma música para o fim de semana no dia mundial da Música - Tchaikovsky


Não consigo ter ideia do vazio que seria a minha vida sem música.
Ouvi a música da moda nos tempos de liceu quando os amores são de vida ou de morte, fiz o décimo segundo ano quando a incerteza ainda domina sobre o queremos ser no futuro a ouvir a música da Antena 2, fiz a faculdade quando parecia que era mais fácil entrar do que sair, a ouvir a música que a Gulbenkian tinha para me oferecer e agora que me tornei naquilo que a minha natureza não é, oiço a música que compro no carro, no meu computador e em minha casa.

Não sei exactamente quando o Concerto nº 1 para Piano e Orquestra de Tchaikovsky entra na minha vida, talvez entre a música da moda e a Antena 2, mas sei que em finais da década de 80 já era uma das músicas mais importantes da minha vida e mantém-se até aos dias de hoje.
É um concerto cheio de sentimento, força, doçura e emoção.

Lembro que quando as coisas corriam mal para os meus lados fechava as luzes do quarto, sentava-me no chão em frente à minha aparelhagenzita - a Lucrécia :) - punha a cassete da Deutsch Grammophon com o Concerto a tocar, fechava os olhos e imaginava a música a sair das colunas, a passarem pelo meu corpo para depois encherem o quarto numa acolhedora sopa desordenada de notas musicas.
Esta imagem ajudava a acalmar os meus tormentos da altura.

Hoje em dia este concerto ainda tem um peso grande na minha vida, é uma das grandes referências minhas na música clássica.
Ainda fecho os olhos para o ouvir, mas já não me sento no chão. Agora deito-me no sofá e em vez da velha cassete (que ainda existe) é um cd, mas continuo a ser fiel à etiqueta e ao seu maestro: Deutsch Grammophon e Herbert von Karajan.

É a minha escolha para o dia de hoje, o Dia Mundial da Música e para o fim de semana que o celebra.


O Concerto nº1 para Piano e Orquestra tem 3 andamentos. Este é o primeiro dos três. 
Dirigido pelo mítico Karajan, claro.




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

uma imagem bonita


Quando ouvi este parvalhão mentecapto na Sic a falar cretinamente sobre o fim das touradas na Catalunha, imaginei-o de imediato com um par de bandarilhas no lombo e montes de Migueis Sousa Tavares - todos os que pensam como ele - a serem criados em ganadarias com destino às arenas para serem lidados por grandes e belos touros. Uns atrás dos outros. 

Seria a grande festa brava dos Migueis Sousa Tavares. Tudo isto para que eles não se extingam e continuem a perdurar como raça mentecapta.
Que calhau tão grande!!!