Para além de Empire State of Mind (part II) ser de longe o meu tema preferido de Alicia Keys, pareceu-me ser uma escolha óbvia no fim de semana em que se recorda a passagem de dez anos sobre os atentados de 11 de Setembro de 2001.
Estive em Nova Iorque na passagem de ano de 2003 para 2004. Para além de umas excepcionais medidas de segurança em quase todo o lado, a cidade parecia exibir uma normalidade não forçada, sem demonstrações evidentes do trauma que porque tinham passado dois anos antes.
Evidentemente o Ground Zero estava cheio de fotografias, mensagens, flores e desenhos. Pessoas passavam para ver o local, fotografando-o, havia quem orasse de cabeça baixa e outras choravam recordando alguém entre os quase três mil mortos que os ataques às torres do World Trade Center causaram.
Dessa passagem de ano recordo particularmente bem o carinho que todas as pessoas demonstravam para com os bombeiros e polícia, turistas incluídos.
Frequentemente deixavam as pessoas tirarem fotografias com eles e com as sua viaturas, sendo muitas vezes cumprimentados e saudados.
São um grupo de pessoas a quem Nova Iorque tem uma dívida de gratidão muito grande e a cidade não regateia o seu obrigado.
O desenho é cru e a estética algo arrojada, mas a sua essência, a sua mensagem, essa é deliciosa.
Certamente que há muita gente a precisar e a suspirar pela lealdade desinteressada deste cavalo, que mesmo depois de afastado, sabe, sem que lhe peçam, quando voltar.
Quem leu este texto sabe que tenho uma admiração profunda por Steve McCurry. Um fotógrafo norte-americano de 61 anos que dedicou mais de metade da sua vida à fotografia. Recentemente a Leica resolveu institucionalizar um prémio - Leica Hall of Fame Award - que distingue um fotógrafo que tenha prestado excepcionais serviços à fotografia e à marca Leica. E para atribuição do seu primeiro prémio a escolha recaiu sobre Steve McCurry.
É ele o autor da incrível fotografia da "rapariga afegã" que tirou em 1984 quando a encontrou no campo de refugiados Nasir Bagh no Paquistão, altura em que a União Soviética já tinha invadido o Afeganistão. Foi capa da revista National Geographic em Junho de 1985 e é considerada a mais famosa capa da revista do rectângulo amarelo desde que esta foi fundada há 121 anos.
A Rapariga Afegã ganhou o seu nome verdadeiro, Sharbat Gula, em 2002 quando o fotógrafo numa expedição organizada pela National Geographic, a identificou após ter recorrido a técnicas biométricas comparando os padrões da íris da fotografia com a de Sharbat Gula.
Em 1986 Steve McCurry torna-se membro da agência fotográfica Magnum, por muitos considerada, eu incluído, como a melhor agência de fotógrafos do mundo.
A Leica elaborou uma pequena retrospectiva fotográfica de Steve McCurry por altura da entrega do prémio.
A música que acompanha o slide é do compositor americano Samuel Barber - Adagio for Strings Opus 11. Este adagio tornou-se conhecido pela sua utilização no filme de Oliver Stone - Platoon.
A Batelco é uma das maiores empresas de telecomunicações do Bahrain, e portanto cheia de massa.
E quando se tem massa e se quer inovar, o resultado é este anúncio onde tudo é possível.
Os Citânia são recentes na cena musical portuguesa, apresentaram-se ao público português em inícios do mês de Agosto
Se consultarmos a sua página oficial, vemos que Citânia remete para os povoados antigos romanos e pré-romanos, para os castros da Península Ibérica.
Mas segundo as palavras de um dos membros da banda, João Lopes, a música dos Citânia está longe de ser tão antiga quanto o seu nome sugere. Afirma que "é uma música que parte das raízes mediterrânicas, com influência árabe, flamenca e do nosso fado, a que electrónica dá uma coloração".
Na prática significa que Citânia cai naquela definição ambígua e muito abrangente mas muitas vezes deliciosa - que é o caso - de World Music, música do mundo.
O seu primeiro álbum chama-se "Segredos do Mar" e é lançado pelo tema que o encabeça - " A Vida é um Carrossel".
Foi a curiosidade que me levou a uma sala de cinema ver Cowboys & Aliens.
Num mesmo filme encontramos cowboys, aliens, o 007, o Indiana Jones, o realizador de Iron Man e o Steven Spielberg.
Com tanta gente famosa, pensei que alguma coisa de jeito haveria de sair.
Na verdade o filme sem ser nada de extraordinário até funciona.
Numa época (bem retratada) de cowboys chegam os aliens - que fazem as vezes dos índios que desta vez são deixados em paz - que para além do óbvio objectivo de nos estudarem também estão interessados em ouro.
Tudo começa quando Jake Lonergan (Daniel Craig) acorda de repente no meio do nada com uma estranha pulseira de metal no seu punho esquerdo e sem qualquer memória que possa evocar relativamente ao que lhe poderá ter acontecido.
É levado para cidade Absolution onde durante noite esta é atacada por aliens e algumas pessoas são raptadas, sendo este o ponto de partida do filme.
Um dos grandes méritos de Cowboys & Aliens é conseguir unir de uma maneira coerente e lógica, dois géneros que a priori seriam imiscíveis: o western e a ficção científica.
Naturalmente os efeitos especiais imperam são bons e discretos. Bem conseguidas são as lutas a cavalo dos cowboys com os aliens - que fazem lembrar os de District 9 - assim como a discreta nave destes que praticamente se funde com a paisagem onde está inserida.
Percebe-se que Jon Favreau navega apesar de tudo em águas que desconhece. Bom nas cenas de acção, não consegue no entanto captar a atmosfera do western e a sua paisagem, mal secundado pelo director de fotografia que não aproveita a grandiosidade dos cenários naturais. Compare-se por exemplo com a excelência dos cenários e fotografia de Indomável (True Grit) dos irmãos Coen.
Ter Harrison Ford e Daniel Craig no mesmo filme é uma espada de dois gumes. Se por um lado trás gente ao cinema curiosa por os ver juntos (o meu caso), mas por outro ao longo do filme não nos conseguimos abstrair das personagens que os tornaram famosos (Indiana Jones e James Bond).
Especialmente no caso de Daniel Craig que compõe um Jake Lonergan muito "Bondiano". Harrison Ford faz melhor na figura do autoritário e intimidante Coronel Dolarhyde. Olivia Wilde (Ellas Swenson) é uma alien de cara bonita, um pouco perdida ao longo do filme, cuja presença quase que se resume ao seu sacrifício final.
Cowboys & Aliens vale pela invulgaridade do argumento por unir dois universos tão dispares entre si como um western e a ficção científica e pela coerência que consegue manter ao longo de duas horas de filme.