Tal como o VW Carocha, a ideia da Renault era desenhar um carro que fosse acessível para todos.
Segundo as palavras de Pierre Dreyfus, o presidente da marca francesa na altura, teria que ser "como as calças de ganga, versátil, moderno e que não passe de moda".
A 3 de Julho de 1961 nascia o Reanult 4L.
É o terceiro modelo mais vendido de sempre com mais de oito milhões de automóveis produzidos.
Ficou atrás do VW Carocha e do Ford T.
De Joe Wright conhecia Expiação e o Solista. Gostei bastante do primeiro e aborreci-me com o segundo.
Foi com expectativa que fui ver Hanna. Era a primeira incursão deste realizador no cinema de acção.
Uma jovem rapariga criada e treinada numa floresta do ártico (norte da Finlândia) por um ex-agente secreto da CIA escolhe por vontade própria num determinado momento carregar num botão que irá revelar a sua posição.
A partir daqui desencadea-se uma perseguição ao pai (Erik) e à filha (Hanna), onde esta última irá revelar todo o seu treino e algo mais que desconhecia.
A questão é que Hanna não tem pernas para andar. Não pela realização, mas sim pelo seu argumento, o grande calcanhar de Aquiles deste filme.
Joe Wright, habituado a dramas, até filma de uma maneira interessante e consegue imprimir dinâmica ao filme, mas o argumento é muito mastigado. Nunca chega a atingir a velocidade de cruzeiro.
É pouco esclarecedor e por vezes monótono.
Não se percebe por exemplo porque é que tem que ser Hanna a matar Marissa Wiegler e não Erik, quando é esta que mata a sua mulher e mãe de Hanna quando era criança.
As relações e o passado entre este "triângulo amoroso" constituído por Erik, Hanna e Marissa é mal explicado e confuso.
Assim como o pouco emotivo e (bastante) previsível desfecho final entre as duas mulheres. Entre uma agente CIA, fria e implacável, e uma assassina geneticamente modificada, será que não dava para mais qualquer coisita??
Sobra como mais valia deste filme a actuação de Saoirse Ronan (Hanna), um cordeiro vestido de pele de lobo, Cate Blanchett na astuta e calculista Marissa Wiegler e a jovem actriz Jessica Brden no papel de Sophie, a jovem amiga de Hanna.
Será que é um filme que vale a pena ver? Para quem não der atenção aos pormenores, talvez.
Para os que estão prestes a iniciar férias e ainda tem o bolso cheio com o subsídio de férias. eis a sugestão de um veículo adequado ;)
O iate Tropical Island Paradise foi desenhado pela Yacht Island Design e vai ser colocado brevemente no mercado, mas apesar de ainda não ter preço definido é para pessoal com os bolsos meeeeeesmo cheios.
Esperava mais do realizador do Clube dos Poetas Mortos e de Truman Show.
Estes dois filmes têm algo que Rumo à Liberdade não tem: emoção.
Rumo à Liberdade conta a história (supostamente) verídica da fuga a pé numa caminhada de cerca de 6400 quilómetros, de um grupo de prisioneiros políticos de um gulag soviético em plena Sibéria até à chegada à índia.
O filme é bom, tem interesse e o facto de ser verídico dá-lhe uma dimensão extra.
Mas ao longo de pouco mais de duas horas, são raras as vezes que o realizador e argumentista Peter Weir nos consegue pôr dentro dos personagens, quando o consegue é através de Ed Harris, do que vai lá dentro, quer do ponto de vista da determinação anímica quer do ponto de vista dos sofrimentos físicos.
Os olhos e os rostos dos actores são quase sempre frios e pouco comunicativos.
Parece que o realizador deu mais importância à dimensão das paisagens do que à dimensão humana.
Conhecemos superficialmente as suas histórias pessoais e no final quando esperamos algo mais sobre o que sucedeu aos protagonistas não surge nada.
E ao longo da épica travessia não é dado ao espectador referências temporais que o situem na acção.
Num conjunto de actores muito homogéneo, Jim Sturgess (Janusz) e claro Ed Harris (Mister Smith) estão acima da médio do grupo. Colin Farrel compõe um interessante Valka mas peca pela excessiva plasticidade e pela quase caricatura do seu personagem.
É um filme a ver, mas parece algo desequilibrado e monótono na maneira como é filmado.
É excelente a maneira como é filmada a gélida Sibéria, mas pouco convincente a (tentar) filmar a inclemência do Deserto de Gobi e zero no que respeita à dureza dos Himalaias.
Quando esperávamos um filme de emoções, temos um filme documental.
Talvez influência da presença da co-produção da National Geographic.